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Com novas tecnologias, vagas em TI são ocupadas por profissionais com outras formações

Com descentralização do orçamento e necessidade da tecnologia sendo inerente a todos os departamentos, tendência é de TI permear a empresa como um todo

Um dos movimentos que despontam a respeito do CIO e sua equipe é a descentralização de orçamento do departamento de TI para outras áreas da empresa.  Esse movimento, aliado à introdução de novas tecnologias, cada vez mais sociais, faz com que cargos da área passem a ocupados não somente por profissionais com formação técnica, mas também em cursos de outras profissões.

O estudo Antes da TI, a Estratégia 2012 – realizado pela IT Mídia (detentora do IT Web) com empresas que compõem a lista das mil maiores do Brasil – indica que 20% dos respondentes classificam seus orçamentos da seguinte maneira: “A TI tem liberdade para adquirir itens de infraestrutura, mas as áreas usuárias é que decidem pelas soluções que terão impacto em seus processos”. Além disso, 28% indicam que o departamento “atua como influenciador técnico, mas a aprovação depende de outra instância na empresa”. Outros 52% ponderam que “dentro do orçado, a TI tem liberdade para adquirir produtos e serviços que julgar mais adequado”.

A descentralização também do perfil profissional foi pontuada durante a produção da reportagem “Empregos em TI: as áreas que vão bombar em 2013”, que entrevistou especialistas de duas instituições de ensino – Faculdade de Tecnologia Fiap, sob o nome do coordenador de cursos tecnológicos, Leandro Rubim Freitas, e da  BandTec, com o porta voz Maurício Pimentel – e da empresa de recursos humanos especializada em TI Desix, com o sócio André Assef.

De acordo com os especialistas, o movimento é de a área de TI não somente servir os demais departamentos, mas ser um “agente infiltrado” em cada departamento. Se a previsão é de que a internet tenha, em um breve futuro, a importância conquistada em nosso dia a dia como hoje tem a eletricidade, a separação das áreas será cada vez mais sutil.

Veja, abaixo, as profissões que tendem a compor as equipes envolvidas em tecnologia:

  • Comunicação: comunicar-se com o público interno e externo via intranet, redes sociais corporativas ou redes sociais para atender aos clientes já se consolidou como um papel desempenhado por profissionais de comunicação, como marketing e jornalismo
  • Ciências sociais: pensar redes sociais fica complexo demais sem a ajuda de profissionais com extenso conhecimento nas relações humanas
  • Saúde: desenvolvedores de software com alguma formação em saúde são essenciais para a produção de programas que atendam bem a essa área que tem iniciado processos de altos investimentos em TI.
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Servicedesk em pequenas organizações

04 passos para adotar as boas práticas de servicedesk segundo a ITIL V3 em pequenas organizações

 

empresas pequenas

O servicedesk de TI é a função que, dentro da organização de TI, tem o objetivo de atuar como Ponto Único De Contato – PUDC (do inglês Single Point Of Contact – SPOC) entre o usuário e o departamento de tecnologia da organização.

Por envolver diversas ferramentas, recursos e habilidades, muitas vezes imagina-se a inviabilidade de adotar as boas práticas do servicedesk de TI em empresas de pequeno porte. Mas será mesmo que não existe nada que possa ser adotado para pequenos departamentos de TI?

Este artigo tem o objetivo de oferecer uma orientação de adoção de algumas boas práticas de servicedesk de TI, mesmo para departamentos onde existem 05 ou menos profissionais de tecnologia. Espero que seja útil!

Passos para adotar servicedesk de TI em pequenas organizações:

Passo 01
Defina os meios de comunicação para solicitar a abertura de atendimentos para o departamento de TI. Acorde com a organização um único número de telefone/ramal; um único e-mail e quantos mais canais considerar importante. Mas cuidado: garanta que apenas estes canais formalmente acordados estão sendo utilizados para registrar incidentes e requisições para o departamento de TI. É preciso definir o ponto único de contato.

Passo 02
Defina com sua equipe de TI qual meio utilizará para registrar os incidentes e requisições. Não importa se será utilizada ferramenta livre, paga, ou mesmo um planilha, todos os incidentes e requisições devem ser registrados com esta ferramenta padrão.

Passo 03
Crie um rodizio com os profissionais de TI, que devem se revezar no primeiro nível de atendimento. Já que, provavelmente, não existem recursos suficientes para manter profissionais específicos para o primeiro nível, a proposta é que eles se alternem em períodos semanais ou quinzenais. O importante é que em cada período determinado, exista apenas uma pessoa responsável por receber as ligações/contatos, registrá-las, categorizar, solucioná-las ou escaloná-las para o profissional/equipe adequada.

Lembre-se que isto não significa que o profissional responsável temporariamente pelo primeiro nível não executará outras atividades. Em empresas pequenas, provavelmente ele terá intervalos entre as ligações/contatos que podem ser aproveitados para outras atividades. O grande ganho com esta prática será o menor nível de interrupção dos demais profissionais.

Passo 04
Monitore o desempenho do primeiro nível, usando indicadores como:

  • percentual de incidentes e requisições solucionados no primeiro nível;
  • tempo médio de solução de incidentes no primeiro nível;
  • número de incidentes de primeiro nível solucionados por técnico/profissional;
  • percentual de incidentes e requisições classificadas incorretamente.
Com o tempo, é possível que melhorias no atendimento sejam notadas, sobretudo em relação ao tempo de resposta para as ligações e melhor aproveitamento dos recursos humanos, que trabalharão de forma melhor organizada.
E você, tem alguma sugestão para trabalhar servicedesk de TI em pequenas organizações? Compartilhe sua experiência com o Portal GSTI!

