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O guia do 4G no Brasil: planos, preços e cobertura

Obedecendo o prazo estabelecido pela Anatel, as quatro maiores operadoras brasileiras de celular anunciaram, até o final de abril, seus planos 4G. Com promessa de velocidade até 10 vezes maior, agora começa o primeiro estágio do 4G no Brasil.

Mas onde o serviço está disponível? Como adquiri-lo? E quanto ele custa no modem, no tablet ou no computador? Respondemos essas dúvidas abaixo.

O que o 4G oferece?

Basicamente, velocidades maiores que o 3G. Todas as operadoras garantem, no contrato, velocidades de 5Mbps, contra até 1Mbps na maioria dos planos 3G.

Isto facilita o acesso a arquivos na nuvem e a streaming de vídeos, além de permitir videochamadas ou upload de vídeo com mais velocidade, e deve eliminar qualquer espera na hora de consultar email, ver páginas da web e outras tarefas onde mesmo o 3G não funciona de forma ideal.

E, enquanto a nova tecnologia está sendo implementada, algumas operadoras oferecem velocidades maiores:

  • a Oi diz que “oferece taxa de transmissão entre 5Mbps e 12 Mbps”;
  • a Vivo afirma que seus planos “não têm velocidade limitada a 5Mbps”, e o valor “encontra-se no contrato como velocidade de referência”;
  • e a Claro diz que “a velocidade mínima do 4GMax é de 5Mbps” e pode ser maior que isto, “dependendo da demanda de utilização e da região com a cobertura”; em testes da Folha em São Paulo, a taxa de download chegou a 13 Mbps fora de condições de teste.

Estamos com aparelhos 4G e teremos nossos testes em breve.

Onde o 4G está disponível?

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Por ordens da Anatel, todas as seis cidades-sede da Copa das Confederações dispõem de serviço 4G nas quatro operadoras. Claro e Vivo, no entanto, decidiram oferecer o 4G em mais cidades; você confere a lista completa abaixo.

– Claro: Belo Horizonte, Brasília, Búzios, Campos do Jordão, Curitiba, Fortaleza, Parati, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Porto Alegre

– Vivo: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo; região do ABC (Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul) até o final de maio

– TIM: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador

– Oi: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador

Se você não está em alguma destas cidades, terá que esperar um pouco. Segundo a Anatel, as sedes e subsedes da Copa do Mundo – Cuiabá, Curitiba, Manaus, Natal, Porto Alegre e São Paulo – deverão ter 4G até o final deste ano nas quatro operadoras.

Mas, por enquanto, a rede 4G ainda não cobre as cidades como um todo: só algumas áreas dispõem do serviço. Se você mora em uma das cidades na lista acima, visite os sites a seguir para saber qual a área de cobertura do 4G: Vivo | Claro | Oi | TIM

Quais aparelhos funcionam com o 4G?

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Para usar o 4G, você precisa de um smartphone ou modem compatível com a tecnologia. Além dos modems 4G vendidos por operadoras – como o Huawei E3276 – estes são os aparelhos compatíveis à venda no mercado, com preço sugerido:

  • Motorola Razr HD (R$1.699)
  • Samsung Galaxy S4 (R$2.499, em breve)
  • Samsung Galaxy SIII LTE (R$1.999)
  • Samsung Galaxy Express (R$1.349)
  • LG Optimus G (R$1.999)
  • LG Optimus F5 (R$1.199, em breve)
  • Sony Xperia ZQ (R$1.999)
  • Nokia Lumia 920 (R$1.999)
  • Nokia Lumia 820 (R$1.459)
  • BlackBerry Z10 (R$2.699, em breve)

Dependendo da operadora e do plano, o preço pode ser bem menor com descontos no pós-pago.

Alguns tablets também são compatíveis, como o Samsung Galaxy Note 10.1 4G (R$2.199).

E quanto a aparelhos importados? Provavelmente eles não funcionarão no 4G brasileiro, que usa a banda LTE 7. Os EUA usam outras bandas (4, 13, 25), enquanto países da Europa se concentram nas bandas 3 e 20. Alguns países europeus também usam o LTE 7, mas é importante verificar se o aparelho é compatível com a frequência de 2.600MHz que usamos.

Vale lembrar que nenhum iPhone ou iPad é compatível com o 4G brasileiro.

