Posts Tagged ‘os profissionais’

Saiba como ganhar produtividade no home office

Profissionais com experiência em trabalho remoto recomendam disciplina para que as tarefas sejam feitas no prazo

Trabalho remoto

 

Os dias presos entre as quatro paredes do escritório estão se tornando menos comuns. Até mesmo profissionais que trabalham em empresas tradicionais atualmente têm a possibilidade de realizar tarefas de casa com a ajuda da tecnologia.

A flexibilidade é boa, mas, por outro lado, as atividades do trabalho podem competir com filhos, televisão, sono e outros confortos (e distrações) que só um lar tem. Para ajudar os profissionais a manterem uma boa produtividade em casa, entrevistamos alguns especialistas no assunto que deram dicas pessoais para assegurar a disciplina. Confira!

– Faça uma lista de tarefas assim que acordar. Estabeleça prioridades e tempo para cada atividade e, obviamente, cumpra a risca.

– Tenha um espaço de trabalho com porta. É difícil produzir com crianças ou TV por perto. Além disso, qualquer barulho que não represente um ambiente de trabalho convencional pode dar má impressão ao telefone.

– Mesmo que você seja o único em casa, tente ouvir música apenas pelos fones de ouvido. Isso ajuda a esquecer os outros barulhos e a focar na tarefa que está sendo feita.

– Se tiver filhos, deixe uma caixa com brinquedos, jogos e livros, que ele só poderá usar quando você estiver ao telefone. Use essa tática somente em momentos especiais (telefone ou conferência), assim a criança se mantém ocupada.

– Mesmo se você for trabalhar em casa, se vista como se estivesse indo ao escritório e mantenha uma rotina. Acorde cedo, tome banho e troque de roupa.

– Não almoce no seu ambiente de trabalho. Use esse tempo para falar com outras pessoas e descansar. Se não fizer isso, o trabalho de casa pode se tornar algo constante e sem pausas.

– Saiba em que momento do dia você é mais produtivo. Se você trabalha melhor de madrugada, deixe para fazer as coisas nesse horário e preencha os outros períodos com atividades pessoais.

– Prenda-se à sua cadeira. Existem muitas distrações em casa, portanto, é importante passar a mesma quantidade de horas que você trabalha no escritório, em casa.

– Una as tarefas similares. Por exemplo, se você precisa fazer três ligações diferentes, faça uma seguida da outra, então parta para os emails que precisa mandar, textos que precisa escrever, reuniões e etc. Também deixe um período reservado para checar as redes sociais.

– Divida seu dia em três grandes tarefas a serem desempenhadas e faça pausas entre uma e outra.

– Uma outra dica é diversificar o local de trabalho. Cafés sempre são uma boa alternativa, pois oferecem um ambiente agradável, têm comida e bebida a qualquer hora e, na maioria dos lugares, têm acesso a Wi-Fi.

– Imagine que as pessoas ao seu redor são clientes em potencial e estão lá para julgar o seus hábitos de trabalho. Pode parecer meio estranho, mas a possível pressão fará você trabalhar ainda mais.

– Volte sempre para a mesma mesa, assim vai parecer que você está indo para o escritório.

– Conheça o dono da cafeteria que você frequenta. Converse com ele, saiba sua história e nome. Ele provavelmente conhece seus clientes e se você for um freelancer, pode conseguir boas dicas de trabalho.

– Deixe seu carregador do computador em casa, assim você se força a terminar o serviço antes de o notebook/tablet desligar. Isso vai te dar ânimo.

– Tente sentar de frente para uma parede e procure uma cafeteria em uma rua calma. Também peça pouca bebida para evitar as idas ao banheiro.

– Se você for desenvolver algo que não precise de acesso à internet, não vá a uma cafeteria que tenha Wi-Fi. É mais fácil de você terminar o trabalho sem a distração de emails e sites.

Anúncios

Profissionais de TI entre os que mais mudam de emprego

Demanda por especialistas e pouca oferta de mão de obra qualificada explicam rotatividade

 

Profissional TI

 

Estudo realizado pela Hays Executive, consultoria especializada na contratação de executivos para o alto escalão, revela que os profissionais da área de TI estão entre os que mais trocam de emprego no Brasil.

A grande demanda por especialistas, a pouca oferta de mão de obra qualificada e a dinâmica deste tipo de mercado – os profissionais muitas vezes são contratados para projetos de curto prazo – explicam essa realidade.

O tema foi destacado em reportagem de Edileuza Soares publicada pelo portal ComputerWorld. Confira a íntegra abaixo. Se preferir, leia a matéria diretamente no ComputerWorld.

Com a grande demanda por especialistas em TI e a pouca oferta de talentos qualificados, os profissionais da área estão entre os que mais mudam de emprego no Brasil. A constatação é de um estudo realizado no País pela Hays Executive, consultoria especializada na contratação de executivos para o alto escalão.

