Posts Tagged ‘gerente’

Pegadinhas de tecnologia enganam internautas no dia 1º de abril

Empresas e sites publicam notícias e lançamentos falsos.Veja as melhores piadas noticiadas nesta segunda-feira.

Como já é tradição no dia 1º de abril, sites e empresas de tecnologia pregam pegadinhas nos internautas publicando novidades e lançamentos falsos e absurdos. Confira as melhores piadas noticiadas nesta segunda-feira (1):

Gmail Blue (Foto: Reprodução)
Gmail Blue (Foto: Reprodução)

Gmail azul
O Google anunciou o lançamento do Gmail Blue (azul, em português). “Bonito. Rápido. Poderoso”, escreveu a companhia em uma página sobre o suposto novo serviço (acesse aqui), que deixa todo o Gmail na cor azul.

“Ao tentar trazer o e-mail ao século 21, enfrentamos o desafio de como redesenhá-lo completamente e recriá-lo, mas manter exatamente o mesmo. A resposta é Gmail Blue”, disse Richard Pargo, gerente de projeto, no vídeo (acesse aqui). “É o Gmail, só que azul. A inspiração veio da natureza”, acrescentou.


Google Nose (Foto: Reprodução)
Google Nose (Foto: Reprodução)

Google faz buscas por cheiros
A companhia americana também anunciou o lançamento do Google Nose, um novo serviço de busca por cheiros. “Tente pesquisar no Google por ‘cachorro molhado’ e explorar outros cheiros que as pessoas sentem”, disse o Google (acesse aqui).

“Nós percebemos que havia uma parte importante da experiência de busca que estávamos descuidando”, disse Jon Wooly, gerente de produto, no vídeo. Com 15 milhões de cheiros no banco de dados, o serviço ainda em fase de testes permite que o usuário digite palavras-chave para sentir aromas.


Twttr (Foto: Reprodução)
Twttr (Foto: Reprodução)

Twitter começa a cobrar por vogais
O Twitter anunciou neste 1º de abril que começará a cobrar os usuários pelo uso de vogais. “A partir de hoje: todo mundo pode usar nosso serviço básico, o Twttr, mas apenas com consoantes. Por US$ 5 por mês, você pode usar o nosso serviço premium “Twitter”, que inclui também vogais”, escreveu a companhia (acesse aqui).

De acordo com o microblog, a decisão de eliminar vogais tem o intuito de incentivar uma forma “mais eficiente e densa de comunicação”. “Vemos também uma oportunidade para diversificar a nossa receita”, disse o Twitter.


YouTube (Foto: Reprodução)
YouTube (Foto: Reprodução)

Google fecha o Youtube
No domingo (31), o YouTube anunciou, por meio do seu blog oficial, que iria encerrar suas atividades a partir da meia-noite.

Quando o site foi criado, em 2005, os fundadores queriam inventar uma maneira de chamar as pessoas para participar de um concurso para encontrar o melhor vídeo, de acordo com a companhia.

“Quase oito anos depois, com 72 horas de vídeos carregados a cada minuto, finalmente temos conteúdo suficiente para encerrar a competição. Começamos o processo para selecionar um vencedor e, a partir da meia-noite, iremos fechar o site para inscrições”, disse o YouTube. “Finalmente é hora de escolher o vencedor” (acesse aqui).

Anúncios

HP lança switches e fortalece linha de produtos de rede definida por software

SDN, da sigla em inglês, utiliza padrão aberto OpenFlow para fazer a integração entre estes equipamentos e roteadores

A HP anunciou nesta semana, durante a Interop Las Vegas, sua estratégia para rede definida por software (Software Defined Networking, ou SDN), um conjunto emergente de padrões e tecnologias que querem automatizar e simplificar as redes com interfaces de programação mais fáceis. Por esse motivo, a fabricante informou que sua família de switches 3800 agora suporta OpenFlow, padrão que permite a integração entre estes equipamentos e roteadores. A companhia também anunciou um controlador virtual e aplicações SDN para segurança e balanceamento de carga.