Planos e preços

Por enquanto, as operadoras concentram suas ofertas de 4G em planos pós-pagos. Paramodems/tablets, temos os seguintes:

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Todas as operadoras oferecem velocidade contratual de 5 Mbps, mas como dissemos, a conexão pode ser mais rápida a critério da operadora. Mas se você consumir a franquia, a velocidade despenca para níveis de 2G.

Para utilizar a rede 4G, você precisa de um modem compatível. Se você estiver fora da área de cobertura 4G, vai utilizar a rede 3G ou EDGE disponível.

Os planos para smartphones variam um pouco. Na TIM, Claro e Oi, você pode contratar pacotes associados a qualquer plano de voz. Abaixo seguem os preços da internet no celular (voz/mensagens/roaming à parte):

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Na Vivo, no entanto, o pacote de dados está associado a planos de voz específicos, e seus preços variam de um estado para outro:

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Da mesma forma, você precisa de um dos smartphones 4G citados acima, e precisa estar na área de cobertura para usar a rede – senão você ficará no 3G ou EDGE.

A TIM diz que vai oferecer o 4G também para clientes pré-pagos, nos planos Infinity Web e Infinity Web Modem; no entanto, a velocidade de acesso estará limitada a 1Mbps.

Como contratar?

Se você já tem um plano de dados e mora em cidade com cobertura 4G, entre em contato com sua operadora para fazer o “upgrade”. Por exemplo, clientes da Claro com pacote de dados a partir de 2GB no celular (ou 5GB no modem) podem apenas ligar para a operadora e perguntar como ativar o 4G. Quem é cliente TIM pode ir em uma loja da operadora e pedir o chip 4G; ele custa R$10.

Se você não tem pacote de dados em nenhuma operadora, basta entrar em contato via telefone ou ir a uma das lojas.

Vale a pena?

Por enquanto, o 4G procura atender um tipo específico de cliente: aqueles que procuram planos com franquia maior. Se você se encaixa no perfil – e já tem um aparelho compatível – então adquira um plano 4G. Você não vai pagar nada a mais; e dependendo da operadora, o plano 4G será a única opção.

Isto supõe que você está disposto a pagar mais por mês. A exceção, no caso, é a TIM: como todosos planos de dados viraram 4G, você pode pagar a partir de R$21,90 (com franquia de apenas 300MB) para utilizar a nova rede.

Mas se você procura as velocidades do 4G e não quer pagar caro (e prefere não entrar na TIM), o jeito é esperar até que o 4G chegue a mais opções de planos, e a preços menores. Se você não está na área de cobertura do 4G, é claro, você também terá que esperar.

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Vivo TV será parcialmente desativada após 25 de abril para dar lugar ao 4G

Alguns usuários terão o serviço encerrado para dar lugar à implantação da rede 4G no Brasil

Alguns clientes da Vivo TV já estão recebendo cartas da Telefônica/Vivo em suas residências avisando que o serviço deixará de ser prestado. A companhia está desativando parte da radiofrequência ocupada pelo MMDS para implantação da rede 4G no Brasil.

A empresa informa que a partir de 25 de abril não conseguirá manter os atuais pacotes das pessoas cujo serviço é mantido pela tecnologia MMDS, utilizada por parte dos clientes nas cidades de São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

A Telefônica/Vivo avisa que, a partir desta data, os clientes atingidos pela mudança continuarão recebendo os canais abertos e obrigatórios até o dia 31 de maio, sem nenhum custo adicional, até encontrarem outro serviço de TV por assinatura. Caso se interessem, podem manter este pacote após o período pelo preço de R$ 20 mensais após contatar a empresa.
Caso contrário, poderão devolver os equipamentos à empresa sem ônus ao consumidor. Eles poderão ligar para agendar a retirada ou aguardar a ligação a partir de 1º de junho, quando a própria companhia passará a ligar para recolher os aparelhos.

A fatura de abril, a última que deverá chegar aos clientes, terá cobrança proporcional até o dia 25 de abril, informa a empresa.

4G: Operadoras garantem que irão cumprir o cronograma da Anatel

Das quatro principais operadoras do Brasil, apenas a Oi deverá antecipar o lançamento do serviço em dois Estados

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As prestadoras de telefonia móvel Claro, Oi, TIM e Vivo assinaram no último dia 16 de outubro os termos de autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a oferta de serviços 4G. Com o sinal verde da agência, as operadoras devem começar a formatar pacotes para operação comercial do serviços baseados em 4G.

