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Estudo mostra que empresas sofrem com a velocidade das mudanças tecnológicas

A rapidez da transformação digital e os curtos ciclos de vida dos dispositivos e serviços aumentam a importância e a pressão sobre os testes de garantia de qualidade.

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A Capgemini, um dos principais provedores globais de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, e a Sogeti, sua divisão de serviços profissionais, divulgaram os resultados da 7ª edição do World Quality Report (Relatório Mundial sobre Qualidade). Publicado em parceria com a HP, o estudo anual avalia o nível de qualidade das aplicações e testes em diversos setores e regiões.

O relatório deste ano revela que as organizações estão valorizando mais a garantia da qualidade e os testes devido à velocidade da transformação digital, que está contribuindo para o aumento do número de novas aplicações, afetando suas operações. Este ponto foi considerado um obstáculo pelas empresas entrevistadas, uma vez que 55% das empresas identificaram “a mudança rápida da funcionalidade das aplicações” como sendo o maior desafio.

Como tentativa de obter controle sobre a introdução de novas aplicações, o estudo mostra um aumento de 9% das verbas de TI destinadas aos testes e garantia da qualidade em relação ao mesmo período do ano anterior. Deste montante, quase metade (49%) é dedicada à manutenção, cujo foco é tentar garantir que as aplicações sejam adequadas ao negócio. Já os gastos com novos projetos transformacionais caíram 1%, à medida que as empresas começam a direcionar seus investimentos para lidar com a transformação contínua das aplicações.

Gerar uma experiência positiva para os clientes

O Relatório Mundial sobre Qualidade deste ano mostra que as organizações continuam investindo na segurança da integridade dos seus sistemas, com 81% tendo citado este item como sendo o principal motivo para a realização de testes. O aumento da consciência em relação à segurança é impulsionada pela transformação digital, e os testes de segurança se tornaram essenciais para muitas corporações.

No entanto, o papel da experiência do cliente é agora quase tão importante para as empresas, com 79% identificando isso como uma questão fundamental para a garantia de qualidade dos testes. Isso representa uma grande mudança para as organizações, que perceberam a importância cada vez maior de fornecer uma experiência consistente e contínua ao cliente sempre que eles interagirem com a empresa.

“O Relatório Mundial sobre Qualidade deste ano mostra que vivemos em um mundo que muda rapidamente, no qual a experiência do cliente e a flexibilidade são tão importantes quanto acompanhar a transformação digital usando Agile QA e DevOps. Hoje vemos que as organizações estão investindo fortemente em ambientes e dados de testes, priorizando a automação total de todos os ecossistemas. Porém, elas devem evoluir para um ciclo de vida integrado e inteligente de automação e ecossistema de testes, que possa gerar sinergia no que diz respeito à garantia do negócio”, observa o vice-presidente sênior e líder da linha global de serviços de teste da Capgemini, Govind Muthukrishnan.

Ciclos de vida mais curtos exigem maior agilidade

O levantamento deste ano também revelou que, com o aumento dos gastos em atividades de teste e garantia, uma parcela maior do orçamento é dedicada aos princípios DevOps e Agile, sendo que mais da metade (59%) dos entrevistados afirmaram que pelo menos metade dos projetos da organização usam princípios DevOps e 47% usam ambientes virtuais de teste. Enquanto as organizações tentam modernizar suas práticas e procedimentos de testes, elas também precisam lidar com os ciclos de vida cada vez mais curtos de programas e aplicações, que estão causando um aumento da demanda por testes de hardware e infraestrutura: um aumento de 5% desde 2014, para 38%. No entanto, apesar da queda dos gastos com novos projetos transformacionais (- 1%), quase uma em três empresas (29%) pretendem desenvolver Centros de Excelência em Testes (TCoE) nos próximos dois anos.

Novos cargos estão sendo criados para atender à demanda por testes

A maturidade do mercado de garantia de qualidade de testes tem feito com que a função se torne uma operação de negócio crítica. Como um número cada vez maior de organizações tem adotado o DevOps e o Agile, vários cargos estão sendo criados para acompanhar a importância e o tamanho do mercado. Cargos que nunca existiram antes, como engenheiros de teste para desenvolvimento de software, estão surgindo, e a demanda por essas posições deve aumentar, à medida que garantia da qualidade se tornar uma área mais essencial para as operações das organizações.

