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Samsung se prepara para deixar mercado de PCs

Empresa considera que investir no setor não compensa, por causa do momento de queda

Google/Samsung Chromebook

A Samsung deve acabar com sua divisão que fabrica PCs tradicionais para se focar em mercados mais lucrativos.

Reportagem do Korea Times repercutida pelo 9to5Google relata que a companhia pretende dedicar esforços em tablets, aparelhos “tudo-em-um” e laptops híbridos – além, claro, dos smartphones.

“A demanda por PCs está diminuindo”, comentou um oficial da companhia.

Até mesmo os departamentos de pesquisa e tecnologia estão sendo pressionados para mudar de posição estratégica. “A Samsung está acelerando a restruturação de seus negócios de PC por meio de um realinhamento de produtos para variáveis rentáveis”, disse a empresa, sem falar sobre datas.

Se a informação se concretizar, o Google perde um dos fabricantes do Chromebook, restando apenas Acer e HP.

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Profissionais de TI entre os que mais mudam de emprego

Demanda por especialistas e pouca oferta de mão de obra qualificada explicam rotatividade

 

Profissional TI

 

Estudo realizado pela Hays Executive, consultoria especializada na contratação de executivos para o alto escalão, revela que os profissionais da área de TI estão entre os que mais trocam de emprego no Brasil.

A grande demanda por especialistas, a pouca oferta de mão de obra qualificada e a dinâmica deste tipo de mercado – os profissionais muitas vezes são contratados para projetos de curto prazo – explicam essa realidade.

O tema foi destacado em reportagem de Edileuza Soares publicada pelo portal ComputerWorld. Confira a íntegra abaixo. Se preferir, leia a matéria diretamente no ComputerWorld.

Com a grande demanda por especialistas em TI e a pouca oferta de talentos qualificados, os profissionais da área estão entre os que mais mudam de emprego no Brasil. A constatação é de um estudo realizado no País pela Hays Executive, consultoria especializada na contratação de executivos para o alto escalão.

De acordo com a Hays, o setor de TI apresenta maior rotatividade entre altos executivos, ou seja, entre os CIOS, CTOs e outros líderes de tecnologia. Uma pesquisa por amostragem realizada pela consultoria comprovou que estes profissionais de tecnologia fazem transição em sua carreira, em média, a cada 2,6 anos. 

A Hays comparou o período que esses profissionais permanecem nas empresas com executivos do mercado de bens de consumo, por exemplo  (um dos mais tradicionais e aquecidos devido ao aumento da renda do brasileiro), que mantém sua posição por 3,8 anos antes de mudar. É uma diferença de 31,08% entre o ciclo médio, por setor.

“Umas das explicações para isso é que o mercado de tecnologia é dinâmico e os profissionais são contratados para projetos de curto prazo. Cada vez mais empresas estão migrando para plataformas de TI e essa é a missão destes profissionais. Quando o processo se conclui, chega a hora de buscar novos desafios”, afirma Paulo Moraes, associado de Hays Executive. 

O levantamento da Hays foi elaborado com base nas contratações realizadas pela consultoria no mercado brasileiro. Moraes conta que, ao mesmo tempo em que existe abundância de vagas no mercado, encontrar os talentos solicitados pelas empresas não é tarefa fácil. Isso em razão da escassez de profissionais qualificados. 

Segundo o consultor, atualmente as companhias estão procurando profissionais quase perfeitos. Dominar as mais variadas tecnologias e comprovar conhecimento por meio de certificações, ter experiência, ser fluente em inglês e transitar com desenvoltura no mundo dos negócios não bastam. 

Cada vez aumenta mais a exigência de competências dos talentos e as organizações querem escolher os melhores do mercado, constata Moraes, que avalia que o Brasil tem mão de obra em TI de boa qualidade, apesar da escassez. 

Leilão pelos melhores

A intensa busca das empresas por bons talentos gera um leilão para a seleção dos que atendem ao perfil procurado com ofertas de salários mais agressivas.

Prova disso é que a pesquisa da Hays aponta que o setor de TI recebe uma média de salário bruto mensal 16,54% maior, sem contar bônus, benefícios e outras premiações, sendo que profissões são mais valorizadas.

“A área de tecnologia paga acima da média em relação a muitos outros setores. Mesmo assim, notamos que a gestão e o direcionamento da empresa importam mais que os salários na hora de mudar de emprego”, diz Paulo. 

Na avaliação de Ana Cláudia Reis, responsável pelas práticas de Tecnologia, Mídia & Telecomunicações e Serviços Profissionais e sócia da CTPartners no Brasil, outra consultoria especializada no recrutamento de executivos de alto escalão, a rotatividade no setor existe porque os que conhecem TI estão mais disputados pelas companhias.

“O profissional que domina TI no seu setor de atuação e tem boa qualificação está bem cotado”, confirma Ana Cláudia.  