“Isso é virtualização de rede”, disse Bethany Mayer, vice-presidente senior e gerente geral da HP. “E não são apenas APIs de baixo nível. É um único ponto de controle para a infraestrutura usando OpenFlow para provisionar e modificar a forma como os pacotes são encaminhados dentro da infraestrutura. E oferecemos APIs abertas para suportar aplicações que estamos desenvolvendo.”

Bethany  diz que a visão da HP engloba três níveis principais para SDN: a infraestrutura, um controlador e aplicações. No nível de infra, a HP agora suporta o OpenFlow na seguintes famílias de switches: 8200, 5400, 3500, além do anúncio desta semana, a 3800.

No nível do controlador de camada, a companhia anunciou o Virtual Application Networks SDN Controller. Com disponibilidade geral antecipada para 2013, ele virá como um appliance ou software. Ele funciona como um link crucial na cadeira de SDN, já que automatiza as configurações de rede a um aponto, e expõe as APIs para rede e aplicações de negócios na outra.

Falando em aplicações, foram dois anúncios (atualmente em estágio beta) desenhados para rodar no ambiente de redes definidas por software. A aplicação HP Virtual Cloud Networks é direcionada a provedores de serviços. É desenhada para permitir que clientes dos provedores provisionem para si mesmos um ambiente de cloud. A outra é a aplicação HP Sentinel Security, que automatiza controle de acesso a redes e prevê invasão. A HP diz que a rede de televisão HBO está rodando um teste beta para a aplicação de segurança.

A HP também apresentou uma gama de serviços para ajudar consumidores na transição para o ambiente de SDN, incluindo um serviço de avaliação e provisionamento da base e uma prova de conceito de serviço SDN . “Você pode ter uma rede existente e rolar isso pelo topo”, explicou Saar Gillai, vice-presidente e gerente geral de Cloud Networking e CTO do Grupo de Tecnologia Avançada da HP Networking. “Não vemos as pessoas jogando fora tudo o que têm e colocando um controlador no topo. Vemos as pessoas integrando [SDN]”.

Outras também

O conceito de SDN atingiu o ambiente de redes e a maior parte dos fabricantes anunciaram  produtos relacionados a isso. Por enquanto, a NEC oferece tanto switches quanto controladores adaptados a OpenFlow, e a companhia tem uma parceria com a IBM para trazer mais produtos ao mercado. A IBM também oferece switches que suportam OpenFlow, incluindo os modelos RackSwitch G8264 e G8264T.

Claro que a Cisco também apostou no tema e anunciou em junho a estratégia de SDN chamada de Open Network Environment, ou ONE. Um componente chave é o Cisco onePK, uma série de APIs e SDKs para desenvolvedores. A companhia também anunciou software de controle, que chegará agora, no quarto trimestre de 2012.

Diferentes estratégias

Bob Laliberte, analista sênior da Enterprise Strategy Group, disse que as estratégias da HP e da Cisco são muito diferentes. “A HP está buscando uma aproximação OpenFlow. A Cisco está apenas planejando um switch adaptado ao OpenFlow e criando controlador para que universidades o experimentarem.

Enquanto os fabricantes estão se posicionando para ter um atendimento SDN, clientes estão adotando uma postura de “esperar para ver”. Por enquanto, 48% dos profissionais de TI se dizem familiarizados com o movimento, segundo pesquisas da InformationWeek EUA. Quando questionados sobre as principais barreiras da adoção, as duas principais respostas são falta de maturidade do produto e confusão sobre as estratégias de fornecedores.

Como a Nestlé gerencia sua área de TI

Gerente-executivo da companhia conta como a empresa, que não possui a tecnologia como núcleo de negócio, lida com o tema

Cesar Almeida, gerente-executivo de Tecnologia da Informação da Nestlé Brasil
César Almeida, gerente executivo de TI / Nestlé Brasil

..

