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ITI pesquisa impacto socioeconômico da certificação digital

O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) está promovendo uma pesquisa os usuários de certificados digitais para medir o“Impacto socioeconômico da certificação ICP-Brasil”.

O questionário, que pode ser respondido pela página do Instituto (www.iti.gov.br), será inserido no relatório de impacto socioeconômico da certificação digital que está sendo produzido em conjunto com a Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

“A ICP-Brasil já tem 12 anos de operação, por isso, é essencial a produção desse relatório para que tenhamos a noção exata das mudanças que estão acontecendo no País por conta da certificação. Possuímos dados e estatísticas, mas precisamos de um estudo mais humanizado”, destacou a a assessora da presidência do ITI, Isabel Santos.

O questionário é composto por perguntas de múltipla escolha. O participante deverá responder de acordo com seu nível de concordância para cada um dos itens. É importante ressaltar que identidade de todos será mantida em sigilo. As respostas serão enviadas ao grupo de pesquisa IGTI da UFSC para elaboração de um relatório final.

 

 

* Com informações do ITI

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Nuvem pública, privada ou híbrida?

Um dos temas mais fortes atualmente em nossa indústria é Computação em Nuvem. Ele ocupa espaço de destaque na agenda de qualquer CIO e as decisões associadas ao tema tem impacto direto não somente na área de Tecnologia da empresa, mas em todas as outras e até mesmo fora da organização. Se você tem procurado resposta para uma ou mais das perguntas abaixo, então muito provavelmente vai se interessar por este post.
  1. Como melhorar a utilização dos recursos computacionais que tenho E reduzir custos?
  2. Como melhorar a performance da infraestrutura atual E garantir um serviço de qualidade?
  3. Como acelerar a implementação de novos componentes de infraestrutura e serviços?
  4. Como garantir continuidade de negócios, resiliência e segurança?
  5. Como acelerar e otimizar a liberação e a implementação de sistemas?
O primeiro ponto que precisa ficar absolutamente claro é que este modelo computacional já é realidade. Em todo o mundo, empresas utilizam a nuvem para as mais diferentes finalidades. Para a grande maioria das empresas, principalmente para as PMEs (Pequenas e Médias Empresas) parece um movimento natural, lógico, migrar seus sistemas para a nuvem.
Quais são as principais características de um ambiente em nuvem?
  1. Recursos “elásticos” – Este é o conceito de que os recursos computacionais podem ser consumidos apenas quando necessário. É possível provisionar mais (ou menos) CPUs, memória, disco ou outro componente qualquer, rapidamente.
  2. Pague apenas o que usar – Sistemas de gerenciamento monitoram o que está sendo consumido e você paga apenas por aquilo que utilizar. É comum em muitas empresas encontrarmos servidores superdimensionados, apenas para atender a momentos de alto consumo como o Natal, por exemplo. Durante todo o resto do ano, esta máquina é subutilizada.
  3. Self Service – A idéia é que os componentes e sistemas sejam consumidos pelos usuários de forma simplificada, no formato de serviços. Quase que como se estivesse escolhendo de um cardápio em um restaurante.
A crescente demanda das empresas por recursos computacionais no início do século impulsionou o crescimento da indústria de TI e fez com que altos investimentos fossem feitos em infraestrutura. Ao final de alguns anos, muitas empresas passaram a administrar complexos centros de processamento de dados. Na maioria das vezes, no entanto, estes recursos eram utilizados bem abaixo de suas capacidades. Neste cenário surgiram conceitos como virtualização, TI Verde e, finalmente, computação em nuvem. Foi quase que uma evolução natural do mercado.
O fator Custo
A manutenção desta infraestrutura incorre em custos e responsabilidades como, por exemplo, refrigeração adequada para os equipamentos, provisionamento de espaço em um centro de processamento de dados e a manutenção de mão-de-obra qualificada. Em muitos casos, a despesa é elevada e faz com que o custo de TI seja considerado um vilão. Sendo assim, o fator “Custo” é, normalmente, o primeiro motivador para que uma empresa comece a analisar a possibilidade de migrar seus sistemas para a nuvem.
