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Cloud computing mudará perfil do profissional técnico

A cloud computing mudará o perfil do profissional técnico de TI. A afirmação foi de José Papo, evangelista técnico da Amazon América Latina. Em entrevista ao IT Web o especialista afirmou que a computação em nuvem não vai tirar empregos, mas sim fazer com que os técnicos desenvolvam habilidades de negócios.

Essa habilidade, que já é considerada como um diferencial para o profissional, passará a ser um requisito básico. Atualmente a transição de pensamento já é incentivada pelas companhias e a nuvem chega para acelerar esse processo. “Hoje o que acontece com a TI é que 80% dos custos e tempo são gastos com infraestrutura e só 20% são gastos com inovação. Quando conseguimos transformar essa meta, o profissional ganha um papel muito melhor, uma valorização dentro da empresa”, explicou Papo.

Essa aceleração se deve à simplificação e à redução de gastos que o modelo traz para as companhias, na opinião de Rafael Saavedra, gerente de marketing e novos negócios da Lumis. “O dilema mudou. Ele passou de build versus buy (construção contra compra) para buy versus rent (compra contra aluguel). Nesse cenário, o posicionamento na área de TI sai do foco do know how (saiba como) para o know why (saiba por quê).”

Mas e quanto ao profissional de infraestrutura, que antes era responsável por tudo que é mandado para a nuvem? Bem, ele terá que tratar de infraestrutura automatizada. “Vai ter aprender a resolver problemas de negócios que antes ele não conseguia por falta de tempo hábil”, explicou Papo. “De novo, ele não vai perder o emprego, porque faltam profissionais no mercado.”

Segundo os especialistas, a nuvem não veio para subtrair e sim para somar. E nisso se incluem os desenvolvedores, que terão o trabalho simplificado com a chegada do modelo. “O desenvolvedor pode focar mais no negócio e não tanto onde as suas aplicações vão ficar. Você não tem que mais pensar em detalhes profundos e pode focar no negócio”, afirmou Papo.

Como trabalhar na nuvem

 

O novo desafio que chega para os profissionais técnicos nas diversas áreas da TI, na medida em que as empresas adotam a nuvem, é saber lidar com a escalabilidade. Papo aponta que a tendência é que o pensamento passe a ser desenvolvido em sincronia com a cloud computing.

“Por causa da escalabilidade falamos muito em perfis profissionais focados em cloud, mas com o tempo esse pensamento será gerado de forma mais natural”, finaliza.

Para quem quiser testar e aprender a lidar com a nuvem, a Amazon, que completa seis meses de Brasil, tem uma oferta gratuita de dois servidores para um ano inteiro.

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Pequenas empresas não protegem dados em servidores virtuais

Pesquisa da Symantec revela interesse das companhias pela virtualização, mas a segurança ainda é problema

Pequenas empresas tem grande interesse pela virtualização, mas muitas delas ainda não sabem como adotá-la e acabam colocando seus dados em risco. É o que aponta estudo da Symantec Corp sobre virtualização, que analisou a adoção e o impacto da virtualização dentro das organizações.

“As pequenas empresas estão avaliando como a virtualização pode beneficiar suas organizações. Ainda estamos nas fases iniciais do ciclo de adoção, mas a virtualização permite que empresas de pequeno porte reduzam custos e atendam às crescentes demandas por maior produtividade e eficiência”, afirma Steve Cullen, vice-presidente sênior de estratégia e marketing da Symantec Corp.

O Estudo, que abrangeu 658 entrevistados em 28 países identificou que 70% das pequenas empresas estão considerando a virtualização e a principal razão é o benefício financeiro. 70% responderam que a redução das despesas é o principal motivo. Mas 68% afirmaram que as menores despesas operacionais também orientaram as decisões. Segundo os entrevistados, os outros benefícios são usar menos servidores para o mesmo número de aplicações (67%) e maior capacidade de expansão dos servidores (65%).

Apesar de demonstrarem grande interesse, a dificuldade de migração é considerada um empecilho. Dos entrevistado, apenas 10% implantaram servidores virtuais e estão concentrando seus esforços em aplicações mais simples, menos criticas. Os principais desafios apontados foram desempenho (60%), backup (56%), gerenciamento de segurança e paches (56%). Um terço das pequenas empresas não está planejando a virtualização.

Um dos problemas da virtualização, apontado pela pesquisa, é que pequenas empresas ao utilizarem ambientes virtuais, deixam de proteger e garantir segurança dos dados. Apenas 15% fazem sempre backup dos servidores virtuais, 23% fazem com pouca frequência ou não fazem. Apenas 40% estão totalmente seguros. Dos entrevistados, problemas relacionados a orçamento e equipe foram apontados como impedimento para tomar medidas essenciais. A pesquisa também identificou que empresas estão menos seguras do que pensam, uma vez que 78% não têm antivírus nos servidores virtuais, 48% não usam firewall, e 74% não possuem proteção para os endpoints

Dell e VMware reforçam virtualização de desktops

Enquanto a Dell lança servidores com máquinas virtuais pré-configuradas, a VMware trabalha em documentação para melhorar desempenho da infraestrutura.

Por Network  World e IDG New Service

A Dell anunciou, nesta ultima quinta-feira 07/04, uma oferta de servidor com configuração plug-and-play para a implantação de até 200 máquinas virtuais VMware, junto com os sistemas de rede e armazenamento necessários para rodá-las.

Na mesma linha, a Dell está oferecendo também uma infraestrutura de desktop para permitir que os usuários comprem servidores pré-configurados com centenas de desktops virtuais com dois sistemas de virtualização: VMware e XenDesktop, da Citrix.

Além disso, a Dell ainda anunciou investimentos de 1 bilhão de dólares em cloud computing, que serão destinados a ofertas de e-mail, além de armazenamento, desktops e backup de e-mails na nuvem. Para apoiar tudo isso, dez data centers seriam construídos em todo mundo nos próximos 24 meses.

A visão dos executivos da Dell é de que a virtualização pode ser vantajosa, mas não é fácil de gerenciar, por isso é necessário oferecer soluções mais fáceis de serem implantadas e gerenciadas. Além de ofertas pré-configuradas, com extensões para gerenciamento, a Dell ainda atua com serviços na área de servidores gerenciados.

A unidade vStart 100 é a unidade pré-configurada para cem máquinas virtuais, com preço de 99 mil dólares. A unidade com 200 máquinas virtuais custa a partir de 169 mil dólares.

VMware trabalha em documentação
A VMware, além da parceria com a Dell, decidiu produzir documentação relacionada com escalabilidade e desempenho de rede WAN para que a tecnologia de virtualização de desktops seja mais aplicável em larga escala.

A razão é a aceleração desse mercado na segunda metade do ano passado. De acordo com o vice-presidente de computação para usuário final da VMware, Vittorio Viarengo, as companhias ainda estão na fase piloto e o que a empresa quer é divulgar documentação para dar melhores direções sobre como usar a tecnologia e fazer eventuais migrações.

Para Viarengo, a tecnologia ainda está em sua infância. As empresas precisam aprender como tirar proveito dela, aplicando, por exemplo, uma tecnologia de single sign-on (login único) para o uso de toda a infraestrutura e aplicações, de forma segura.

Além disso, as empresas precisam se dar conta de que nem tudo pode ser migrado para uma plataforma virtualizada. Aplicações que exigem gráficos pesados ou 3D, por exemplo, devem permanecer com suas máquinas físicas dedicadas, pois podem interferir na performance de toda a rede.