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4 dicas para usar o Instagram no seu negócio

Lucas Diniz, especialista em redes sociais, ensina como melhorar sua imagem no Instagram

 

instagram

 

Impossível não reconhecer o poder das imagens na internet. A fotografia, por exemplo, demonstra-se bastante capaz de despertar emoções de maneira mais rápida e intensa em comparação ao texto, principalmente em tempos de maior velocidade e estímulos de informação. Que tal, então, explorar uma rede social que é baseada somente em imagens?

Instagram, plataforma com mais de 130 milhões de usuários em todo o mundo, tem se tornado eficaz em ações de marketing digital. Com abordagem diferenciada de outras redes como Facebook e Twitter, exige ainda mais criatividade de empresas e pode ser bastante útil na consolidação do conceito de uma marca.

1. Crie hashtags de compartilhamento: o uso de hashtags no Instagram auxilia na segmentação do conteúdo e facilita as buscas dos usuários. Estimule seu público a postar imagens relativas à sua marca com hashtags específicas.

Desta maneira é possível identificar quem usa seu produto e serviço, o que pensa sobre ele e também publicar as melhores fotos de seus consumidores em seu próprio perfil. Este tipo de ação permite a criação de campanhas e promoções para melhores imagens, por exemplo, além de demonstrar maior aproximação com o público.

Um caso bem-sucedido é o da companhia de cafeterias Starbucks. O perfil oficial da rede no Instagram (@starbucks) compartilha fotos com experiências de diversos consumidores ao redor do mundo, demonstrando atenção a seu público e consideração a suas opiniões.

2. Exiba seu backstage: uma boa maneira de afirmar o compromisso de seu negócio é mostrar sua linha de produção. Se sua marca estiver vinculada a um serviço, aproveite para divulgar suas vantagens, a utilização por consumidores, pontos físicos disponíveis. Caso sua empresa desenvolva algum tipo de produto, aproveite o Instagram para postar fotos de cada etapa da montagem, os funcionários responsáveis, a chegada às prateleiras.

A marca de joias Tiffany & Co. (@tiffanyandco) apresenta um ótimo exemplo dessa tática, ao mostrar cada detalhe da criação de seus produtos, apontando uma visão detalhada das técnicas e profissionais envolvidos.

3. Integre seu perfil a outras redes sociais: é importante que seu perfil no Instagram esteja vinculado a outras redes sociais. Sempre que você postar uma imagem, essa será compartilhada em seu Facebook ou Twitter, por exemplo. Desta maneira, além de manter seus perfis atualizados, você estimula que seu público acompanhe, também, esse outro canal de comunicação de sua empresa.

A marca de jeans Levi’s (@levisbrasil) costuma se utilizar desta estratégia, postando fotos de seus produtos no Instagram e vinculando a outras plataformas.

4. Propague seu estilo de vida: muito além de produtos e serviços, sua empresa deve vender um conceito. Quem sua marca quer atingir? Que sensações ela é capaz de proporcionar? Por que alguém deve escolhê-la? Motive seus usuários através de imagens estimulantes, diferentes, interessantes e que, principalmente, definam o que sua marca quer demonstrar.

A Red Bull (@redbull), por exemplo, busca divulgar o estilo aventureiro de diversos atletas que são patrocinados pela marca, muito além de disseminar seus produtos. Desta forma, demonstra que parte de seu lucro é voltado para ações de esporte e de estímulo a atividades físicas.

 

Lucas Diniz é analista de social media marketing da agência Cadastra.
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Como inovar no modelo de negócio

As maiores oportunidades para novos negócios estão no modelo de negócio. O ponto chave é encontrar uma forma de substituir uma tarefa pessoal ou um processo de maneira mais conveniente e barata. O desafio de um empreendedor é criar um modelo que use tecnologias para simplificar a vida das pessoas. Desenvolver uma inovação tecnologia requer tempo, investimento e é para poucos. Criar um modelo de negócio inovador requer criatividade e está ao alcance de todos.

O principal fator do extraordinário crescimento da Apple não foram suas inovações tecnológicas, mas a criação de um modelo inovador de negócios. Criar o iTunes e a Apple Store gerou uma ruptura no mercado de música e uma enorme oportunidade para pequenos empreendedores de softwares para o iPhone e iPad. O resultado foi maior conveniência para os usuários do iPhone.

O eBay transformou a forma das pessoas venderem e comprarem produtos usados e artesanais no universo da internet. Por exemplo, um colecionador de selos tinha que percorrer várias lojas filatélicas para aumentar sua coleção. Depois do eBay, os filatelistas fazem negócios online.

O primeiro passo para criar um novo modelo de negócios é observar o cotidiano das pessoas e os processos das empresas. A descoberta de uma oportunidade de negócios está nos detalhes. O objetivo é encontrar algo que possa substituir com maior facilidade e custo baixo uma ou mais atividades das pessoas e empresas. Se possível, identificar uma forma de digitalizar essa atividade usando um software, de preferência que possa ser utilizado em equipamentos móveis (smartphones e tablets).

O segundo passo é testar se o modelo de negócio será aceito pelas pessoas e empresas. Testar é diferente de pesquisar. Faça um protótipo é tente vender. Se as pessoas comprarem, siga em frente para aperfeiçoar e lançar o negócio em larga escala.

Provavelmente, você terá que desenvolver muitos modelos de negócios até achar um que funcione. Não entenda como fracasso os modelos que não foram aceitos pelas pessoas. Considere um processo de aprendizado.

Eduardo Fagundes
Empresário no setor de energias renováveis, professor e consultor de inovação

Empresários aconselham: Para empreender, saia da zona de conforto!