O fator Agilidade
Outro fator importante é a necessidade de maior agilidade decorrente do aumento de competitividade global. Cada vez mais, empresas são demandadas a responder mais rapidamenta às mudanças do mercado, sob o risco de perder clientes. E como a área de Tecnologia é um dos fatores críticos para o sucesso de uma empresa, ao fornecer serviços que suportam diretamente sua operação, ela precisa estar preparada para provisionar infraestrutura e sistemas de forma mais ágil. Para isso, os ambientes em nuvem tem muito a oferecer. Grandes provedores como a IBM e a Amazon, por exemplo, tem condições de provisionar recursos computacionais em questão de minutos, com segurança.
Se por um lado não existe muita dúvida com relação a utilização de nuvem, por outro lado ainda existem muitas perguntas a serem respondidas. Já abordamos aqui uma delas, que trata da preocupação do governo ter ou não acesso aos dados armazenados na nuvem.
Uma segunda dúvida é qual modelo deve ser utilizado, se uma nuvem privada, pública ou híbrida. Vamos tentar entender um pouco quais são os principais pontos para nos ajudar a responder a esta questão.
Nuvem pública
Uma nuvem pública é um serviço, compartilhado com outras empresas (e, eventualmente, até com seus concorrentes). Você tem total controle sobre o que você faz, mas não sobre as ações dos demais ao ambiente. Faz pouco tempo ouvi uma analogia interessante. Imagine uma nuvem pública como um ônibus que você pega para ir ao trabalho. Você vai usufruir do serviço prestado mas não pode impedir outros passageiros, por exemplo, de ouvir rádio em um volume que não te agrade. Além disso, se o ônibus não for de uma empresa confiável, você pode enfrentar eventuais problemas de segurança.
É uma solução que tem como foco principal a redução de custos e, portanto, é uma boa alternativa para empresas que tenham um orçamento restrito ou outras prioridades. Pode não ser uma boa solução para empresas que tratem com grande volume de dados confidenciais ou que sejam de indústrias reguladas (Sarbanes-Oxley, por exemplo).
O IBM SmartCloud é um bom exemplo de uma nuvem pública. Nela, um usuário registrado pode consumir diferentes serviços da forma que melhor lhe convier e como melhor se enquadrar em seu orçamento e estratégia. Quando estamos falando de soluções de software, por exemplo, existem mais de 70 ofertas diferentes (IBM SmartClout Software as a Service), uma delas, a IBM SmartCloud for Social Business.
O IBM SmartCloud for Social Business oferece:
  1. Correio eletrônico e agenda,
  2. Sistema de mensagens instantâneas,
  3. Reuniões virtuais (com suporte de áudio, vídeo e compartilhamento de tela),
  4. Colaboração (compartilhamento de arquivos, comunidades, atividades e formulários) e
  5. Edição de documentos colaborativa.
Tudo isso com acesso global via computadores, tablets e smartphones, e a um preço extremamente competitivo e com segurança avançada.
Nuvem privada
Apesar de ser uma excelente oferta, para muitas empresas a nuvem pública não é uma opção. Empresas que atuam em segmentos altamente regulamentados ou aquelas que manipulam frequentemente informações confidenciais tem preocupações adicionais que precisam ser atendidas. Para elas, a opção de uma nuvem privada pode ser a escolha certa.
Conceitualmente, uma nuvem privada é semelhante a sua parente pública. No entanto, todos os seus recursos computacionais estão na empresa, dentro do firewall. A idéia é criar uma nuvem integrando todos estes recursos, compartilhando e virtualizando-os. Desta forma, estamos otimizando o seu uso e fazendo com que toda a empresa possa utilizá-lo de forma facilitada. Da mesma forma que mencionado anteriormente, vai ser necessário definir como os serviços serão prestados, o nível do serviço, monitoramento, como ratear os custos e implementar um modelo de consumo do tipo self service.
As grandes vantagens de uma nuvem privada são:
  1. Um controle total sobre o ambiente (sem o risco de  terceiros oferecerem ameaças)
  2. Alta capacidade de customização
  3. Maior controle sobre o modelo de segurança