A Oi, por exemplo, informou na última sexta-feira, 26, que Rio de Janeiro e São Paulo serão contempladas com a quarta geração da internet móvel antes do cronograma exigido pela Anatel. Segundo o presidente da empresa, Francisco Valim, clientes da operadora nestas duas cidades poderão contar com suporte ao 4G no fim deste ano e em março de 2013, respectivamente.

Já a Vivo e a Claro informaram ao Olhar Digital que irão cumprir o cronograma da Anatel e, a princípio, não deverão adiar o lançamento do serviço em nenhum Estado ou cidade. A assessoria da Vivo, no entanto, informou que nas próximas semanas a operadora fará um novo anúncio oficial com detalhes do seu cronograma.

A Tim, por sua vez, disse que “está cumprindo o cronograma do edital da Anatel, onde todos os municípios com mais de 100 mil habitantes deverão ter cobertura 4G até 31 de dezembro de 2016. As cidades sedes da Copa das Confederações estarão cobertas por 4G até 30 de abril de 2013, enquanto as sedes e subsedes da Copa do Mundo terão o serviço até 31 de dezembro de 2013”.

A operadora ressaltou ainda que investiu cerca de R$ 400 milhões na compra do lote chamado “V1” e deve iniciar os testes da nova tecnologia ainda este mês, provavelmente, em cidades que estão no cronograma de implantação do 4G. A Claro já realizou testes em São Paulo, inclusive, durante o evento de lançamento do Motorola Razr HD, o primeiro smartphone LTE fabricado no Brasil. Enquanto a Oi e a Vivo realizaram testes na conferência Rio+20.

Obrigações e desafios

De acordo com o cronograma definido pela Anatel no edital de licitação de 4G, em abril de 2013, o serviço deve estar funcionando nas cidades-sede da Copa das Confederações (Belo Horizonte Brasília Fortaleza Recife Rio De Janeiro Salvador) e, em dezembro de 2013, nas cidades-sede da Copa do Mundo (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador.

A oferta da nova tecnologia vai exigir a ampliação da rede para dar suporte a esse novo serviço. Pelas características tecnológicas da freqüência de 2,5 GHz, que será usada para a prestação do 4G, será necessário um número pelo menos três vezes maior de antenas que o atual serviço 3G.

Recentemente, Valim afirmou que o 4G deve levar até cinco anos para se desenvolver no Brasil. Segundo a ele, o tempo de maturação da tecnologia tende a ser de três a cinco anos, dado o amadurecimento também no mercado internacional.

Ao Olhar Digital, a operadora disse que ainda é cedo para projetar preços pelos quais os pacotes serão oferecidos. “Pacotes similares praticados na Europa custam de 50 a 60 euros por mês (equivalente a R$ 150). O serviço estará inicialmente voltado para quem estiver disposto a pagar por um serviço premium”, informou.

Anatel fará ‘pente fino’ nos planos das operadoras

Enquanto analisa os casos, governo também quer facilitar a instalação de antenas no País.

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Antes de decidir se acaba, ou não, com a suspensão de vendas de Claro, Oi e TIM, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) fará um “pente fino” nos planos de investimento das operadoras.

“A Anatel está exigindo medidas concretas”, disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, após participar de evento em São Paulo. “Com isso”, completou, “achamos (que o serviço) vai ficar satisfatório. Nos próximos dias devemos ter noticias.”

De acordo com a Reuters, Bernardo informou que não há problemas no fato de as operadoras estarem antecipando investimentos, ao invés de subir o valor a ser desembolsado. Até porque, explicou ele, também serão avaliados os planos de gestão e os serviços.

Ao mesmo tempo, o ministro disse que o governo analisa a questão da instalação de antenas, cuja burocratização motiva reclamações antigas do setor. “Nossa burocracia de fato é grande e tenho visto cidades que levam meses, para dizer o mínimo, para fazer tramitar um pedido para instalar antenas. Por outro lado, acho que os municípios têm razão quando cobram que precisamos compartilhar essa infraestrutura. Não precisa de quatro torres para atender quatro empresas”, afirmou.

Segundo ele, a Anatel vai votar um regulamento de competição que obrigaria o compartilhamento de infraestrutura. Mas como há municípios que possuem autonomia, será necessário negociar a instalação. “Só existem 250 municípios com legislação própria. Se fizermos essa lei, vai haver 5,2 mil, 5,3 mil municípios que seguirão nossa legislação”, afirmou.

