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Anatel ‘briga’ por R$ 194 milhões em multas que não foram pagas

Relatório obtido pelo Olhar Digital denuncia a inadimplência no setor desde 2011

Matéria: Marcelo Gripa
Anatel

O setor de telecomunicações tem aparecido na mídia como um xerife que inspeciona e pune os prestadores de maus serviços. Não raramente jornais e notícias estampam manchetes sobre multas milionárias aplicadas contra empresas de telefonia. O problema é que a maioria dessas punições não se concretiza.

Relatório obtido pelo Olhar Digital junto à Agência Nacional de Telecomunicações denuncia a inadimplência no setor. Nos últimos dois anos, das 4.974 multas constituídas (nome dado quando já não cabe mais recurso), apenas 49% foram quitadas integralmente. 2013 se aproxima do segundo mês e a Agência ainda negocia o pagamento de 2,54 mil débitos pendentes. Só 1,71% do total está parcelado.

Os bons pagadores depositaram R$ 13,6 milhões nos cofres do Tesouro Nacional, responsável por administrar o dinheiro da Anatel. Mas a Agência briga por outros R$ 194 milhões que, acrescidos ao que já foi pago, totalizariam os R$ 207,7 milhões previstos. As contas foram feitas com base no documento enviado pelo órgão e consideram acréscimos moratórios e eventuais juros praticados.

Embora o montante impressione, poderia ser maior. De todas as multas anunciadas no ano passado, 40% foram desconsideradas durante o processo de apuração e julgamento das irregularidades previamente identificadas.

Providências

A Anatel diz tomar medidas para receber os milhões de reais pendentes. Segundo o relatório, os devedores de 615 multas (equivalente a R$ 52 milhões) foram avisados de que seriam incluídos no Cadin – Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal – caso não efetuassem o pagamento em até 75 dias após o recebimento da cobrança.

Assim que expirado o prazo, o devedor é inscrito no Cadin e tem o processo encaminhado também para o Dívida Ativa, programa aberto para consulta de débitos. Escapam da punição apenas os casos em que o valor do crédito seja inferior aos limites mínimos previstos em lei: iguais ou superiores a R$ 1 mil, no caso do  Cadin, e até R$ 500 no Dívida Ativa. Segundo a Anatel, 32% das 2,54 mil multas já aparecem nos dois cadastros.

Há também as sanções que se encontram suspensas judicialmente. Apesar de representarem apenas 0,48% do total das penalidades constituídas, elas correspondem a 63,18% dos R$ 207,7 milhões previstos pela Anatel. O órgão atribui a discrepância ao fato de grandes empresas responderem pelas multas com os valores mais altos, geralmente questionadas na Justiça.

As companhias consideradas inadimplentes estão sujeitas a restrição da certidão negativa de débitos e impedimento no licenciamento de novas estações. Por outro lado, estar em dia com a Agência oferece condições privilegiadas para participar de licitações, requerer outorgas e celebrar contratos.

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Microsoft vai investir R$ 200 mi para abrir centro de inovação no Brasil

Empresa se instalará no Rio de Janeiro, segundo jornal

Microsoft

Nesta terça-feira, 6, a Microsoft deve anunciar que seu quarto centro de inovação será aberto aqui no Brasil. A companhia, segundo o Estadão, investirá cerca de R$ 200 milhões ao longo de quatro anos para abrir o empreendimento num edifício histórico do “Porto Maravilha” – zona portuária do Rio de Janeiro.

O jornal informa que há mais de um ano a Microsoft negocia com o governo Dilma Rousseff para trazer o centro de inovação ao país. Alemanha, Israel e Egito são os únicos que possuem complexos parecidos.

Junto com a Microsoft deve vir também a Intel, com um centro de pesquisa. A dona do Windows se colocaria no mesmo patamar que IBM e General Eletric (GE), que já possuem centros no Brasil.

Toda a verba aplicada vem da própria companhia, mas ela conta com apoio do governo federal e municipal. E o valor é bem superior aos R$ 10 milhões gastos no começo do ano em São Paulo, onde a empresa abriu um centro de pesquisa e tecnologia.

Ainda de acordo com o Estadão, a Microsoft decidiu investir no Brasil por entender que já dispomos de mão de obra especializada e que é necessário desenvolver produtos com a cara do país e da América Latina. Por outro lado, o governo vê uma mudança comportamental no brasileiro, que passou a consumir mais produtos ligados a tecnologia.