De acordo com a Hays, o setor de TI apresenta maior rotatividade entre altos executivos, ou seja, entre os CIOS, CTOs e outros líderes de tecnologia. Uma pesquisa por amostragem realizada pela consultoria comprovou que estes profissionais de tecnologia fazem transição em sua carreira, em média, a cada 2,6 anos. 

A Hays comparou o período que esses profissionais permanecem nas empresas com executivos do mercado de bens de consumo, por exemplo  (um dos mais tradicionais e aquecidos devido ao aumento da renda do brasileiro), que mantém sua posição por 3,8 anos antes de mudar. É uma diferença de 31,08% entre o ciclo médio, por setor.

“Umas das explicações para isso é que o mercado de tecnologia é dinâmico e os profissionais são contratados para projetos de curto prazo. Cada vez mais empresas estão migrando para plataformas de TI e essa é a missão destes profissionais. Quando o processo se conclui, chega a hora de buscar novos desafios”, afirma Paulo Moraes, associado de Hays Executive. 

O levantamento da Hays foi elaborado com base nas contratações realizadas pela consultoria no mercado brasileiro. Moraes conta que, ao mesmo tempo em que existe abundância de vagas no mercado, encontrar os talentos solicitados pelas empresas não é tarefa fácil. Isso em razão da escassez de profissionais qualificados. 

Segundo o consultor, atualmente as companhias estão procurando profissionais quase perfeitos. Dominar as mais variadas tecnologias e comprovar conhecimento por meio de certificações, ter experiência, ser fluente em inglês e transitar com desenvoltura no mundo dos negócios não bastam. 

Cada vez aumenta mais a exigência de competências dos talentos e as organizações querem escolher os melhores do mercado, constata Moraes, que avalia que o Brasil tem mão de obra em TI de boa qualidade, apesar da escassez. 

Leilão pelos melhores

A intensa busca das empresas por bons talentos gera um leilão para a seleção dos que atendem ao perfil procurado com ofertas de salários mais agressivas.

Prova disso é que a pesquisa da Hays aponta que o setor de TI recebe uma média de salário bruto mensal 16,54% maior, sem contar bônus, benefícios e outras premiações, sendo que profissões são mais valorizadas.

“A área de tecnologia paga acima da média em relação a muitos outros setores. Mesmo assim, notamos que a gestão e o direcionamento da empresa importam mais que os salários na hora de mudar de emprego”, diz Paulo. 

Na avaliação de Ana Cláudia Reis, responsável pelas práticas de Tecnologia, Mídia & Telecomunicações e Serviços Profissionais e sócia da CTPartners no Brasil, outra consultoria especializada no recrutamento de executivos de alto escalão, a rotatividade no setor existe porque os que conhecem TI estão mais disputados pelas companhias.

“O profissional que domina TI no seu setor de atuação e tem boa qualificação está bem cotado”, confirma Ana Cláudia.  

Planos de retenção

Para o consultor da Hays, a alta rotatividade no setor de TI não é saudável, principalmente quando as mudanças acontecem no alto escalão. Segundo ele, a saída de um líder pode gerar perdas para companhia. 

A recomendação de Moraes para evitar que isso aconteça é que as companhias sejam mais agressivas em suas estratégias de retenção. Ele constata que algumas organizações já perceberam que não é apenas o salário que segura pessoas no emprego. 

Os talentos estão buscando mais que remuneração, como locais que ofereçam qualidade de vida e flexibilidade de horário, com opção de home office.

Ana Cláudia, da CTPartners, destaca que é importante que as companhias criem planos diferenciados para retenção de seus talentos. Ela destaca que o que mantém a satisfação do profissional é remuneração atrelada ao cargo adicionada a outros fatores.

Regulamentação do profissional de TI / Informática

Lei que regulamenta a profissão de Analista de Sistemas e correlatas: está próxima?

profissionais de TI

 

Há varias décadas, diversas propostas de lei são encaminhadas ao Senado e à Câmara dos Deputados com o propósito de regulamentar a profissão de analistas e técnicos na área de Tecnologia da Informação. Quando se toca neste assunto, muitas são as dúvidas e, embora, alguns de nós não saibamos, existem profissionais e grupos de TI que são contra.

Quem é a favor da iniciativa, provavelmente baseia-se em no fato dos profissionaisformados estarem vulneráveis a pressões de mercado que os façam aceitar propostas de salários inferiores, muitas vezes compatíveis com profissionais de nível médio.

Por outro lado, A SBC (Sociedade Brasileira de Computação) posiciona-se CONTRA o estabelecimento de uma reserva de mercado de trabalho, geralmente instituída pela criação de um conselho de profissão em moldes tradicionais (como CRM, CRC, CREA), pois pode levar a uma indevida valorização da posse de um diploma em detrimento da posse do conhecimento, pois muitos dos profissionais de TI não têm curso superior na área (análise de sistemas, ciência da computação, processamento de dados ou engenharia de software) e com isso não teriam méritos para estar na função (fonte: profissionais de TI).