Começaram os testes para o bandalarga.0800.br

80 pessoas selecionadas poderão acessar a internet gratuitamente durante 15 dias. Entenda como vai funcionar o projeto-piloto

Tablets Brasileiros

Começaram neste sábado (14/07) na cidade de São Sebastião (Distrito Federal) os testes para a implantação do projeto-piloto de banda larga 0800. O serviço de internet “a cobrar”, nos moldes do sistema telefônico 0800, fará com que o destinatário da conexão pague para o usuário se conectar.

As operadoras Oi, Tim, Claro e Vivo, parceiras do Ministério das Comunicações no projeto, distribuíram 20 smartphones cada uma a 80 pessoas selecionadas pelo Governo do Distrito Federal. Durante 15 dias, essas pessoas poderão acessar gratuitamente a página desenvolvida pela Secretaria de Telecomunicações, que vai apresentar notícias e informações de utilidade pública.

Segundo Maximiliano Martinhão, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, as 80 pessoas escolhidas refletem a população brasileira, por isso, estão no grupo pessoas de diferentes características de escolaridade, idade e ocupação. Um dos selecionados é a jovem Isabella Vieira da Silva, estudante com deficiência auditiva que declarou “estar ansiosa e satisfeita por participar do grupo de testes e poder explorar a internet com um celular tão avançado gratuitamente.”
De acordo com o MiniCom, os smartphones pré-pagos distribuídos são de última geração e estão programados para não realizar a cobrança do acesso ao site, a fim de testar a ferramenta 0800. A página desenvolvida pelo MiniCom poderá ser acessada por qualquer pessoa, mas apenas os participantes do teste não serão cobrados.

A diretora do Departamento de Serviços de Universalização de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Miriam Wimmer,  acredita que implementar o banda larga 0800 em todo o país “dependerá do interesse de empresas privadas e órgãos públicos que queiram contratá-lo”. Segundo a diretora, algumas empresas já manifestaram interesse em participar, mas só depois do período de testes poderão ter uma visão melhor de todo o processo de funcionamento e aceitação da nova tecnologia.

Rede 4G LTE vai superar conexão fixa à internet até 2017, diz governo

De acordo com Artur Coimbra, do Ministério das Comunicações, processo é natural porque, atualmente, alguns ambientes não são atendidos por cabeamentos convencionais

 Artur Coimbra de Oliveira, diretor do Ministério das Comunicações

Artur Coimbra de Oliveira, diretor do Ministério das Comunicações

Até 2017 a conexão 4G via Long Term Evolution (LTE) vai suplantar, no Brasil, o acesso por meio da rede fixa. A projeção é do diretor do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra de Oliveira, que em entrevista concedida ao IT Web na semana passada, durante evento da Cisco que apresentou a pesquisa mundial Visual Network Index, explicou que o motivo do fenômeno é a própria qualidade da frequência.

“Algumas áreas urbanas não são atendidas por redes fixas”, introduziu o executivo. Por conta disso, a dependência com o 3G, por exemplo, é quase que total. Com o 4G tem uma tecnologia superior com necessidade menor de investimento em cabeamento se comparada com uma rede fixa, a tendência é que essas lacunas sejam preenchidas. “Em muitos bairros, se não houver investimento em rede fixa agora, as operadoras serão ultrapassadas pelo 4G”, explicou o executivo.

Segundo dados da Cisco o mundo caminha para trafegar mensalmente 1,3 zetabyte de dados através de suas redes fixas e móveis em 2016. Isso representa quatro vezes mais do que o visto em 2011, que está em 369 exabytes. O movimento será impulsionado, especialmente, pela banda larga e a explosão dos dispositivos móveis, que chegará a 19 bilhões de unidades ao redor do mundo no mesmo período. A evolução brasileira no tráfego de dados será o dobro da média mundial: oito vezes, atingindo 3,5 exabytes mensais em 2016.

Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já iniciou os leilões da frequência, que é tida como essencial para atender à crescente demanda pelo consumo de dados. O Conselho Diretor do órgão, por exemplo, rejeitou agora, dia 1 de junho,  os pedidos de impugnação de itens do edital do leilão das faixas de frequência para a tecnologia 4G. O leilão está previsto para o dia 12 deste mês.

Exatamente por esse motivo que a convergência fixa/móvel no Brasil é uma realidade. Casos como Telefônica/Vivo e TIM/Intelig, apenas para citar alguns exemplos, mostram que o processo não tem volta. E apesar de a conexão móvel ser essencial para o processo, é impossível esquecer que a combinação de ambas é essencial para o processo dar certo: o gargalo não é atendido se não houver  uma combinação de ambas as tecnologias.