Hoje em dia, mesmo uma empresa que não possui a tecnologia como “core business” precisa estar ligada às tendências e aberta a inovações se quiser concorrer de igual para igual no mercado. A Nestlé, empresa mundial de alimentos e nutrição, não foge desta regra.

A companhia investe pesado em inovação, e apenas neste ano, anunciou uma aplicação de R$ 60 milhões na unidade de Carazinho (RS), que terá uma nova linha com alta tecnologia para desmineralizar o soro líquido e exportar produtos lácteos para toda a América Latina. No ano passado, a Nestlé injetou quase R$ 500 milhões nas fábricas do Brasil para fomentar a tecnologia e inovação.

Além dos investimentos pontuais em fábricas, a empresa mantém 29 instalações em todo o mundo dedicadas à pesquisa e desenvolvimento, onde cerca de cinco mil pessoas usam a tecnologia para criar soluções alimentares. Se em 1866 a companhia suíça iniciou seus negócios com apenas um produto – a farinha láctea -, atualmente ela é responsável pela produção de mais de 140 itens como chocolatados, biscoitos, cafés, cereais, cereais matinais, águas, chocolates, culinários, lácteos, refrigerados, sorvetes, produtos à base de soja, petcare e outros.

Segundo Cesar Almeida, gerente-executivo de Tecnologia da Informação da Nestlé Brasil, a companhia utiliza a tecnologia em diversos setores como diferencial competitivo e acredita que o conhecimento na área deve estar focado na evolução contínua no ambiente de trabalho. Em entrevista ao Olhar Digital, o executivo conta como a gigante de alimentos gerencia seu setor de TI, quais tecnologias estão sendo adotadas pela companhia na parte administrativa e qual o perfil que um profissional responsável pela área deve ter.

Como a Nestlé avalia a importância da tecnologia dentro do seu negócio?

A Nestlé entende a importância da tecnologia e a utiliza como diferencial competitivo. Cada vez mais temos  processos que agilizam nossa tomada de decisão e garantem a integridade e veracidade das nossas informações. É importante aplicarmos todo esse conhecimento tecnológico sem modismos e com foco na evolução contínua de nosso ambiente de trabalho como um todo. De uma forma geral todos os setores utilizam a tecnologia, mas podemos destacar vendas, finanças, supply chain [cadeia de suprimentos] e técnica.

Atualmente quais são as tecnologias que a empresa utiliza?

Estamos utilizando ERP para gestão dos negócios e temos iniciativas em Cloud Computing e virtualização. Mobility é um tema que permanece no nosso radar e estamos buscando soluções que nos mantenham na vanguarda. Normalmente, as plataformas e tecnologias que adotamos são resultado de estratégia mundial, pesquisas e observação de tendências, principalmente de mercado.

Nosso ERP cobre em torno de 75% de nossa necessidade. Temos várias iniciativas nas áreas de fábricas, supply chain [cadeia de suprimento] e vendas, que utilizam soluções específicas de acordo com as  necessidades locais. Podemos destacar o Cognos, na área de Business Warehouse, o CRM [Gestão do Relacionamento com o Cliente] e Modern Trade como algumas soluções adotadas pela companhia. Adotamos o uso dos principais pacotes de softwares de mercado e, quando terceirizamos, procuramos manter o management [gerenciamento] dentro da empresa.

E o gerenciamento de TI, como acontece dentro da empresa?

Temos um CIO mundial, com uma estrutura regional e local. Os reports são localmente hierárquicos e globalmente funcionais. Ainda existe uma área de tecnologia local que acompanha as diretrizes mundiais e é responsável por garantir o suporte adequado ao mercado, incluindo o desenvolvimento para soluções que não são cobertas globalmente.

Como se dá a tomada de decisão de investimento em um grande projeto de tecnologia da companhia?