As diferenças

Em uma nuvem privada, o limite computacional é estabelecido pela infraestrutura que está implementada na empresa. Já em uma nuvem pública, este limite, em tese, é a capacidade instalada do provedor do serviço. A IBM, por exemplo, tem vários centros de processamento de dados. A capacidade computacional instalada, seguramente, é muito maior do que a que poderia ser implementada em uma empresa.
Outro ponto importante é que, normalmente, os grandes provedores de nuvem pública tem datacenters espalhados em diferentes regiões, às vezes em diferentes países e continentes, oferecendo alta disponibilidade. Para uma empresa comum, é menos provável que ela tenha um site backup ou até mesmo redundância de servidores. O custo deste tipo de ambiente acaba por tornar-se proibitivo para a grande maioria.
O modelo híbrido
Como o próprio nome diz, o modelo híbrido é uma proposta que mantem determinados sistemas na nuvem privada e outros são movidos para a nuvem pública. Sistemas críticos ou que manipulam informações confidenciais, por exemplo, podem ficar hospedados internamente, enquanto outros sistemas, mais comuns, podem ser consumidos em uma rede pública. É como buscar “o melhor de dois mundos”. É claro que não é simples e questões como integração ganham ainda mais importancia. Há que cuidar de integrar diretórios, sistemas e processos. Mas pode ser uma boa solução para empresas que se enquadram no perfil acima.
Conclusão
A computação em nuvem é uma realidade. As questões a serem respondidas são quando utilizar o modelo, em que velocidade e em qual formato. As ofertas evoluiram muito nos últimos anos e os grandes provedores já tem soluções amadurecidas e a um custo competitivo.

Por fim, há que lembrar que em determinadas situações o modelo de nuvem não é indicado. Empresas que tem grande complexidade computacional, que utilizam grande quantidade de tecnologias distintas e de fornecedores diferentes vão ter dificuldades em migrar para o ambiente em nuvem. Tipicamente, este ambiente é indicado em cenários onde a padronização é possível. Ambientes extremamente heterogêneos  são complexos e devem ser tratados de forma diferenciada.

Espero que tenha ajudado a esclarecer algumas dúvidas. Gostou? Quer testar uma nuvem pública? Neste link você pode se cadastrar para um teste sem custos por 60 dias do IBM SmartCloud for Social Business.
Quer simular quais seriam os custos? Utilize este link para ter acesso a uma ferramenta de simulação.

Mais detalhes sobre o IBM SmartCloud neste link.

Twitter: falha foi por erro em cascata em um dos componentes de infraestrutura

O Twitter explicou que a falta de acesso ao microblog que atingiu todos os usuários foi causada por um erro em cascata em um dos componentes de infraestrutura da ferramenta. “Isso não foi devido a um novo hack , ou ao nosso novo escritório, a Euro 2012 e muito menos aos avatares GIF, como alguns têm especulado”, afirmou Mazen Rawashdeh, vice-presidente de engenharia da companhia.

A notícia veio em meio a grupos hackers assumindo a autoria do ataque. O grupo conhecido como UGNazi, por exemplo, afirmou, ser o responsável pela indisponibilidade do site.

Ele explicou que “um “bug cascata” é um bug com um efeito que não se limita a um elemento de software específico, mas sim seus efeitos “em cascata” em outros elementos também”. Segundo o comunicado no blog da companhia, uma das principais características dessa falha é que ela pode, como aconteceu, ter um impacto significante em todos os usuários do microblog. O Twitter afirmou que a falha já foi corrigida e que os usuários podem utilizar o site normalmente.

Na tarde de quinta-feira (21/06), o microblog saiu do ar por mais de uma hora. O problema, que afetou o microblog no mundo todo, começou por volta das 13h30. Às 15h a rede já estava no ar, mas instável.
*Atualizado às 17h53 de 22 de junho de 2012

A crise do euro e seu impacto no Brasil até hoje

Em maio de 2010, a Europa entrou em pleno colapso financeiro. Desde então, a região do mundo lembrada pelos sulamericanos como símbolo de desenvolvimento econômico e cultural passou a ser vista com muita reserva. A desvalorização da moeda mais popular do continente, e suas consequências, como desemprego, greves e protestos, conduziram a chamada zona do euro a uma crise que ainda levará alguns anos para ser sanada e, oito meses depois, ainda tem reflexo nas economias de outros continentes.

