Posts Tagged ‘barack obama’

‘Fomos longe demais’, reconhecem EUA sobre espionagem


O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, declarou nessa quinta-feira, 31, que seu país foi “longe demais” com os programas de espionagem que podem ter afetado milhões de pessoas pelo mundo, incluindo líderes de vários países.

Em um conferência em Londres, Kerry afirmou ainda que certas práticas ocorreram em “piloto automático”, sem que o presidente Barack Obama ou alguém de sua administração fosse consultado.

As declarações foram repercutidas pelo jornal The Guardian e pioram o imbróglio interno que se tornou a bisbilhotice dos Estados Unidos. Ao dizer que os pares de Obama não sabiam de tudo, o secretário de Estado joga a culpa para a NSA (Agência de Segurança Nacional), que vai sendo pintada aos poucos como vilã da história.

Na manhã de ontem, antes mesmo das declarações de John Kerry, o general Keith Alexander, diretor da NSA, já havia mostrado irritação com a tática da Casa Branca ao deixar claro que sua pasta não age por conta própria.

“Nós, da agência de inteligência, não trazemos os requerimentos [de monitoramento]. Os políticos trazem”, declarou, ainda segundo o Guardian. “Um desses grupos poderia ter sido, deixe-me pensar, espere, oh: embaixadores!”

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Não fazemos ciberespionagem, afirma China

Pequim – O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, afirmou neste domingo que seu país “não apoia os ataques cibernéticos”, e qualificou como “infundadas” as acusações dos Estados Unidos que o gigante asiático está por trás de atividades de ciberespionagem contra alvos americanos.

“A China é uma vítima majoritária deste tipo de ataques”, respondeu Li em sua primeira entrevista coletiva como primeiro-ministro, realizada hoje no encerramento da Assembleia Nacional Popular (ANP) no Grande Salão do Povo em Pequim.

Perguntado por um jornalista estrangeiro sobre as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que prometeu na quarta-feira dialogar com Pequim sobre a espionagem virtual, Li disse sentir “uma presunção de culpabilidade”.

“A China não apoia os ataques cibernéticos. De fato, nos opomos a este tipo de prática”, afirmou Li.

O conflito surgiu no mês passado quando a empresa Mandiant, especializada em segurança na internet, publicou um relatório afirmando que boa parte dos ataques cibernéticos contra os EUA vinha de uma unidade do exército chinês.

A China retrucou garantindo que a maioria dos ataques que recebe deste tipo vem dos Estados Unidos, mas não responsabilizou o governo.

Apesar das acusações, Li destacou o compromisso de Pequim em trabalhar com a Administração de Obama para “criar uma nova relação”.

Assim, defendeu o surgimento de “mais oportunidades de comércio e investimento” entre as principais economias mundiais, e destacou o rápido crescimento no volume do comércio bilateral nos últimos 30 anos, que passou de US$ 1 bilhão por ano para mais de 500 bilhões em 2012.

“Não acho que os conflitos entre as duas potências sejam inevitáveis”, destacou, e assegurou que os países têm interesses semelhantes na preservação da segurança na região da Ásia Pacífico, onde a China mantém vários conflitos territoriais com países vizinhos.

“Sempre e quando nos respeitarmos, poderemos solucionar nossas diferenças”.

Os EUA estão fora dos primeiros destinos da agenda de política externa do novo Executivo, já que Xi Jinping escolheu Rússia e África do Sul, onde participará da cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), como os primeiros lugares que serão visitados pelo presidente da potência asiática.

Sobre a Rússia, Li disse que as nações vizinhas buscam “coordenar sua influência em assuntos regionais”, e que espera que o volume no comércio entre os dois países “aumente rápido”, que hoje somam US$ 80 bilhões anuais.

“China e Rússia deveriam trabalhar para que o comércio bilateral seja o dobro, o quádruplo e ainda mais que isso nos próximos anos”, afirmou.

No plano global, Li disse que, “apesar de a China ser mais forte, não tentará se impor sobre os outros”, em virtude da pretensa política de “soft power” (poder brando) defendida pelo país.

No entanto, e como é habitual, ressaltou a “determinação chinesa em defender nosso território”, quando Pequim mantém uma acalorada disputa com o Japão pela soberania das ilhas Diaoyu/Senkaku.

“Não são posturas contraditórias”, concluiu o primeiro-ministro chinês.

