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A Sony lançou e o Olhar Digital testa a Android TV


Antes de tudo: eu não fã das Smart TVs. Em geral, elas têm uma interface incômoda para navegação com o controle remoto, ou utilizam câmeras e sensores que podem (ou devem) incomodar aqueles que são mais preocupados com sua privacidade. Além disso, aplicativos tendem a ser esquecidos pelos desenvolvedores, resultando, em geral, em uma experiência ruim.

Não há recurso em uma Smart TV que não possa ser reproduzido em uma TV “burra” com um Chromecast ou um console de videogame. Por isso, a TV perfeita para mim seria uma tela com várias entradas HDMI.

Dito isso, chegaram agora ao Brasil, pelas mãos da Sony, as primeiras televisões com o sistema Android TV, com resoluções variando entre o 1080p e o 4K. Você pode conferir os detalhes neste link. Isso muda de alguma forma a minha visão sobre Smart TVs? Mais ou menos.

Reprodução

A iniciativa do Google é importantíssima para calar críticas como as minhas, unificando a bagunça que são os sistemas operacionais para TVs conectadas. Fabricantes de televisores normalmente são boas com hardware, mas sofrem para criar uma experiência boa de uso com software.

Ao colocar o Android em uma TV, a fabricante ganha uma vantagem: uma plataforma única, de uma empresa especializada em software, que facilita a vida de desenvolvedores para que eles tragam seus aplicativos e, principalmente, os mantenham atualizados.

A proposta é parecida ao Android mobile. Abrir o software para que haja muitos aparelhos com um volume suficiente de usuários, tornando, desta forma, a plataforma atraente para que o suporte aos apps aconteça por um longo prazo. Chega de aplicativo da Netflix que ainda não suporta perfis diferentes de uso, por exemplo.

Assim, é preciso desviar dos problemas da plataforma em outros dispositivos. Sim, o sistema trava em celulares trava quando não há especificações mínimas para que o sistema rode com fluidez. Por isso o Google diz que as fabricantes parceiras precisam atender a uma lista de requisitos para poder usar o Android TV. No caso dos televisores da Sony apresentados nesta quarta-feira, estes requisitos são atendidos com folga. Mesmo assim, ainda vimos alguns jogos mais pesados apresentando alguma lentidão; a justificativa da Sony foi que os aparelhos mostrados estavam com software protótipo.

Mas e a usabilidade?
Sobre a experiência de uso do Android nas telonas: é interessante como o Google conseguiu tornar as buscas de voz e o Google Now uma experiência central de um televisor. Você pode usar para pesquisar filmes. Você pode usar para procurar jogos. Você pode usar para encontrar novos aplicativos. Você pode usar para perguntar a previsão do tempo.

Sim, a previsão do tempo. O Google não quer apenas sugerir conteúdo, mas quer solucionar suas dúvidas com relação ao cotidiano também, mostrando também cards do Google Now em breve. A longo prazo, a proposta da empresa é transformar a TV numa central de controle da casa conectada, então seus planos vão bem além de apenas exibir vídeos. E isso pode ser feito pelo microfone do seu celular.

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Como o Google se especializou em pesquisas ao longo dos anos, ele tornou a ferramenta o pináculo da experiência do Android TV, e elas funcionam muito bem. Se você quiser, pode pesquisar, com sua voz, o nome de um ator, e serão listados os filmes que tem sua participação. Também é possível procurar por um filme. Mas isso é muito básico. Procure por “Filmes indicados ao Oscar em 2015”, e você receberá uma lista de filmes candidatos ao maior prêmio da indústria cinematográfica. Isso é algo que nenhuma Smart TV comum conseguiria fazer.

O Google Play é outra parte importante do sistema, com os filmes e seriados do serviço, as músicas e, por que não?, os jogos. Sim, é possível instalar jogos, embora nem todos os games do Android estejam disponíveis para encher a telona das Smart TVs, e utilizar um joystick Bluetooth para controlá-los, quando possível.

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Vale a pena?
Voltando ao início do texto: eu não gosto de Smart TVs. Mas há quem goste, e para estas pessoas o Android TV parece bastante recomendável, porque soluciona boa parte até mesmo das minhas críticas com as TVs conectadas. O que foi possível ver de seu funcionamento pareceu uma experiência agradável e simples, com refinamento de software incomum, algo que só uma companhia especializada pode fazer.