Primeiro identificamos as necessidades, depois abrimos um PLC (Projetc Life Cycle ou “Ciclo de vida do projeto”, em português), que contém todas as informações importantes, como recursos necessários – humanos e financeiros – ROI [retorno de investimento], tempo de implementação, tipo de tecnologia, entre outros.

E a parte de segurança da informação, como vocês tratam este assunto?

Temos uma equipe com responsabilidade mundial, que atua na definição da estratégia, homologação de ferramentas e criação de guidelines [guias]. Além disso, temos equipes locais, que se encarregam do cumprimento das políticas de uso adequado das ferramentas, bem como da segurança física e atualização periódica dos produtos.

Na sua opinião, como deve ser o perfil do diretor de TI hoje em dia?

Sem dúvida, o foco do profissional deve ser no negócio. É importante o conhecimento técnico e a experiência, mas a Nestlé é uma companhia de nutrição, saúde e bem estar e, com isso, nossa principal atividade deve ser alavancar os negócios com uso apropriado de tecnologia.

Quais as principais características que um diretor de TI precisa ter para manter a empresa à frente?

Precisa, acima de tudo, ser um observador com um olho no negócio e outro no mercado, buscando aculturar a inovação. Precisa ainda assegurar a utilização adequada dos recursos humanos e financeiros na manutenção e melhora contínua de todos os processos.

Cloud computing mudará perfil do profissional técnico

A cloud computing mudará o perfil do profissional técnico de TI. A afirmação foi de José Papo, evangelista técnico da Amazon América Latina. Em entrevista ao IT Web o especialista afirmou que a computação em nuvem não vai tirar empregos, mas sim fazer com que os técnicos desenvolvam habilidades de negócios.

Essa habilidade, que já é considerada como um diferencial para o profissional, passará a ser um requisito básico. Atualmente a transição de pensamento já é incentivada pelas companhias e a nuvem chega para acelerar esse processo. “Hoje o que acontece com a TI é que 80% dos custos e tempo são gastos com infraestrutura e só 20% são gastos com inovação. Quando conseguimos transformar essa meta, o profissional ganha um papel muito melhor, uma valorização dentro da empresa”, explicou Papo.

Essa aceleração se deve à simplificação e à redução de gastos que o modelo traz para as companhias, na opinião de Rafael Saavedra, gerente de marketing e novos negócios da Lumis. “O dilema mudou. Ele passou de build versus buy (construção contra compra) para buy versus rent (compra contra aluguel). Nesse cenário, o posicionamento na área de TI sai do foco do know how (saiba como) para o know why (saiba por quê).”

Mas e quanto ao profissional de infraestrutura, que antes era responsável por tudo que é mandado para a nuvem? Bem, ele terá que tratar de infraestrutura automatizada. “Vai ter aprender a resolver problemas de negócios que antes ele não conseguia por falta de tempo hábil”, explicou Papo. “De novo, ele não vai perder o emprego, porque faltam profissionais no mercado.”

Segundo os especialistas, a nuvem não veio para subtrair e sim para somar. E nisso se incluem os desenvolvedores, que terão o trabalho simplificado com a chegada do modelo. “O desenvolvedor pode focar mais no negócio e não tanto onde as suas aplicações vão ficar. Você não tem que mais pensar em detalhes profundos e pode focar no negócio”, afirmou Papo.

Como trabalhar na nuvem

 

O novo desafio que chega para os profissionais técnicos nas diversas áreas da TI, na medida em que as empresas adotam a nuvem, é saber lidar com a escalabilidade. Papo aponta que a tendência é que o pensamento passe a ser desenvolvido em sincronia com a cloud computing.

“Por causa da escalabilidade falamos muito em perfis profissionais focados em cloud, mas com o tempo esse pensamento será gerado de forma mais natural”, finaliza.