A própria SBC, entretanto, é a favor da regulamentação desde que se observem os seguintes pontos:

  • O exercício da profissão de Informática deve ser livre e independente de diploma ou comprovação de educação formal;
  • Nenhum conselho de profissão pode criar qualquer impedimento ou restrição ao princípio acima.

A pergunta que se faz é a seguinte: caso a Lei existisse sob estas restrições propostas pela SBC, funcionaria para os profissionais de TI ? Muitos acreditam que não, pois o mercado buscaria profissionais não graduados que continuariam aceitando salários mais baixos. Será?

Enquanto aguardamos estas respostas,  nós administradores e colunistas do Portal GSTIgostaríamos de divulgar informações sobre a iniciativa para quem desejar acompanhare até participar. Assim, podemos acompanhar o quanto está próxima ou não a regulamentação, independente de quem é a favor ou contra.

Seguem abaixo algumas informações e links úteis sobre o tema:

O Projeto de Lei atual de Regulamentação da Profissão de TI 
O projeto de Lei (PLS) 607/07, proposto pelo então senador Expedito Júnior (PR-RO) em23/10/2007 encontra-se com a Comissão de Assuntos Sociais, para qual foi encaminhada em Junho deste ano. O projeto de iniciativa do Senado pode ser acompanhado no site do senado: segue o link direto para o PLS 606/07.

Petição Pública para a regulamentação  
Existe um abaixo-assinado Pela Regulamentação da Profissão de Analista de Sistemas e Correlatas. Segundo a descrição da própria petição, a participação dos profissionais neste abaixo-assinado é essencial para dar força ao projeto dentro do Senado. Segue o link para o abaixo-assinado.

Discussão sobre o tema
No grupo de discussão do portal no LinkedIn, os profissionais podem participar e obter mais informações do andamento desta lei.

Grupo do conselho federal de informática no LinkedIn
Este grupo busca reunir e fortalecer a iniciativa. 

Servicedesk em pequenas organizações

04 passos para adotar as boas práticas de servicedesk segundo a ITIL V3 em pequenas organizações

 

empresas pequenas

O servicedesk de TI é a função que, dentro da organização de TI, tem o objetivo de atuar como Ponto Único De Contato – PUDC (do inglês Single Point Of Contact – SPOC) entre o usuário e o departamento de tecnologia da organização.

Por envolver diversas ferramentas, recursos e habilidades, muitas vezes imagina-se a inviabilidade de adotar as boas práticas do servicedesk de TI em empresas de pequeno porte. Mas será mesmo que não existe nada que possa ser adotado para pequenos departamentos de TI?

Este artigo tem o objetivo de oferecer uma orientação de adoção de algumas boas práticas de servicedesk de TI, mesmo para departamentos onde existem 05 ou menos profissionais de tecnologia. Espero que seja útil!

Passos para adotar servicedesk de TI em pequenas organizações:

Passo 01
Defina os meios de comunicação para solicitar a abertura de atendimentos para o departamento de TI. Acorde com a organização um único número de telefone/ramal; um único e-mail e quantos mais canais considerar importante. Mas cuidado: garanta que apenas estes canais formalmente acordados estão sendo utilizados para registrar incidentes e requisições para o departamento de TI. É preciso definir o ponto único de contato.

Passo 02
Defina com sua equipe de TI qual meio utilizará para registrar os incidentes e requisições. Não importa se será utilizada ferramenta livre, paga, ou mesmo um planilha, todos os incidentes e requisições devem ser registrados com esta ferramenta padrão.

Passo 03
Crie um rodizio com os profissionais de TI, que devem se revezar no primeiro nível de atendimento. Já que, provavelmente, não existem recursos suficientes para manter profissionais específicos para o primeiro nível, a proposta é que eles se alternem em períodos semanais ou quinzenais. O importante é que em cada período determinado, exista apenas uma pessoa responsável por receber as ligações/contatos, registrá-las, categorizar, solucioná-las ou escaloná-las para o profissional/equipe adequada.

Lembre-se que isto não significa que o profissional responsável temporariamente pelo primeiro nível não executará outras atividades. Em empresas pequenas, provavelmente ele terá intervalos entre as ligações/contatos que podem ser aproveitados para outras atividades. O grande ganho com esta prática será o menor nível de interrupção dos demais profissionais.

Passo 04
Monitore o desempenho do primeiro nível, usando indicadores como:

  • percentual de incidentes e requisições solucionados no primeiro nível;
  • tempo médio de solução de incidentes no primeiro nível;
  • número de incidentes de primeiro nível solucionados por técnico/profissional;
  • percentual de incidentes e requisições classificadas incorretamente.
Com o tempo, é possível que melhorias no atendimento sejam notadas, sobretudo em relação ao tempo de resposta para as ligações e melhor aproveitamento dos recursos humanos, que trabalharão de forma melhor organizada.
E você, tem alguma sugestão para trabalhar servicedesk de TI em pequenas organizações? Compartilhe sua experiência com o Portal GSTI!