“Sabemos que, cada vez mais, essas redes [móveis e fixas] se misturam. Não existe uma rede móvel que, sozinha, consiga sustentar e segurar o que vem pela frente, e também não existe uma fixa que consiga fazer o mesmo”, ponderou Rodrigo Dienstmann, diretor de operadoras da Cisco Brasil.

Para Oliveira, a previsão da Cisco ainda é baixa de comparada com o que o próprio governo espera. O executivo, de qualquer forma, não detalhou quais são as expectativas oficiais. O 4G, em sua visão, tende a ganhar destaque exatamente por sua qualidade de conexão e flexibilidade de alcance.

“A rede que temos hoje não leva a uma conexão de 10 megabytes para todos”, explicou, referindo-se, no exemplo, ao caso ocorrido em áreas rurais. Segundo o executivo, a faixa que atende a regiões campestres é a de 450 MHz, sozinha, não consegue oferecer esse nível de velocidade porque está limitada a 14 Mghtz por bloco – diferentemente da urbana, que com 2,5 Ghtz apresenta 40 Mghtz por bloco. “É preciso uma combinação com a LTE, nessas áreas rurais, para que a velocidade seja suficiente”, explicou.

Telefônica Vivo lança serviço de cloud computing em parceria com a Cisco

Produto focado no mercado corporativo estará disponível para toda a América Latina

 

Cloud

Stephanie Kohn *
A Telefônica Vivo lançou nesta quarta-feira (04/04) sua oferta de serviços de infraestrutura de TI na nuvem em parceria com a Cisco e a Virtual Computing Environment (VCE). O anúncio ocorreu durante o Cisco Plus, evento da companhia que está acontecendo no Rio de Janeiro esta semana. Batizada de Vivo Cloud Plus, a oferta de serviços é o primeiro produto da Telefônica com a marca Vivo. “A companhia é Telefônica, mas a marca comercial é Vivo. A partir do dia 15 de abril os produtos serão chamados de Vivo e a empresa de Telefônica Vivo”, explicou Maurício Azevedo, diretor executivo do Segmento Corporativo da Telefônica Vivo.

Segundo o executivo, a empresa vai oferecer processamento, backup e armazenamento de forma ágil e escalável. A solução é um produto fim a fim, ou seja, engloba rede, infraestrutura e gestão. “O modelo é 100% serviço, que pode ser pago por mês ou uso. Imagina um Lego que você tem peças que encaixam. Cada peça tem um preço. As peças podem ser processamento, armazenagem etc. Cada uma delas pode ser contratada e encaixada às outras. Grande parte das peças é um serviço mensal e zero de investimento inicial”, explica o diretor. “O serviço ainda pode ser ativado em sete dias úteis e as ampliações demandam apenas três dias úteis”, completa.

Além disso, a companhia vai oferecer serviços de segurança complementares à oferta de infraestrutura de TI. O Web Security Gateway, por exemplo, é uma estrutura em cloud que protege os clientes durante a sua navegação na web e o Managed Security Services cuida da gestão e monitoramento de ameaças à infraestrutura de segurança dos clientes.

O serviço será oferecido também em outros países da América Latina, onde a companhia tem cinco data centers, localizados no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Essa infraestrutura possibilita que a solução também atenda aos demais países da região em que a empresa está presente. “É importante lembrar que este é um produto 100% focado no mercado corporativo em que há cloud privada e pública. O foco inicial são médias (acima de 100 funcionários) e grandes (acima de 500) empresas”, comenta.

De acordo com uma pesquisa da IDC Brasil, realizada com 325 executivos de TI de médias e grandes empresas no país, 98% dos entrevistados acreditam que cloud computing não se trata de apenas mais uma novidade tecnológica, mas sim de um modelo que certamente passará por um crescimento significativo e constante nos próximos anos. Outra estimativa, apresentada pelo presidente da Cisco, prevê que o mercado de cloud na América Latina gere R$ 5 milhões em 2013, sendo que o Brasil seria responsável por cerca de 50% a 60% das contratações. Por conta disso, a Telefônica Vivo acredita que um terço de todo crescimento de TI da empresa venha da computação na nuvem. “Nosso serviço de TI cresce mais de 20% o ano”, finalizou o diretor.

* A jornalista viajou para o Rio de Janeiro a convite da Cisco.