Para quem quiser testar e aprender a lidar com a nuvem, a Amazon, que completa seis meses de Brasil, tem uma oferta gratuita de dois servidores para um ano inteiro.

RIM quer 50 mil desenvolvedores de apps ativos até o fim do ano

Angel Aldana, da RIM: queremos os desenvolvedores

Angel Aldana, da RIM: queremos os desenvolvedores

A Research In Motion passou por muitos questionamentos desde o último ano por conta de sua estratégia no mercado móvel e de sua plataforma considerada como pouco amigável para o mercado open source. Mas com o atual QNX, presente em seu tablet Paybook e que é uma prévia da plataforma BlackBerry 10, a companhia pretende reverter esse estigma e aposta forte nos desenvolvedores e no conceito de aplicativos amigáveis, mais flexíveis e menos “quadrados” verificados no ambiente corporativo. E o objetivo é claro: até o fim do ano, a companhia quer 50 mil programadores ativos em sua base.

As informações foram passadas nesta terça-feira (27/03) durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo, capital, pelo gerente sênior de Alianças para América Latina, Angel Aldana. O executivo explicou ao IT Web que, atualmente, a companhia possui 330 mil desenvolvedores cadastrados em âmbito mundial, mas que apenas uma pequena parcela – a qual não foi precisada – está ativa e produzindo apps para a loja online da empresa. Aldana não detalhou, tampouco, qual o tamanho da comunidade open source da RIM no Brasil, mas garantiu que esses profissionais “representam a maior parcela da América Latina”.

A ideia da RIM é mostrar-se um lugar “acolhedor”, e rentável, para o desenvolvedor de aplicativos. De acordo com Aldana, 13% dos desenvolvedores da plataforma recebem US$ 100 mil por ano com a venda de aplicativos. Cerca de 90% dos downloads são gratuitos, ante 10% pagos.

Para aumentar o apelo de sua App World – que até então carregava o estigma de apps menos divertidos – em outubro de 2011, a companhia informou que passaria a aceitar aplicações do então Android Market, atual Google Play.

Dominante como fornecedora de smartphones, com sua linha BlackBerry, para o ambiente corporativo, a companhia se viu ameaçada com a recente explosão do conceito de consumerização, que resultou na invasão de smartphones e tablets pessoais.   A ideia era aumentar o número de apps disponíveis, que segundo informações da época, era de três mil.

Parece que deu certo. O processo, segundo o executivo, é extremamente facilitado e cerca de 15 mil apps já foram inseridos. O tipo de software mais famoso a entrar no ambiente, explicou, são games. “Aplicativos que são mais complexos, que precisem de integração com GPS e câmera, por exemplo, não são compatíveis. O foco são apps simples e rápidos”, explicou.

Além disso, para ganhar competitividade, o Playbook roda aplicativos em HTML5, Adobe Flash e C++. “Sabemos que 70% dos sites mais acessados da web são em Flash”, contextualizou Renato Renato Martins, gerente de contas estratégias da fabricante.

 

Integração até o fim do ano

O QNX é a base para o sistema operacional do tablet Playbook, que recentemente foi atualizado para a versão Playbook 2. A plataforma é completamente diferente da utilizada no smartphone BlackBerry.  Com a introdução do BlalckBerry 10, que deve chegar até o final deste ano, a ideia é integrar esses dois ambientes e, consequentemente, sua loja de aplicativos.

Por outro lado, desenvolvedores terão o trabalho de migrar seus apps, com grande parte feita com base em Java, para HTML5. “Temos cerca de 60 mil aplicativos para BlackBerry e a maioria está em Java”, concordou Aldana.

No meio deste turbilhão, antes da chegada do tão esperado BlackBerry 10, o Brasil receberá o BlackBerry 7.1, última versão do sistema operacional da RIM para smartphohes, no segundo semestre deste ano.  A plataforma seguinte, a BlackBerry 10, será lançada mundialmente no fim do ano, devendo chegar ao País na sequência.

