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Geração X vs Y: alguns dados curiosos com relação a trabalho e colaboração.

Geração Y

Durante o Cisco Live, que aconteceu em Cancún, no México, entre os dias 03 e 06 de novembro, a empresa de telecomunicações divulgou um estudo chamado Cisco Connected World Technology Report. Nele, profissionais da geração X (31-49 anos) foram confrontados com os da chamada geração Y (18-30 anos) em questões relacionadas à colaboração e ao ambiente de trabalho. Os resultados foram bastante interessantes, principalmente quando se leva em conta a diferença cada vez menor entre a opinião dessas duas gerações. Antes vistos como mais “liberais”, os Millenials se mostraram até mesmo mais conservadores que seus colegas mais velhos em algumas questões. Para dar alguns exemplos, quem imaginaria que uma maior parcela da geração Y prefere notas em papel do que a geração X? Ou então, que mais pessoas da geração Y se sentem mais à vontade e mais concentrados em um escritório do que em home office? Só para completar esses dados curiosos, mais pessoas da geração X (70%) estão mais à vontade em misturar trabalho e lazer do que a geração Y (55%), jogando por terra aquela história de que, quanto mais novo, mais essa barreira entre profissional e pessoal deixa de existir. Ainda assim, a nova geração se considera mais “ligada no trabalho” quando se trata de eficiência e multitarefa.

Multitasking ou Supertasking?

Um outro conceito discutido no relatório é o de “multitasking”. “Multitasking é quando a pessoa pensa que está fazendo várias coisas ao mesmo tempo, enquanto o supertasking é quando a pessoa efetivamente consegue realizar várias tarefas simultaneamente”, explica Pedro Suarez, Desenvolvedor de Negócios e Vendas da Cisco América Latina.

Hoje, o “supertasker” é o funcionário mais desejado entre as corporações e 40% dos profissionais, seja da geração X ou Y, se consideram assim. Cerca da metade dos profissionais acredita que o modelo supertasking de trabalho torna um indivíduo mais produtivo. Da mesma forma, profissionais de RH (62%) acreditam que os supertaskers aumentam a produtividade da empresa sendo que quase 2/3 dos entrevistados acreditam que até o ano de 2020, Supertasking será a qualidade mais procurada por suas empresas.

O futuro do RH no ambiente de colaboração, home office e novas gerações

Quase 6 em cada 10 profissionais de RH estariam dispostos a contratar um candidato entrevistando-o apenas por videoconferência, e grande parte dos profissionais de RH (40%) acredita que as habilidades pessoais são mais importantes para os gerentes de contratação quando se busca preencher cargos iniciantes.

Quando o assunto é horário de trabalho, mais da metade dos profissionais (tanto geração X quanto Y) afirma que está disponível e pode ser acessada para trabalho 24 horas por dia, 7 dias por semana, seja por email ou por telefone.

Ainda sobre esse assunto, o horário de trabalho flexível está em ascensão: cerca de 1/4 dos profissionais já trabalha dessa forma, ou até mesmo em casa. O curioso, aqui, é que mais de 4 em cada 10 profissionais da geração Y (maior porcentagem do que na geração X) acreditam ser mais focados e produtivos quando estão no escritório.

Flexibilidade é importante, mas não mexa no meu salário!

Em geral, os profissionais não estão dispostos a aceitar um corte salarial em troca de maior flexibilidade no trabalho (apenas 35% da geração Y e 34% da geração X topariam isso). Embora o salário seja o fator mais importante para a maioria, a flexibilidade para definir a sua própria agenda ou os recursos para trabalhar remotamente foram apontados como o fator mais importante para 1 a cada 5 profissionais das gerações X e Y.

O relatório foi feito com base em entrevistas com 1388 profissionais de 18 a 30 anos (Geração Y), 1524 profissionais de 31-50 anos (Geração X) e 827 profissionais de RH de 15 países diferentes, incluindo o Brasil. Veja o estudo completo aqui.

Abaixo, um infográfico com algumas informações curiosas do Connected World Technology Report.

cisco

Fonte: Canaltech Corporate

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Setor de Tecnologia da Informação tem deficit de quase 92 mil profissionais

Apesar de empregar cerca de 600 mil profissionais atualmente, estima-se que o setor de TI (Tecnologia da Informação) tenha deficit de quase 92 mil profissionais em 2011.

Segundo o diretor de Educação e Recursos Humanos da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), Sérgio Sgobbi, analista de arquitetos, líderes e gerentes de projetos, consultores e desenvolvedores, programadores e implementadores, nos três últimos casos especialmente para empresas de softwares, são os profissionais mais demandados.

Além disso, diz ele, a área de vendas também sofre com a falta de profissionais, sobretudo que dominem a tecnologia e tenham característica de gestão, ou seja, transformem a tecnologia em proposta.

Contratações
Em 2011, conforme dados da Brasscom, a área de TI deve contratar 34 mil profissionais, sendo que a região Sudeste concentra a maior parte das oportunidades, com 70,2%.

A região Centro-Oeste aparece em seguida, com 18,5% das vagas. Sul, Nordeste e Norte respondem, respectivamente, por 8,98%, 2,18% e 0,12% das oportunidades.

Futuro
Mantendo-se o quadro atual, diz a Brasscom, em 2013, o deficit de profissionais de TI pode chegar a 200 mil profissionais.

Na opinião de Sgobbi, o deficit pode ser explicado pelo fato do setor crescer rapidamente, demandando cada vez mais profissionais; e também porque falta qualidade na mão de obra formada, já que há desatualização entre o conteúdo ensinado nas universidades e o que realmente é cobrado no mercado.

“O PIB (Produto Interno Bruto) de TI cresce duas vezes mais que o PIB nacional. Isso, aliado ao fato de que cada vez mais as empresas que não são de tecnologia se utilizam da tecnologia, faz com que aumente a necessidade de pessoal”, diz.

Para quem quiser aproveitar as oportunidades do setor, aconselha o especialista, o ideal é procurar cursos de atualização, além de gestão e investir em língua estrangeira, principalmente no inglês.