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Vdio, locadora virtual do Rdio, entra em funcionamento

Serviço roda apenas em computador e iPad e só está disponível nos EUA e Reino Unido

Vdio

 

O Rdio cresceu e, além de oferecer músicas via streaming, agora também conta com conteúdo em vídeo por meio de um novo site, o Vdio. Assim como os principais serviços deste mercado, o Vdio hospeda filmes e programas televisivos que podem ser assistidos sem a necessidade do download.

No site, pode-se criar e compartilhar listas, assim outras pessoas conseguem acessar seleções específicas e diminuir o tempo gasto com a busca por conteúdo. Usuários podem ainda acompanhar o que os amigos estão assistindo para ter ideias sobre o que ver.

A empresa garante que dá para encontrar todo tipo de material por lá, desde clássicos até os lançamentos mais recentes – como “As aventuras de Pi” e “O Hobbit”, que já estão disponíveis. “Planejamos adicionar mais títulos e conteúdo bônus a cada dia”, promete o site.

Por enquanto, apenas clientes do plano Unlimited do Rdio nos Estados Unidos e no Reino Unido têm acesso à plataforma. Eles contam com um crédito de US$ 25 para usar no Vdio, mesmo preço para quem se cadastrar dentro dos próximos 60 dias. E o serviço só funciona em computador e iPad.

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O bê-a-bá dos códigos

Escola em Londres coloca em prática o que teóricos dizem ser o futuro da educação: o ensino de programação e linguagem computacional para crianças.

Rafael Cabral
Especial para o ‘Estado’

Foto: Gabby Ritchie/Arquivo Pessoal 

LONDRES – No final de 2012, em uma atividade anual que reúne pais, filhos e professores na escola primária St. Saviours, no centro de Londres, o tradicional cantinho de contação de histórias – no qual os alunos ouviam contos de monstros, fadas e bruxas – se voltou para algo completamente diferente: a programação e aprendizado de código computacional. “Queríamos dar às crianças as ferramentas para que elas pudessem contar as próprias histórias”, explica Lindsey Woodford, diretora do colégio.

A ideia saiu da cabeça de Nick Corston, empresário e pai de dois alunos, preocupado porque seus filhos poderiam se tornar meros usuários de tecnologia em vez de pensadores críticos da era digital em que nasceram e viverão. “A intenção é mostrar para as crianças que elas podem se tornar produtoras de conteúdo em vez de desperdiçarem todo o tempo delas com joguinhos ao estilo Angry Birds. Se elas forem direcionadas da maneira correta e mostrarem esforço, podem criar os próprios jogos e, com isso, se tornarem pessoas mais criativas e preparadas para o futuro”, afirma Corston.

Durante o dia livre, as crianças puderam se familiarizar com o Raspberry Pi, um computador do tamanho de um cartão de crédito que custa US$ 25 e que propositalmente deixa suas “entranhas” de circuitos à mostra, permitindo entender melhor como funciona a parte interna de um computador. Pelo preço acessível e alta possibilidade de customização, o computador criado por uma fundação inglesa tem sido usado no mundo todo para dar vida a uma infinidade de projetos – de máquinas de pinball a helicópteros.

Alfabetização. Os pupilos também aprenderam alguns conceitos de programação através do Scratch, um software desenvolvido pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) para tornar o aprendizado de código e robótica compreensível para crianças. Através do programa e do Raspberry Pi, crianças a partir de cinco anos conseguiram controlar um crocodilo-robô produzido pela Lego, o WeDo. Interpretando o código escrito pelos participantes, o crocodilo mordia o dedo de qualquer um que o colocasse em sua boca. “Foi fantástico, a grande maioria adorou e, para nossa surpresa, notamos uma grande parcela de meninas interessadas”, diz Corston.

O sucesso foi tão grande que a escola se conectou a uma organização nacional para a difusão de código, o Code Club, e agora oferece o curso como parte do currículo básico. “No começo eu me assustei um pouco, mas vi que pode ser fácil. Às vezes, é difícil ter de digitar a mesma linha diversas vezes até que o computador aceite, mas é legal dizer o que o robô vai fazer e criar coisas no computador”, diz Saskia Lee, estudante do St. Saviours de nove anos.

Iniciado por designers e programadores voluntários como um projeto-piloto em cinco escolas londrinas, o Code Club ganhou o apoio da ARM (gigante do setor de semicondutores) e expandirá consideravelmente seu alcance em 2013 para, em dois anos, alcancar 5 mil colégios (25% de toda a rede inglesa).