O problema é preço. Não há nenhum outro televisor no mercado além dos da Sony, que dá uma estimativa de valor entre R$ 5 mil e R$ 18 mil, mas os números são referentes aos modelos 4K. As TVs de 1080p devem ser mais baratas e, portanto, mais adequadas à realidade do bolso brasileiro.

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Fonte: Olhar Digital

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Geração X vs Y: alguns dados curiosos com relação a trabalho e colaboração.

Geração Y

Durante o Cisco Live, que aconteceu em Cancún, no México, entre os dias 03 e 06 de novembro, a empresa de telecomunicações divulgou um estudo chamado Cisco Connected World Technology Report. Nele, profissionais da geração X (31-49 anos) foram confrontados com os da chamada geração Y (18-30 anos) em questões relacionadas à colaboração e ao ambiente de trabalho. Os resultados foram bastante interessantes, principalmente quando se leva em conta a diferença cada vez menor entre a opinião dessas duas gerações. Antes vistos como mais “liberais”, os Millenials se mostraram até mesmo mais conservadores que seus colegas mais velhos em algumas questões. Para dar alguns exemplos, quem imaginaria que uma maior parcela da geração Y prefere notas em papel do que a geração X? Ou então, que mais pessoas da geração Y se sentem mais à vontade e mais concentrados em um escritório do que em home office? Só para completar esses dados curiosos, mais pessoas da geração X (70%) estão mais à vontade em misturar trabalho e lazer do que a geração Y (55%), jogando por terra aquela história de que, quanto mais novo, mais essa barreira entre profissional e pessoal deixa de existir. Ainda assim, a nova geração se considera mais “ligada no trabalho” quando se trata de eficiência e multitarefa.

Multitasking ou Supertasking?

Um outro conceito discutido no relatório é o de “multitasking”. “Multitasking é quando a pessoa pensa que está fazendo várias coisas ao mesmo tempo, enquanto o supertasking é quando a pessoa efetivamente consegue realizar várias tarefas simultaneamente”, explica Pedro Suarez, Desenvolvedor de Negócios e Vendas da Cisco América Latina.

Hoje, o “supertasker” é o funcionário mais desejado entre as corporações e 40% dos profissionais, seja da geração X ou Y, se consideram assim. Cerca da metade dos profissionais acredita que o modelo supertasking de trabalho torna um indivíduo mais produtivo. Da mesma forma, profissionais de RH (62%) acreditam que os supertaskers aumentam a produtividade da empresa sendo que quase 2/3 dos entrevistados acreditam que até o ano de 2020, Supertasking será a qualidade mais procurada por suas empresas.

O futuro do RH no ambiente de colaboração, home office e novas gerações

Quase 6 em cada 10 profissionais de RH estariam dispostos a contratar um candidato entrevistando-o apenas por videoconferência, e grande parte dos profissionais de RH (40%) acredita que as habilidades pessoais são mais importantes para os gerentes de contratação quando se busca preencher cargos iniciantes.

Quando o assunto é horário de trabalho, mais da metade dos profissionais (tanto geração X quanto Y) afirma que está disponível e pode ser acessada para trabalho 24 horas por dia, 7 dias por semana, seja por email ou por telefone.

Ainda sobre esse assunto, o horário de trabalho flexível está em ascensão: cerca de 1/4 dos profissionais já trabalha dessa forma, ou até mesmo em casa. O curioso, aqui, é que mais de 4 em cada 10 profissionais da geração Y (maior porcentagem do que na geração X) acreditam ser mais focados e produtivos quando estão no escritório.

Flexibilidade é importante, mas não mexa no meu salário!

Em geral, os profissionais não estão dispostos a aceitar um corte salarial em troca de maior flexibilidade no trabalho (apenas 35% da geração Y e 34% da geração X topariam isso). Embora o salário seja o fator mais importante para a maioria, a flexibilidade para definir a sua própria agenda ou os recursos para trabalhar remotamente foram apontados como o fator mais importante para 1 a cada 5 profissionais das gerações X e Y.

O relatório foi feito com base em entrevistas com 1388 profissionais de 18 a 30 anos (Geração Y), 1524 profissionais de 31-50 anos (Geração X) e 827 profissionais de RH de 15 países diferentes, incluindo o Brasil. Veja o estudo completo aqui.

Abaixo, um infográfico com algumas informações curiosas do Connected World Technology Report.

cisco

Fonte: Canaltech Corporate