Alan James, fundador da Biruta Ideias Mirabolantes, e Edson Mackeenzy, criador do Videolog.tv, contam suas histórias

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O empresário Edson Mackeenzy ao lado da mediadora Ana Clévia Guerreiro Lima, do Sebrae

Stephanie Kohn

Aos 20 anos Edson Mackeenzy ganhava R$ 10 mil como radialista, mas isto ainda era pouco. Ele não queria ser rico, queria criar seu próprio negócio. Durante anos viveu como se ganhasse apenas R$ 2 mil e guardava todo o dinheiro restante na poupança, que um dia usaria para fundar sua empresa. Ele leu muitos livros sobre liderança, empreendedorismo, e usou o background que tinha dos pais – donos de um bar no Rio de Janeiro – para começar a empreender.

“Tudo parte de uma atitude para sair da inércia. Eu estava muito bem, mas estava muito cômodo. Eu não tinha muita ideia técnica do meu negócio, mas soube delegar ao meu sócio, e ao compartilhar nossos conhecimentos, conseguimos fundar o Videolog.tv”, contou o empresário em palestra na Campus Party 2013.

Mackeenzy construiu a maior comunidade de vídeos do Brasil e colaborou em um livro sobre internet (“Internet – O Encontro de 2 mundos”) seguindo alguns conceitos, o principal deles foi tomar atitude. Para ele, tudo parte da ação de sair da inércia, além de outros pontos importantes, como aprender a mexer com dinheiro, saber lidar com estresse, obter orientação, conhecer o ambiente que você está entrando e estar com as pessoas certas.

“Mesmo tendo me preparando muito, eu pastei para chegar aqui. Minha equipe foi essencial. Hoje trabalho com pessoas muito qualificadas que sabem fazer tudo. O ideal é contratar pessoas que saibam mais que você, porque se você for a única pessoa que sabe das coisas ali, terá de fazer tudo sozinho e isso é impossível, ninguém dá conta”, disse.

Alan James, fundador da Biruta Ideias Mirabolantes, também saiu do zero e, inclusive, este era praticamente o saldo de sua conta bancária quando decidiu arriscar. Ele conta que trocou a escola por empreendedorismo e que os estudos tradicionais deram lugar aos livros de negócios.

“Tive uma infância muito pobre. Morava na favela, no Rio de Janeiro, e lá existiam duas possibilidades: ser jogador de futebol ou cantor de pagode. A terceira possibilidade seria estudar e eu não gostava. Pensei que não seria nada, mas descobri que as coisas que eu curtia, me faziam ser um empreendedor. Eu estudei de outras formas e aprendi a empreender sozinho. Estudar [da forma tradicional] é importante, mas não deixe que os estudos atrapalhe seus estudos da vida”, comentou.

Dessa forma, James começou a trabalhar em uma empresa de aviação e no momento certo, agarrou a oportunidade de gerenciá-la. Em quatro meses, ele fechou contratos de propraganda aérea, criou um plano de negócios e conseguiu uma incubadora para sua nova ideia. Dentro da incubadora faturou o primeiro R$ 1 milhão da startup e seguiu sozinho. Mas a história não acabou por aí. Ele e seus sócios montaram a Biruta, uma aceleradora de startups.

“Encontre o novo, uma nova perspectiva. Não dá para nascer de novo, mas dá para ser reinventado. Lembre de algo que você fazia melhor que os outros ou algo que te fazia feliz, e siga em frente”, brincou. “Acredito que o empreendedorismo é como um game que você curte jogar. Mesmo trabalhando você encontra tempo livre para escrever seu plano de negócios… se você gostar muito da sua ideia, ela vai nascer naturalmente”, completou.

Se você tem uma ideia mirabolante, acesse o site da Biruta aqui.

Como melhorar as apresentações do seu negócio

Especialista fala sobre que tipo de informação deve conter em uma apresentação da empresa

 

Mantenha sua equipe bem treinada

Como melhorar as apresentações do seu negócio
Respondido por Mário Rodrigues, especialista em vendas

 

Desde o surgimento dos primeiros computadores muitas coisas mudaram e, entre elas, a forma pela qual compartilhamos nossas ideias. Porém, seja por meio das redes sociais ou das apresentações em softwares como o PowerPoint, é importante ter em mente que a tecnologia é apenas uma ferramenta e não a responsável pela propagação efetiva de um conceito.

Nesse sentindo, quando estiver preparando os slides para a exposição da sua pequena empresa tenha em mente que as pessoas precisam receber estímulos que as façam ter foco e interesse legítimo, caso contrário todo o trabalho será em vão.

Isso quer dizer que telas cheias de textos com letras minúsculas e recursos visuais sem uma direção de arte bem definida só vão gerar distanciamento por parte do público. Em vez disso, trabalhe com o conceito “menos é mais” e deixe no slide apenas o que realmente é necessário para costurar a história que irá contar, o que exige mapear exatamente os assuntos que serão abordados e identificar a melhor forma de conectá-los.

Durante sua fala é preciso muito mais do que simplesmente ler o que está no slide. Pelo contrário, seu papel é o de conduzir a audiência por um caminho que apenas você conhece bem. Então, ensaie o máximo possível e faça com que a transição das telas seja natural o suficiente para acreditarem que você nem precisaria delas, que tudo poderia ser abordado em um bate-papo no café.

Lembre-se de que por trás de qualquer cargo, independentemente de qual é a empresa, temos um ser humano que, como tal, adora a sensação de ser surpreendido e encantado. Invista tempo e se dedique a criar sempre o melhor possível, pois essa preocupação será percebida por quem estiver do outro lado.

 

Mário Rodrigues é vendedor profissional, treinador de vendas e diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas). Envie suas dúvidas com a palavra vendas no assunto da mensagem para examecanalpme@abril.com.br