Assim como a ARM, outras empresas importantes do setor estão voltando seus olhos para o ensino de código e robótica para crianças em idade escolar – também um investimento para criar trabalhadores mais capacitados no futuro. A fabricante Dell patrocina o Apps for Good, que ajuda estudantes a criar aplicativos para smartphones para solucionar problemas cotidianos. E a Mozilla, que produz o navegador Firefox, gastou cerca de US$ 10 milhões para desenvolver um pacote de programas que ajuda a remixar a web, o Webmaker, e produz uma série de seminários e hackathons voltados para o público infantil.

De acordo com o presidente da fundação Mozilla, Mark Surman, trata-se de uma atuação estratégica, pois as crianças decidem entre os oito e dez anos de idade se querem se tornar criadores de conteúdo ou apenas consumidores.

Recentemente, o Google também decidiu apostar na tendência. O presidente-executivo Eric Schmidt esteve na Inglaterra para anunciar um esforço conjunto com a Raspberry Pi para incentivar o ensino de tecnologia em colégios e se livrar do velho currículo escolar que apenas as instrui sobre softwares como Microsoft Word ou PowerPoint. Para alavancar a parceria, o Google doou 15 mil Raspberry Pis para a rede escolar britânica e planeja outras iniciativas similares.

A alfabetização digital de crianças ganha força no mundo todo. No mês passado, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, gravou um vídeo apoiando a associação Code.org – que também tem o respaldo de Bill Gates, fundador da Microsoft, e Jack Dorsey, criador do Twitter. Sites como Codecademy e Udacity, que oferecem cursos gratuitos de programação voltados para leigos, têm ganhado destaque nos últimos anos.

A ideia por trás disso é que, em um mundo governado pela internet, interpretar, alterar e criar códigos é quase tão vital quanto ler e escrever. Porém, o pretexto é essencialmente econômico: na Inglaterra, dados governamentais mostram que a procura por cursos superiores de ciências da computação diminui a cada ano, enquanto a demanda por trabalhadores capacitados na indústria de tecnologia crescerá anualmente 1,6% até 2020, exigindo a entrada no mercado de 130 mil pessoas ao ano.

Uma ideia, um comando e uma mordida

Na escola londrina, 240 crianças já começaram a programar. Mas o pai responsável pela iniciativa, Nick Corston, sabia muito pouco de linhas de código. Ele foi inspirado por uma palestra no TED dada em 2006 por Sir Ken Robinson, que dizia que o atual sistema educacional inglês poderia matar a criatividade das crianças. O programa de ensino de códigos é detalhado: primeiro as crianças aprendem o que é o Raspberry Pi, o computador de US$ 25, e descobrem para que serve cada uma de suas portas.

Depois, elas são introduzidas à linguagem de programação Scratch, para programar comandos básicos. As crianças aprendem primeiro a jogar um game de gatos escrito em Scratch; depois, descobrem como cada comando escrito interfere nas ações do gato. Por fim, começam a alterar o funcionamento do jogo. O crocodilo vem no final: as crianças aprendem que podem escrever comandos que são lidos pelo Raspberry Pi e, ali, são transformados em ações físicas no réptil feito de Lego. Os códigos viram mordidas: o robô abocanha o dedo de quem o coloca em sua boca.

Novos dispositivos inteligentes na prévia da CES 2013

Confira ideias e produtos que estarão na feira de eletroeletrônicos. Expositores mostram garfo emagrecedor e celular a prova de líquidos.

Dispositivos inteligentes e aplicativos que vão muito além dos smartphones e televisores estão entre as tendências da feira de eletroeletrônicos Consumer Electronics Show (CES) 2013. O evento tem início na próxima terça-feira (8) de janeiro, em Las Vegas, nos Estados Unidos, mas alguns expositores costumam adiantar novidades durante uma prévia do evento, a CES Unveiled, no domingo (6). Veja algumas ideias e novidades que estarão na feira.

Talher inteligente promete emagrecer (Foto: Daniela Braun/G1)
Talher inteligente promete emagrecer
(Foto: Daniela Braun/G1)

Talher inteligente
Depois dos smartphones e das smarTVs, engenheiros franceses da HappyLabs criaram os talheres inteligentes que ajudam a controlar o tempo da refeição e prometem emagrecer. O HAPIFork é um garfo com sensores que identificam o tempo entre uma garfada e outra e emitem um alerta vibratório quando a pessoa for muito acelerada na hora das refeições.

O dispositivo está atrelado a um aplicativo para iPhone ou navegador, que traz o histórico do usuário, o número de garfadas e o tempo da refeição. O talher inteligente tem opções de cores e ganhará uma versão que atualiza os dados via Bluetooth, em meados deste ano, por cerca de US$ 90.