Adeus, CIO! Bem-vindo, integrador de sistemas

Mike Leach, ex-arquiteto de CRM e aplicações do Facebook, alerta para o encolhimento do departamento de TI afirma que o CIO assumirá cada vez mais o papel de integrador de sistemas.

Mike Leach trabalhou como arquiteto de CRM e aplicações na Facebook  até Agosto e faz um alerta aos seus colegas: o papel do departamento das TI está encolhendo.

Leach comentava sobre o discurso do CEO da Salesforce, Marc Benioff, no evento Dreamforce Salesforce, em São Francisco, que citou dados da Gartner segundo os quais os diretores de marketing vão gastar mais em TI em 2017 do que os próprios CIOs.

“É controverso prever obsolescência do departamento das TI dentro de vinte anos. No entanto, é preciso ao menos reconhecer que a tendência é uma realidade”, disse Leach. “O papel das TI vai re-emergir, mas vai ser mais como integrador de sistema. Será a função principal que as organizações terão de manter e o título de CIO deverá mudar para qualquer coisa como o de gestor de produto”.

O ex-responsável da Facebook acrescenta ainda: “As linhas de negócio vão gravitar para onde eles os líderes de negócio identificarem potencial de sucesso. O departamento de TI precisa de perceber onde essas tendências e oportunidades de sucesso vão ocorrer e tornarem-se uma influência na direção para onde o negócio deverá evoluir”.

Os comentários de Leach foram feitos durante um painel de discussão sobre se as empresas devem desenvolver as suas próprias aplicações personalizadas usando a plataforma da Salesforce. Ou se devem adotar aplicações do AppExchange.

O vice-presidente da consultora The Advisory Board Company (ABC), Steve Mandelbaum, descreveu como ele implantou a plataforma da Salesforce para mais de 1300 utilizadores ativos: a empresa está desenvolvendo uma série de aplicações personalizadas.

O responsável advertiu que nos caso de se optar por comprar aplicações de outras empresas em vez de desenvolver aplicações personalizadas, a empresa não deve presumir contar com a qualidade do suporte do fornecedor como garantida.

“Supõe-se que um fabricante vai dar suporte se comprarmos a aplicação. Isso é verdade se o fabricante for bom nos serviços de suporte, mas se não for então estamos mesmo em apuros, porque não sabemos como a aplicação vai funcionar”, considerou Mandelbaum.

Carreira de gerente de projetos está em alta

São Paulo – A carreira de gerente de projetos está em alta, segundo um estudo da empresa de recrutamento Michael Page. Especialistas afirmam que sobram vagas nesta área e o salário de pode chegar a 20 mil reais.

“Todo novo trabalho requer um gerente de projetos, especialmente em consultorias de TI e empresas de telecomunicações”, diz Lucas Toledo, gerente de TI da empresa de recrutamento Michael Page. De acordo com Toledo, as corporações que mais buscam gerentes de projetos são as instituições financeiras, empresas de varejo, telecomunicações e consultorias de TI.

O diretor diz que estes profissionais contam com remuneração entre 12 mil reais e 20 mil reais. O salário pode variar de acordo com a região e os benefícios oferecidos pelas corporações. Além disso, há vagas em praticamente todas as empresas com mais de 10 funcionários.

“A contratação de um gerente de projetos é frequente em corporações de médio e grande porte. Pequenas empresas também precisam deste profissional, mas neste caso a pessoa recebe o cargo de gerente geral de tecnologia e as responsabilidades permanecem as mesmas”, comenta.

Requisitos – O colaborador deve atuar entre o departamento de TI e as demais áreas da empresa que demandam uma solução ou serviço, além de controlar os custos, contratar fornecedores e garantir a qualidade do trabalho.

O gerente de projetos em TI é o principal responsável por levar as necessidades dos diferentes departamentos de uma empresa até os colaboradores de TI e, ao mesmo tempo, explicar a todos os funcionários as limitações que a equipe de tecnologia possui.

Toledo afirma que uma das formas do profissional de TI ascender na profissão e conquistar uma posição de gerente de projetos é estudar e obter uma certificação desse tipo. “A certificação é uma credencial que o recrutador levará em conta”, afirma Toledo.

Estudos – Para atuar na área de projetos, o recrutador recomenda iniciar a carreira pelo curso de ensino superior em TI e obter a certificação PMP (Profissional de Gerência de Projetos), da associação Project Management Institute (PMI).

O método usado pela PMI é reconhecido pela Organização Internacional para Padronização (ISO) 9001 e exige a comprovação de 4.500 a 7.500 horas de experiência em projetos.

Já o teste que concede a certificação é virtual, conta com cerca de 200 perguntas, custa entre 405 e 555 dólares e ocorre em instituições credenciadas. Toledo comenta que esta é uma das certificações mais reconhecidas para esta área. “Há também cursos de pós-graduação, MBA e treinamentos de capacitação técnica em outras instituições de diferentes países”, diz.

A agenda dos cursos preparatórios, os requisitos e os detalhes sobre o exame de certificação estão no site da PMI.