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Hospitais usam aplicativo da Apple para monitorar pacientes


O HealthKit da Apple está sendo adotado por médicos dos melhores hospitais dos Estados Unidos para ajudar a cuidar de doentes. De acordo com a agência Reuters, 14 dos 23 hospitais questionados confirmaram que estão utilizando o aplicativo como um banco de informações de saúde dos pacientes.

O software de saúde pode armazenar dados de alimentação, exercício e medição de glicose. O objetivo é monitorar possíveis variações e buscar sinais precoces de problemas, agindo antes que se tornem agudos, o que evitaria internações repetidas e altos custos médicos.

Segundo a empresa, o lançamento do Apple Watch em abril mais informações do paciente poderão ser enviadas a um prontuário eletrônico para que os médicos analisem os dados, que vão direto para iPads e iPhones dos médicos. A Apple afirma ainda que mais de 600 desenvolvedores estão integrando o HealthKit em apps de saúde e fitness;

De acordo com uma pesquisa da IDC Health Insights, 70% das organizações de saúde do mundo vão investir em tecnologia nos próximos 3 anos, em áreas como aplicativos, monitoramento remoto, vestíveis e atendimento virtual.

O HealthKit deve apoiar a Affordable Care Act, lei federal dos estados unidos que tem como objetivo incentivar os médicos a manter seus pacientes saudáveis e afastar a ideia de que médicos sejam recompensados por procedimentos caros e não para bons resultados. Nos Estados Unidos, a saúde é uma área que movimenta trilhões de dólares.

“Esta é uma fonte de dados totalmente nova, ainda não sabemos sua integridade ainda”, disse William Hanson, diretor de informação médica na Universidade da Pensilvânia Sistema de Saúde. Os hospitais ainda afirmaram que devem testar o Google Fit no mesmo programa, integrando também os dispositivos Android às informações de saúde dos pacientes.

Via Olhar Digital / Reuters

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Senado aprova armazenamento eletrônico dos prontuários dos pacientes

armazenamento eletrônico

Na última quarta-feira, 19, foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais – CAS do Senado o PLS 167/2014 que autoriza o armazenamento eletrônico dos prontuários dos pacientes, desde que a digitalização ou microfilmagem seja realizada com certificado digital no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil. O projeto prevê ainda a possibilidade de descarte dos documentos originais.

A proposição autoriza os profissionais e as pessoas jurídicas destinadas à prestação de serviços de saúde a armazenarem em meio eletrônico todos os documentos constantes no prontuário. Somente após ocorrer a digitalização e assinatura com certificado digital ICP-Brasil, os documentos originais poderão ser destruídos, com exceção dos considerados de valor histórico.

O senador Roberto Requião do PMDB-PR, autor da proposta, justifica a iniciativa pelo grande volume de prontuários em papel existente nos

Para o relator, senador Cícero Lucena do PSDB-PB, o projeto é um auxílio necessário aos responsáveis pela guarda de prontuários, em razão das dificuldades para conservação. Ele também avalia ser um avanço para a proteção à saúde da população, porque facilita o acesso a informações relevantes para a assistência ao paciente.hospitais brasileiros mantido em situação precária. Segundo ele, o mecanismo mais adequado e seguro para o armazenamento desses documentos é a digitalização, pois “permitiria resguardar mais adequadamente a privacidade e a confidencialidade das informações, além de facilitar a sua recuperação”.

A matéria segue para a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática – CCT, em decisão terminativa.

Fonte: ITI

Transplante de medula “cura” Aids em dois pacientes

Sinais do vírus no organismo dos pacientes foi reduzido para níveis indetectáveis após tratamento

Aids

 

Dois pacientes com o vírus HIV receberam boas notícias após um transplante de medula óssea, de acordo com cientistas envolvidos no caso. Os pesquisadores apresentaram o caso durante conferência da Sociedade Internacional de Aids, que acontece em Kuala Lumpur, na Malásia.

Os dois homens receberam o transplante no hospital Dana-Farber/Brigham and Women’s Cancer Centre, na cidade de Boston, nos Estados Unidos. Ambos sofriam com uma infecção antiga com o vírus HIV e precisaram tratar um câncer no sangue com transplante. Após a operação, deixaram de apresentar níveis detectáveis de infecção no organismo.

Um deles parou de tomar o medicamento contra o vírus há quatro meses e o outro há sete semanas e em nenhum deles houve progressão do HIV, como explica o jornal britânico The Guardian.

Ainda é cedo, no entanto, para falar em uma cura definitiva, já que o vírus tem a capacidade de se “esconder” e se manter em níveis indetectáveis antes de voltar à ativa. “Mesmo que os resultados sejam empolgantes, um acompanhamento de pelo menos um ano é necessário para entender o impacto do transplante de medula óssea na persistência do HIV”, afirma o pesquisador Timothy Henrich, da divisão de doenças infecciosas do hospital.

Entretanto, mesmo que o vírus não reapareça, ainda é muito cedo para falar que o tratamento com medula óssea seja viável para todos. Além dos custos, ainda há uma taxa de mortalidade entre 15% e 20% para os transplantes, e o paciente ainda é obrigado a tomar medicamentos para suprimir o sistema imunológico, sendo que em muitos casos, a pessoa consegue levar uma vida quase normal com o vírus com o tratamento adequado.

Mesmo assim, a cura é possível como mostra o famoso caso do “Paciente de Berlim”, por mais que os esforços para uma vacina até hoje tenham se mostrado ineficazes. Thimothy Ray Brown, que ficou famoso pelo codinome, tinha leucemia e recebeu um transplante de células tronco de um doador com uma imunidade genética ao HIV, o que é algo muito raro. O processo o curou tanto da infecção com HIV quanto do câncer.

Henrich se mostrou empolgado com as pesquisas na área. “Há cinco anos, se você mencionasse uma cura, os pesquisadores não levariam a sério. Nós ainda não chegamos lá. Estamos perto? Provavelmente não, mas quem sabe? Isto pode se tornar uma curva rápida de aprendizado nos próximos anos”, afirma.