Dez maneiras de ser um gerente mais consciente

Autor: Pablo Aversa

Colunista: Pablo Aversa

Um dos maiores erros que gerentes de sucesso cometem é pensar que têm todas as respostas. Sejamos francos: quando você acumula em sua bagagem uma quantidade suficiente de sucessos e fracassos, além de um bocado de cabelos brancos, é uma tendência natural investir mais do seu tempo falando do que escutando.

Essa é uma armadilha na qual nenhum de nós deveria cair. Posso parecer algumas vezes cético em relação a alguns “gurus” que tratam do tema liderança – especialmente os do tipo acadêmico –, mas estou sempre à procura de pessoas que, como eu, têm experiências reais no mundo corporativo e uma inclinação a compartilhá-las com os demais.

David Shedd parece ser um desses caras. Num post no site Business Insider, ele compartilha alguns conselhos excelentes sobre como motivar e engajar funcionários, o que basicamente deriva de três fatores-chave:

• Alinhamento do funcionário com as metas e a visão da empresa;

• A fé do funcionário na competência da liderança e no seu compromisso de transformar em realidade as metas e a visão;

• A confiança dele de que seu supervisor direto vai apoiá-lo e ajudá-lo a ter êxito.

Shedd, em seguida, aponta 14 sinais verdes e vermelhos de gestão que ajudam a concretizar essas três metas e engajar a sua equipe. Eu destaco os dez que fazem um baita sentido para mim:

1. Não envie mensagens ambíguas aos seus funcionários, de modo que eles nunca saibam qual é a sua posição. Nada pior para as pessoas ficarem correndo em círculos, como se estivessem atrás do próprio rabo, do que dizer uma coisa hoje e o contrário no dia seguinte. Seja claro e consistente.

2. Não faça a sua equipe de besta. Seja genuíno e direto. Se a liderança estabelece uma direção com a qual você não concorda, explique que você nem sempre concorda com eles, mas que, como você não é o chefe, essas são as regras do jogo. É o chamado “Discorde, mas comprometa-se”, que é bastante efetivo no mundo corporativo.

3. Não aja mais preocupado com o seu próprio bem-estar do que com qualquer outra coisa. Um comportamento egoísta inspira o mesmo na sua equipe.

4. Não evite assumir a responsabilidade por suas ações. Tornar-se responsável é a única maneira crível de fazer com os outros se façam responsáveis também.

5. Não tire conclusões precipitadas sem primeiro checar os fatos. Líderes maduros nunca reagem com base num único dado ou evento. Tudo o que se consegue é fazer com que os demais entrem em pânico e comecem a culpar uns aos outros.

6. Faça o que disse que ia fazer, no momento em que você disse que ia fazer. Não sei se ficou claro, mas a mensagem é a seguinte: alinhe discurso e prática. Isso é o que constrói credibilidade e confiança em você como líder e na sua equipe como um time.

7. Retorne ligações e e-mails. Nestes tempos de comunicação excessiva, não dedicaria todo o tempo respondendo a tudo, mas quando se trata de algo importante, comunique-se, quando possível, em tempo real.

8. Admita seus erros… e assuma a culpa pelos fracassos. Não há melhor forma de aprender e ensinar. É fracassando que crescemos e amadurecemos.

9. Reconheça sua equipe e apoie publicamente seus funcionários. Isso não significa destruir sua própria credibilidade, enganando a liderança ou agindo como se o seu time fosse perfeito. Mas, sempre e quando eles fizerem o trabalho ou superarem as expectativas, propagandeie.

10. Pergunte e ouça. Não é preciso dizer mais nada, certo?

Em suma, lembre-se de que o dia em que parar de escutar e aprender é o dia em que você vai parar de crescer como gestor, como líder e como ser humano
Fonte: Dez maneiras de ser um gerente mais consciente | Portal Carreira & Sucesso