HzO mergulhou smartphone em refrigerante para demonstrar sua tecnologia WaterBlock (Foto: Daniela Braun/G1)
HzO mergulhou smartphone em refrigerante
para demonstrar sua tecnologia WaterBlock
(Foto: Daniela Braun/G1)

A prova de suco e refrigerante
A empresa HzO mergulhou smartphones e tablets não só na água, mas em sucos e refrigerantes para demonstrar sua tecnologia WaterBlock. A companhia garante que seu sistema de isolamento dos componentes internos do aparelho é o mais eficaz para evitar os acidentes corriqueiros envolvendo gadgets e líquidos. De acordo com representantes da HzO a ideia, já patenteada, será negociada junto a fabricantes de dispositivos móveis, mas ainda não há previsão para a chegada dos primeiros aparelhos com o WaterBlock ao mercado.


Óculos inteligentes da Vuzix têm acesso sem fio a aplicações de realidade aumentada (Foto: Daniela Braun/G1)
Óculos inteligentes da Vuzix têm acesso sem
fio a aplicações de realidade aumentada
(Foto: Divulgação)

Inspiração
Em meados deste ano, a Vuzix deve lançar seus óculos inteligentes Smart Glasses M100, para acesso sem fio a aplicações de realidade aumentada, fotos, jogos e informações do smartphone. A comparação ao Google Glass é inevitável ao observar o acessório que tem câmera integrada, botões de controle logo na altura da orelha e roda o sistema Android, do Google. O produto apresentado na CES Unveiled ainda uma versão inacabada, mas a final deve custar US$ 500 nos Estados Unidos.


Caixa conectada sem fio pela tecnologia Bluetooth da House of Marley (Foto: Daniela Braun/G1)
Caixa conectada sem fio pela tecnologia
Bluetooth da House of Marley
(Foto: Daniela Braun/G1)

Rohan Marley livre dos fios
Após estrear as caixas de som e fones da House of Marley, que levam materiais recicláveis, na CES do ano passado, o músico Rohan Marley, filho de Bob Marley, volta à atual edição do evento para apresentar a linha de caixas conectadas sem fio pela tecnologia Bluetooth. Os equipamentos incluem materiais como cânhamo e plástico de garrafas pet, além de revestimentos em algodão orgânico. A caixa de som portátil, do tamanho de uma lata de refrigerante, custa US$ 159 enquanto os modelos mais robustos chegam a US$ 800, nos Estados Unidos.


Dois pequenos cilindros de metal podem informar a umidade e a qualidade do ar e a temperatura (Foto: Daniela Braun/G1)
Dois pequenos cilindros de metal podem informar
a umidade e a qualidade do ar e a temperatura
(Foto: Daniela Braun/G1)

Previsão do tempo pessoal
Dois pequenos cilindros de metal, dentro e fora de casa, conectados ao iPhone ou a celulares com sistema Android, são capazes de informar, com precisão, a umidade e a qualidade do ar, a temperatura, o nível de gás carbônico e a previsão do tempo para a residência. Pessoas com alergias respiratórias estão entre os potenciais interessados no Urban Weather Station, afirma a Netatmo, que vende a novidade por US$ 180 nos Estados Unidos e no Canadá.

 


A Tobii Technology mostra tecnologia que permite controlar o computador com os olhos  (Foto: Daniela Braun/G1)
A Tobii Technology mostra tecnologia que
permite controlar o computador com os olhos
(Foto: Daniela Braun/G1)

Navegando com os olhos
Tornar o controle de computadores com os olhos comercialmente acessível para portadores de necessidades especiais é a proposta da americana Tobii Technology. O sistema de rastreamento ocular Tobii se assemelha a um pequeno sensor Kinect – o sensor de movimentos para games da plataforma Xbox 360 – mas em menor tamanho. A barra de cerca de 20 centímetros, que pode ser colocada logo abaixo de um monitor tradicional ou da tela um notebook, lê os movimentos dos olhos e os alia ao comando de uma só tecla. O sistema ainda é caro – o Tobii vai chegar ao consumidor em setembro por US$ 995. “Queremos que o dispositivo seja vendido no varejo e, de forma similar ao Kinect, ganhe aplicações em games, por exemplo”, disse Carl Korobkin, vice-presidente da empresa, ao G1.


Celular simples, movido à pilha AA, serve apenas para emergências (Foto: Daniela Braun/G1)
Celular simples, movido à pilha AA, serve apenas
para emergências (Foto: Daniela Braun/G1)

Celular de emergência
Um aparelho simples, movido à pilha AA e que dura até 15 anos. O SpareOne chega a parecer um telefone sem fio, mas o design simples tem uma única funcionalidade: servir para emergências. A ideia pode vir a calhar para os consumidores que têm smartphones roubados, perdidos ou mesmo para aqueles que se perdem e ficam sem comunicação. O SpareOne custa US$ 99 para o mercado americano.