“As disrupções tecnológicas, como a Internet das Coisas (IoT), bigdata e mobilidade, estão levando a transformações de negócios mais rápidas do que nunca. As empresas precisam mudar rapidamente para permanecerem à frente, competir e se adaptar ao novo estilo de fazer negócios”, diz o vice-presidente sênior e gerente geral de gestão de fornecimento de aplicativos da HP Software, Raffi Margaliot. “A pesquisa deste ano destaca o quão rápido os líderes de TI estão respondendo a essas mega tendências, que têm mudado rapidamente nossa indústria, e o que eles estão fazendo para atender à demanda sem comprometer a qualidade das aplicações e a experiência do usuário”, complementa o executivo.

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Fonte: Administradores.com.br

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Certificação digital: mudanças em 2012

Quando for solicitar um novo certificado digital, se for o caso, o usuário deve também verificar se o hardware criptográfico.

Willian Bergamo *

Desde sua instituição, em 2001, a ICP-Brasil tem ganhado notoriedade. Hoje, conta com volume mensal acima de 100 mil certificados digitais emitidos e um total que ultrapassa os 3 bilhões, segundo o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). E isso se deve à disseminação do conhecimento sobre a tecnologia e a possibilidade do uso do certificado digital nos mais variados segmentos do mercado brasileiro, inclusive nas principais esferas de governo.

Sob o ponto de vista tecnológico, uma infraestrutura de chaves públicas, como a ICP-Brasil, beneficia-se da segurança dos inúmeros algoritmos criptográficos – procedimentos matemáticos – gerados em suas resoluções e documentos normativos. No entanto, é importante que esses padrões sejam revistos frequentemente com o objetivo de garantir ainda mais segurança a essa infraestrutura de chaves públicas.

O Comitê Gestor da ICP-Brasil decidiu então seguir um movimento internacional, e atualizar os padrões de algorítmos criptográficos utilizados. E, por meio da Resolução 65, publicada em Junho de 2009, o Comitê Gestor da ICP-Brasil, aprovou a versão 2.0 do documento contendo os novos padrões e algoritmos criptográficos.

Segundo o documento, as chaves assimétricas para o algoritmo RSA a serem utilizadas pelas Autoridades Certificadoras passarão a ser de 4096 bits em vez dos 2048 bits atuais. Já as assinaturas digitais irão acontecer utilizando o novo SHA-512 em vez do SHA-1, utilizado atualmente. Para os titulares dos certificados digitais, também estão previstas mudanças e, nesse caso, serão geradas chaves assimétricas para o algoritmo RSA de 2048 bits, no lugar dos 1024 bits atuais.

Com isso, a partir de 1º de janeiro de 2012, nenhuma autoridade certificadora credenciada pelo ITI poderá emitir certificados digitais utilizando os padrões criptográficos anteriores e a cadeia de certificação antiga. No entanto, os certificados digitais emitidos antes dessa atualização serão válidos até atingirem a data de expiração, o que não torna necessária a substituição até o vencimento.

Diversos pontos deverão ser avaliados em decorrência da operação dessa nova cadeia de certificação. O primeiro está relacionado aos hardwares criptográficos utilizados hoje para armazenar as chaves privadas e o certificado digital dos titulares. Diversos modelos de tokens criptográficos, SmartCards e até HSMs não estão preparados para gerar e armazenar chaves assimétricas de 2048 bits, sendo necessária a sua substituição no momento da renovação do certificado digital do titular.

Quando for solicitar um novo certificado digital, se for o caso, o usuário deve também verificar se o hardware criptográfico, que é utilizado para a geração e o armazenamento da nova chave privada e do certificado digital, está em conformidade com o novo padrão criptográfico adotado pela ICP-Brasil. Alguns fabricantes de smartcards, por exemplo, já inserem uma identificação visual nos cartões para alertar sobre essa compatibilidade.

Por isso, avaliar a compatibilidade das diversas aplicações existentes para assinatura digital dos diversos documentos eletrônicos com esse novo padrão criptográfico é fundamental para garantir que nenhum processo de negócio seja interrompido inesperadamente.

 

(*) Willian Bergamo é gerente de consultoria da Certsign