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Profissionais estrangeiros começam a disputar mercado de trabalho em TI no País

No site do Monster Brasil, cerca de 340 mil pessoas de outros países já se candidataram a vagas de emprego

Profissionais

Se sobram vagas de emprego relacionadas à TI (Tecnologia da Informação) no Brasil, faltam pessoas capacitadas e com a experiência necessária para preenchê-las. Como reflexo, profissionais de outros países surgem como uma alternativa para as empresas que se deparam com a falta da mão de obra local, de acordo com Marcelo Assunção, presidente da subsidiária brasileira da empresa de recrutamento online Monster.

“Hoje, no nosso site, apresentamos pelo menos 500 posições abertas [para contratação] na área de TI no Brasil. Por outro lado, temos mais de 12 mil currículos de profissionais do setor. Mas, mesmo assim, dada a especificidade das vagas, temos dificuldade de preenchê-las”, explicou o executivo. Ainda de acordo com ele, isso torna o cenário favorável à busca de talentos em outros países.

De acordo com Assunção, os próprios profissionais estrangeiros têm demonstrado um crescente interesse em trabalhar no Brasil, por conta do bom momento da economia local. Como reflexo, cerca de 340 mil candidatos de outros países – a maioria deles dos Estados Unidos – já se inscreveram para vagas de emprego oferecidas pelo Monster no País.

Assunção cita que uma das armas utilizadas pelo Monster para atrair talentos locais na área de tecnologia é, além da divulgação de vagas em sites relacionados ao setor, o uso das redes sociais, em especial, o aplicativo para Facebook BeKnown, lançado em junho deste ano.

O executivo destaca ainda que, por conta do potencial de contratações no Brasil, o País representa hoje o principal mercado entre as economias emergentes para o grupo Monster, que opera em mais de 50 mil territórios e que é uma das ferramentas mais populares de recrutamento online nos Estados Unidos. Atualmente, a subsidiária brasileira, lançada em agosto de 2010, conta com cerca de 700 mil currículos, de diversas áreas, já cadastrados.

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Profissionais multitarefa estão perdendo produtividade e criatividade

Relatório da McKinsey aponta que fazer diversas atividades aumenta em 30% o tempo de execução e dobra a possibilidade de erros.

Multitarefa
Se a disseminação da tecnologia da informação trouxe uma série de benefícios para o ambiente do trabalho, por outro lado, ela criou um novo problema para os profissionais: não ter tempo para sintetizar as informações, o que afeta a produtividade e a criatividade das pessoas. Pelo menos, essa é a constatação de um estudo realizado pela consultoria McKinsey e que analisa os impactos de um novo comportamento no mercado de trabalho que eles classificam como ‘multitarefa’.

O levantamento aponta que os cientistas já demonstraram evidências de que esse cenário ‘multitarefa’ afeta a produtividade e a criatividade das pessoas, assim como reduz a capacidade de tomar as decisões acertadas. Assim, quem quiser ser um profissional de sucesso precisa ficar atento a isso e reverter essa situação.

Para justificar suas afirmações, a McKinsey cita que, de acordo com a ciência, o cérebro humano trabalha melhor quando ele executa uma tarefa por vez. Assim, quando as pessoas ficam intercalando diversas atividades ao mesmo tempo – principalmente quando elas são complexas –, os profissionais tendem a ser menos eficientes.

Estudos comprovam que quem realiza tarefas diferentes ao mesmo tempo tende a demorar 30% mais do que quem opta por fazer cada coisa de uma vez. Mais do que isso, os ‘multitarefas’ cometem o dobro de erros dos que preferem realizar as atividades de forma individual.

O levantamento cita também um estudo conduzido pela Harvard Business School, que analisou o padrão de comportamento no trabalho de mais de 9 mil pessoas que atuam em projetos que exigem inovação. A pesquisa detectou que o índice de criatividade é proporcional ao foco que as pessoas conseguem dar a uma determinada tarefa. Em contrapartida, quanto mais fragmentado é o dia – com diversas atividades, reuniões e discussões –, menor as inovações propostas pelo indivíduo.

Se não bastasse isso, o estudo aponta que pesquisas descobriram que profissionais ‘multitarefa’ geram mais hormônios que contribuem para o stress. Para isso, cita um estudo da Reuters, o qual revelou que dois terços das pessoas acreditam que o excesso de informações tem gerado menos satisfação com o trabalho e está afetando suas vidas e relações pessoais. Outro um terço dos respondentes citou que esse cenário faz mal à saúde.

A solução para o problema
De acordo com a McKinsey, a única forma de não sofrer os impactos negativos desse acúmulo de informações diárias – provenientes de e-mails, redes sociais, telefone, reuniões, internet, entre outros – é ter muita disciplina. Para isso, os profissionais precisam encontrar um tempo no dia de trabalho para focar nas tarefas realmente importantes, ao mesmo tempo, devem descartar (terceirizando ou ignorando) questões pouco relevantes e precisam se policiar para não achar que “tudo deve ser resolvido com urgência”.

Mais do que isso, o relatório indica que as pessoas precisam aprender a tirar os benefícios da conectividade gerada pela internet, mas sem se deixar distrair pela navegação online.


Setor de Tecnologia da Informação tem deficit de quase 92 mil profissionais

Apesar de empregar cerca de 600 mil profissionais atualmente, estima-se que o setor de TI (Tecnologia da Informação) tenha deficit de quase 92 mil profissionais em 2011.

Segundo o diretor de Educação e Recursos Humanos da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), Sérgio Sgobbi, analista de arquitetos, líderes e gerentes de projetos, consultores e desenvolvedores, programadores e implementadores, nos três últimos casos especialmente para empresas de softwares, são os profissionais mais demandados.

Além disso, diz ele, a área de vendas também sofre com a falta de profissionais, sobretudo que dominem a tecnologia e tenham característica de gestão, ou seja, transformem a tecnologia em proposta.

Contratações
Em 2011, conforme dados da Brasscom, a área de TI deve contratar 34 mil profissionais, sendo que a região Sudeste concentra a maior parte das oportunidades, com 70,2%.

A região Centro-Oeste aparece em seguida, com 18,5% das vagas. Sul, Nordeste e Norte respondem, respectivamente, por 8,98%, 2,18% e 0,12% das oportunidades.

Futuro
Mantendo-se o quadro atual, diz a Brasscom, em 2013, o deficit de profissionais de TI pode chegar a 200 mil profissionais.

Na opinião de Sgobbi, o deficit pode ser explicado pelo fato do setor crescer rapidamente, demandando cada vez mais profissionais; e também porque falta qualidade na mão de obra formada, já que há desatualização entre o conteúdo ensinado nas universidades e o que realmente é cobrado no mercado.

“O PIB (Produto Interno Bruto) de TI cresce duas vezes mais que o PIB nacional. Isso, aliado ao fato de que cada vez mais as empresas que não são de tecnologia se utilizam da tecnologia, faz com que aumente a necessidade de pessoal”, diz.

Para quem quiser aproveitar as oportunidades do setor, aconselha o especialista, o ideal é procurar cursos de atualização, além de gestão e investir em língua estrangeira, principalmente no inglês.