Tomada inteligente promete informar quanta energia cada aparelho gasta.

Produto ainda é apenas um conceito sendo financiado coletivamente

MeterPlug

E se você soubesse o tempo todo quanto cada dispostivo de sua casa ligado a uma tomada gasta de energia? É o que um projeto batizado de MeterPlug promete.

O gadget conta com um aplicativo para Android e iOS que informa em tempo real, via Bluetooth, o consumo de energia do aparelho e calcula o quanto em dinheiro está sendo gasto.

Ele ainda promete uma ferramenta interessante que permite programar os aparelhos para se auto-desligarem quando consumirem determinada quantidade de energia.

O conceito foi lançado no site de financiamento coletivo IndieGogo e pede US$ 70 mil para ser colocado no mercado em abril de 2013. Quem doar US$ 45 ou mais, automaticamente está comprando sua cópia do produto.

Papa Bento XVI chega ao Twitter

Conta principal do líder católico já tem mais de 39 mil seguidores

Papa no Twitter

A partir de agora, você já pode seguir o nome mais forte do Catolicismo pelo Twitter, pois entrou no ar nesta segunda-feira, 3, a conta oficial do papa Bento XVI, a @Pontifex.

O Vaticano informou que seu líder só começará a usar a rede de microblogs no dia 12, na festa de Nossa Senhora de Guadalupe. Mesmo assim, o número de seguidores do papa sobe vertiginosamente.

Para se ter uma ideia, quando este texto começou a ser escrito, eram 24,8 mil seguidores, mas agora essa quantidade já subiu para 39,1 mil. As primeiras palavras de Bento XVI no site serão respostas a perguntas enviadas pela hashtag #askpontifex.

À margem da conta principal, com mensagens em inglês, foram criadas outras para saírem tweets em espanhol, italiano, português, alemão, polonês, árabe e francês, mas outros idiomas serão acrescentados em breve. O @Pontifex_pt, espaço dedicado aos brasileiros, tem, até agora, 1,3 ml seguidores.

Após o dia 12, as postagens vão repercutir as audiências que acontecem às quartas-feiras, mas o Vaticano espera que Bento XVI se torne um tuiteiro mais assíduo com o tempo.

Melhor lugar para investir em TI fica a até 200 km de São Paulo

Entenda o que levou Lenovo e Foxconn a optar pelo interior paulista

iPad Foxconn
O interior do Estado de São Paulo tem se consolidado como pólo atraente para investidores do setor de tecnologia. Em menos de um mês, as chinesas Lenovo e Foxconn anunciaram, respectivamente, investimentos de R$ 30 milhões e R$ 1 bilhão para construção de fábricas em Itu, a 100 kilômetros da capital.

A exemplo de Jundiaí e Campinas, o município é mais um a entrar no radar de grandes companhias focadas em TI.  Segundo Luciano Almeida, presidente da Investe SP, que identifica as melhores áreas de investimentos no Estado, são vários os motivos que explicam a preferência. De acordo com ele, a melhor região do país para abrir um negócio neste setor está localizada no raio de 100 km a 200 km da capital paulista.

“São Paulo é imbatível em termos de estrutura e na relação custo e benefício. O interior tem cadeia de fornecedores, qualidade de mão-de-obra,  possibilidade de parcerias com universidades e institutos, qualidade de vida e proximidade do mercado consumidor”, afirma Almeida, que também faz a intermediação com as empresas interessadas. Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, São Paulo responde por 72% do investimento nacional em pesquisa e desenvolvimento, valor equivalente a R$ 5 bilhões anuais.

Almeida explica que o processo de pesquisa leva em média quatro meses, mas o tempo está diretamente ligado à compelxidade do projeto. “O projeto da Lenovo foi muito ágil, mas o da Foxconn levou três anos e meio e foi talvez o mais emblemático de todos, um ponto fora da curva”, recorda.

Antes mesmo de levantar as primeiras informações, é preciso vencer a batalha contra outros Estados. Uma vez decidido pela empresa que a melhor opção de investimento está mesmo em SP, dá-se início à segunda etapa do processo, que começa com um questionário. Nele são esclarecidas dúvidas que vão desde a logística demandada até a matéria-prima da qual a empresa depende para funcionar.

Depois, são avaliados todos os aspectos estruturais – rodovias , energia e escolas técnicas – até que o relatório final seja encomendado ao investidor. Segundo Almeida, o documento sempre contém a indicação de cinco a 10 municípios, cada um com suas peculiaridades destacadas. A empresa, então, finalmente toma sua decisão.

Criada há três anos, a Investe SP pertence ao Governo do Estado e já intermediou 34 projetos em vários setores, cujos investimentos potenciais de R$ 13, 8 bilhões  geraram 34,9 mil empregos diretos.