Vítima de hackers, Michelle Obama tem vida privada revelada na internet

 

Primeira-dama tem 49 anos

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A primeira-dama dos Estados Unidos,Michelle Obama, 49, é a mais nova vítima de hackers, de acordo com o site americano “TMZ”. Segundo a publicação, a esposa de Barack Obama pode ter toda a sua vida privada revelada na internet.

Até o momento, alguns dados, como o número do cartão de crédito de Michelle, já teria sido publicados em um site, apesar de o “TMZ” não revelar o destino da publicação.Além disso, também haviam sido divulgados os números de telefone, contas bancárias e dados de hipoteca da primeira-dama.

A imprensa americana ainda afirmou que outras vítimas famosas da ação de hackers foram Beyoncé, Jay-Z, Britney Spears, Donald Trump e Kim Kardashian.

Plano de governo de Barack Obama frisa importância da liberdade na internet

Plataforma afirma que democratas trabalharão para garantir livre expressão na rede

Barack Obama

 

A plataforma política usada pelo presidente norte-americano Barack Obama na sua campanha à reeleição dedica uma seção exclusivamente ao tópico ‘liberdade da internet’. Em entrevista coletiva com os usuários do Reddit na última semana, Obama foi questionado sobre o tópico e pediu que os curiosos aguardassem seu novo programa de governo, divulgado oficialmente na última segunda-feira (4/9).

O texto afirma que o candidato democrata concorda com o modelo de gerência multinacional da rede e quer garantir que ela continue sendo usada para a livre expressão de ideias. Inserida em um capítulo que comenta o “avanço de valores universais”, a parte sobre a rede afirma que “a administração Obama levou o mundo a reconhecer e defender a liberdade da internet – a liberdade de expressão e reunião de pessoas online – através de parcerias com outros países e dando mais poder aos indivíduos com a popularização de tecnologias inovadoras”.

A plataforma política afirma que Obama trabalhou contra os prejuízos causados pela disseminação de arquivos protegidos por direitos autorais em sites ilegais de compartilhamento enquanto buscou garantir mais privacidade para os cidadãos, opondo-se à aprovação de legislações como o Stop Online Piracy Act (SOPA). O plano também comenta os planos dos democratas para a expansão do setor de tecnologia, afirmando que Obama se compromete em garantir acesso à internet de alta velocidade para 98% dos norte-americanos até o final de um possível segundo mandato.

Enquanto a própria eleição de Barack Obama já diga muito sobre o atual poder da internet, sua administração foi marcada por alguns escândalos na área, como a resposta enérgica à liberação pelo Wikileaks de mais de 250 mil documentos confidenciais de embaixadas norte-americanas em todo o mundo. A administração democrata enviou o soldado Bradley Manning, responsável pela divulgação dos dados, para a prisão da Baía de Guantánamo, a mesma onde terroristas ligados à Al Qaeda foram torturados. Além disso, representantes do governo Obama trabalharam para cortar todos os meios de financiamento do Wikileaks e para garantir a extradição de Julian Assange, criador do site, para a Suécia e posteriormente para os EUA.

Irã corta acesso à internet de ministros e desenvolve rede interna

Preocupações com cibersegurança fizeram país árabe desenvolver intranet para evitar ataques de nações rivais

Hackers

O governo do Irã anunciou nesta terça-feira (07/08) que todos os seus ministros e funcionários públicos ficarão offline até setembro, em um ambicioso plano para substituir o uso da internet – considerada americanizada e manipuladora – por uma intranet iraniana.

O projeto foi anunciado pelo ministro das comunicações iraniano, Reza Taqipour, em uma conferência em uma universidade de Teerã.

Trata-se uma estratégia para proteger o núcleo de inteligência do país de “um ou dois países que controlam a internet” – segundo fala do político em clara referência a Estados Unidos e Israel – e movê-los para uma rede interna a ser desenvolvida pelo país árabe até 2013.

A preocupação do Irã com sua segurança digital cresceu depois do ataque que seu programa de desenvolvimento nuclear sofreu com o vírus Stuxnet, comprovadamente desenvolvido pelas duas nações rivais para roubar informações do país árabe.

O ciberataque, que conseguiu infiltrar máquinas utilizadas no sistema de enriquecimento de urânio de Teerã, foi testado no complexo de Dimona, deserto de Negev, centro de armas nucleares de Israel.

A ação teria sido ordenada pelo presidente Barack Obama, segundo fontes internas do governo ouvidas pelo The New York Times.