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Ministro diz ser viável levar fibra para 90% dos municípios em 4 anos

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Atualmente, apenas 47% das cidades brasileiras recebem sinal de fibra, ou seja, menos da metade do País

Não é novidade o desejo do governo de levar rede de fibra óptica para 90% dos municípios brasileiros, algo que estaria dentro do plano Banda Larga para Todos. Atualmente, apenas 47% das cidades do País contam com fibra chegando e como diz o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, isso não significa que ela esteja espalhada pela cidade. Ao retomar o assunto durante um fórum da International Telecommunications Society (ITS), no Rio de Janeiro, Bernardo voltou a usar a metáfora de que a situação atual seria como dizer que metade dos municípios não contam com estrada asfaltada.

“Queremos conectar 90% dos municípios brasileiros – na verdade, todos que forem viáveis – com fibra óptica, nos demais, usaremos outras tecnologias. No interior da Amazônia seria inviável até do ponto de vista ambiental. Queremos também ampliar a rede urbana de banda larga ultrarrápida, trabalhando com uma meta de 45% dos domicílios em quatro anos. Até 2018, queremos dobrar o número de acessos à banda larga e fazer a velocidade sair de 5,5 Mbps para 25 Mbps”, declarou o ministro.

Questionado sobre a viabilidade das metas, em especial a de levar fibra para 90% dos municípios brasileiros, Bernardo reforçou que acredita na possibilidade, sobretudo, porque o próprio governo deve bancar parte do projeto. Embora diversos valores tenham circulado quando se toca no assunto, o ministro calculou que com R$ 10 bilhões já seria possível executar tal tarefa.

“É viável fazer isso, falamos em R$ 50 bilhões se somar meta de conexões urbanas, para levar fibra e renovar algumas, calculamos algo perto de R$ 10 bilhões. O governo vai colocar dinheiro, mas nós não pretendemos pagar a conta sozinhos”, confirmou. Uma das possibilidades que Bernardo enxerga de subsídio seria por meio de uma espécie de leilão reverso. Assim, levaria o projeto em determinada região, sobretudo, aquelas com menor potencial de receita, o provedor que demandasse menos subsídio.
Fonte: IT FORUM 365
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Interior do Norte e Nordeste podem receber banda larga de alta velocidade

 

A Telebras e a Tim assinaram nesta terça-feira contrato de permuta de infraestrutura de 2.208 km de fibras ópticas, que tornará possível o fornecimento de banda larga de alta velocidade em locais remotos e no interior do Norte e Nordeste. O acordo também prevê melhorias de rede no Sudeste do País.

A Tim cederá à Telebras fibras ópticas no chamado linhão, que liga Tucuruí, no Pará, a Manaus, no Amazonas, e Tucuruí-Macapá. Já a Telebras cederá à Tim trechos de fibra óptica em áreas estratégicas das regiões Norte, Sudeste e Nordeste, nos trechos de Belo Horizonte–Vitória, Tucuruí–Belém, Teresina–Juazeiro-Petrolina-Paulo Afonso.

“O plano industrial da Tim projeta que até 2016 serão 65 mil km de fibra óptica no País”, explica Rodrigo Abreu, presidente da companhia no Brasil.

Os trechos serão cedidos sem qualquer forma de transmissão de sinais de comunicação nos respectivos cabos ópticos, cabendo à empresa que irá receber a estrutura a responsabilidade de iluminação da fibra e prestação do serviço.

Telebrás compartilhará fibra ótica de estatais do setor elétrico

Acordos entre as companhias foram fechados em fevereiro, mas ainda aguardavam a anuência da Aneel

A Telebras está autorizada a usar as redes de fibras óticas das empresas estatais do setor elétrico para a transmissão de dados no âmbito do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou na quarta-feira (25/05) os contratos de cessão firmados entre a Telebras e as estatais Furnas, Chesf, Eletrosul e Eletronorte. Os acordos entre as companhias foram fechados em fevereiro, mas ainda aguardavam a anuência da agência reguladora.

De acordo com a Telebras, o valor dos contratos para este ano chega a R$ 3 milhões, com carência de seis meses, e prevê o aluguel das redes de fibra ótica instaladas nas linhas de transmissão de energia. A Telebras vai pagar R$ 931,4 mil para a Eletronorte, R$ 1,3 milhão para a Chesf e R$ 873,9 mil para Furnas. O contrato com a Eletrosul não prevê pagamento de aluguel este ano porque a rede da empresa só deverá ser usada no fim de 2011. Todos os contratos têm validade de dez anos.

A Telebras também assinou contrato para uso das fibras óticas da Petrobras. A previsão é concluir em junho o primeiro trecho da rede nacional de telecomunicações (backbone) que atenderá o PNBL. São 377 quilômetros de fibras óticas instaladas nas redes de transmissão de Furnas, entre Brasília a Itumbiara, em Goiás.