Planos de retenção

Para o consultor da Hays, a alta rotatividade no setor de TI não é saudável, principalmente quando as mudanças acontecem no alto escalão. Segundo ele, a saída de um líder pode gerar perdas para companhia. 

A recomendação de Moraes para evitar que isso aconteça é que as companhias sejam mais agressivas em suas estratégias de retenção. Ele constata que algumas organizações já perceberam que não é apenas o salário que segura pessoas no emprego. 

Os talentos estão buscando mais que remuneração, como locais que ofereçam qualidade de vida e flexibilidade de horário, com opção de home office.

Ana Cláudia, da CTPartners, destaca que é importante que as companhias criem planos diferenciados para retenção de seus talentos. Ela destaca que o que mantém a satisfação do profissional é remuneração atrelada ao cargo adicionada a outros fatores.

Anatel ‘briga’ por R$ 194 milhões em multas que não foram pagas

Relatório obtido pelo Olhar Digital denuncia a inadimplência no setor desde 2011

Matéria: Marcelo Gripa
Anatel

O setor de telecomunicações tem aparecido na mídia como um xerife que inspeciona e pune os prestadores de maus serviços. Não raramente jornais e notícias estampam manchetes sobre multas milionárias aplicadas contra empresas de telefonia. O problema é que a maioria dessas punições não se concretiza.

Relatório obtido pelo Olhar Digital junto à Agência Nacional de Telecomunicações denuncia a inadimplência no setor. Nos últimos dois anos, das 4.974 multas constituídas (nome dado quando já não cabe mais recurso), apenas 49% foram quitadas integralmente. 2013 se aproxima do segundo mês e a Agência ainda negocia o pagamento de 2,54 mil débitos pendentes. Só 1,71% do total está parcelado.

Os bons pagadores depositaram R$ 13,6 milhões nos cofres do Tesouro Nacional, responsável por administrar o dinheiro da Anatel. Mas a Agência briga por outros R$ 194 milhões que, acrescidos ao que já foi pago, totalizariam os R$ 207,7 milhões previstos. As contas foram feitas com base no documento enviado pelo órgão e consideram acréscimos moratórios e eventuais juros praticados.

Embora o montante impressione, poderia ser maior. De todas as multas anunciadas no ano passado, 40% foram desconsideradas durante o processo de apuração e julgamento das irregularidades previamente identificadas.

Providências

A Anatel diz tomar medidas para receber os milhões de reais pendentes. Segundo o relatório, os devedores de 615 multas (equivalente a R$ 52 milhões) foram avisados de que seriam incluídos no Cadin – Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal – caso não efetuassem o pagamento em até 75 dias após o recebimento da cobrança.

Assim que expirado o prazo, o devedor é inscrito no Cadin e tem o processo encaminhado também para o Dívida Ativa, programa aberto para consulta de débitos. Escapam da punição apenas os casos em que o valor do crédito seja inferior aos limites mínimos previstos em lei: iguais ou superiores a R$ 1 mil, no caso do  Cadin, e até R$ 500 no Dívida Ativa. Segundo a Anatel, 32% das 2,54 mil multas já aparecem nos dois cadastros.

Há também as sanções que se encontram suspensas judicialmente. Apesar de representarem apenas 0,48% do total das penalidades constituídas, elas correspondem a 63,18% dos R$ 207,7 milhões previstos pela Anatel. O órgão atribui a discrepância ao fato de grandes empresas responderem pelas multas com os valores mais altos, geralmente questionadas na Justiça.

As companhias consideradas inadimplentes estão sujeitas a restrição da certidão negativa de débitos e impedimento no licenciamento de novas estações. Por outro lado, estar em dia com a Agência oferece condições privilegiadas para participar de licitações, requerer outorgas e celebrar contratos.

Brasil será 4º maior mercado de e-commerce em 2016, prevê estudo

País deve passar Alemanha no ranking; China assumirá primeira posição, seguida por EUA

TIndex

Segundo estudo, o Brasil deve ser o quinto maior mercado de comércio eletrônico em 2013. Em três anos, o país deve conquistar o quarto lugar de participação no setor, ultrapassando países como Reino Unido e Alemanha.

As estimativas são da consultoria italiana Translate. Nelas o Brasil passa a deter 4,3% do mercado em 2016 ante 3,9% da Alemanha. O crescimento é de 53,6% enquanto o poder de compra alemão encolhe 23,5%.

A liderança mundial continuará com China, Estados Unidos e Japão. Já em 2015 o mercado chinês assume a liderança com 18,5% de participação, seguido pela queda de participação norte-americana para 17,3%. O mercado japonês mantém a terceira posição.

A projeção leva em consideração a quantidade de usuários e a renda per capita de cada país. Paralelamente também é estabelecido um índice chamado T-Index. Ele determina o poder de compra online de cada país. O Brasil atualmente tem aproximadamente 3% frente a 22% dos Estados Unidos.