O começo

Os grandes vilões da crise foram os problemas fiscais de alguns países da zona do euro. A baixa arrecadação com impostos frente aos altos gastos por parte desses governos deu origem a um descontrole das contas públicas, gerando desconfiança por parte de outros países e investidores.

A primeira suspeita em relação à solidez do euro se deu em 2007, juntamente com o temor em relação à bolha do mercado imobiliário norteamericano. Com a crise de 2008, os governos foram obrigados a injetar trilhões de dólares na economia europeia, agravando os déficits dos países mais afetados e confirmando a suspeita.

Mais tarde, em 2010, uma reportagem do The New York Times revelou acordos do governo da Grécia com o banco Goldman Sachs, visando esconder parte de sua dívida pública. A consequente investigação da Comissão Europeia gerou uma desconfiança generalizada, e o pessimismo atingiu seu auge no mês de abril, quando agências de classificação de risco rebaixaram as notas dos títulos soberanos de Grécia, Espanha e Portugal.

Os mais afetados

Os países em situação mais crítica ficaram conhecidos como o “grupo dos PIIGS”: Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha. Veja detalhes da situação de cada um.

Portugal
Dívida pública: €161,257 bi em 2010 (93% do PIB); €181,547 bi em 2011 (106% do PIB)
PIB em 2010: €172,799 bi (1,89% da economia da zona do euro)
Taxa de desemprego: 12,5%

Irlanda

Dívida pública: €147,988 bi em 2010 (94,9% do PIB); €171,901 bi em 2011 (109,3% do PIB)
PIB em 2010: €155,992 bi (1,70% da economia da zona do euro)
Taxa de desemprego: 14,2%

Itália
Dívida pública: €1,842 tri em 2010 (118,4% do PIB); €1,924 tri em 2011 (121% do PIB)
PIB em 2010: €1,556 tri (16,7% da economia da zona do euro)
Taxa de desemprego: 8,3%

Grécia
Dívida pública: €329,351 bi em 2010 (114,9% do PIB); €356,638 bi em 2011 (165,6% do PIB)
PIB em 2010: €227,318 bi (2,48% da economia da zona do euro)
Taxa de desemprego: 17,6%

Espanha
Dívida pública: €641,802 bi em 2010 (61% do PIB); €733,200 bi em 2011 (67,4% do PIB)
PIB em 2010: €1,051 tri (11,47% da economia da zona do euro)
Taxa de desemprego: 22,6%

Investimentos no Brasil

Como mencionado no início do artigo, é sabido que o cenário europeu vai influenciar por um bom tempo os investimentos no Brasil. De acordo com Paulo Bittencourt, diretor da Apogeo Investimentos, em entrevista para a Infomoney, a crise tem dois pilares fundamentais, sendo o primeiro, financeiro. “Os países em pior situação precisam de um socorro imediato, para que bancos e outras instituições financeiras não entrem em um movimento de cascata”, diz.

Outro ponto é o quanto essa crise afetará a economia real da Europa. “Quando existe um processo de ajuste financeiro, há um peso econômico negativo e a Europa terá de passar por isso. Menos emprego, menos crescimento econômico, tudo isso envolve o bem estar social das pessoas, que sempre foi uma promessa dos governos europeus na unificação. Por isso, há uma frustração entre a população europeia”, afirma Bittencourt.

Com o mercado externo inflacionado e incerto, o diretor da Apogeo recomenda cautela ao investidor. Uma das alternativas é investir em ações que paguem bons dividendos (distribuição do lucro da empresa entre os acionistas minoritários), que costumam ter um desempenho melhor em épocas turbulentas. “Com a bolsa para baixo, a rentabilidade dos fundos de dividendos é melhor do que a média”, afirma.

Recentes alterações trabalhistas e seus impactos para o setor de TI. Dia 09/02