Tudo o que você precisa saber sobre o Thunderbolt

O que será que esse pequeno conector tem de especial? O Thunderbolt pode até passar despercebido no meio das diversas conexões próximas a ele, mas é um clássico exemplo de que tamanho não é documento. Na sua versão mais recente, o Thunderbolt pode transferir dados com velocidades de até 5 GB/s em modo full-duplex, ou seja, tanto enviar quanto receber dados nessa velocidade de forma simultânea, sendo um dos padrões mais rápidos disponíveis no mercado atualmente.

Thunderbolt

Mas como o Thunderbolt funciona? É o que vamos entender nas próximas linhas.

ABC do Thunderbolt

Basicamente, o Thunderbolt é a união de duas tecnologias já existentes: o PCI Express e oDisplayPort. A primeira é comumente utilizada por placas de vídeo e periféricos de alto desempenho, já que é capaz de oferecer altíssimas velocidades de transferência de dados. Já a segunda é um padrão de conexão de áudio e vídeo concorrente do HDMI, bastante comum em equipamentos de alto desempenho.

Funcionamento básico do Thunderbolt

Isso significa que o Thunderbolt é um novo padrão de conexão de vídeo? Na verdade, ele faz muito mais do que isso, já que é capaz de conectar até 7 dispositivos simultaneamente por meio de um único cabo através de um hub. Por exemplo: um monitor de alta resolução (suportando até dois deles com resolução 4K simultaneamente na versão mais recente), um sistema de storage mais sofisticado e um equipamento de áudio de alta-fidelidade sonora. Tudo isso usando um único cabo.

Mas será que o desempenho não é prejudicado? Afinal, há várias transferências ocorrendo ao mesmo tempo. Esse é o principal atrativo do Thunderbolt, já que ele trabalha em modo full-duplex. Ou seja, suporta o envio e o recebimento de dados de forma separada, enquanto grande parte dos padrões consegue alcançar suas taxas máximas de transferência em apenas uma direção (half-duplex).

O Thunderbolt 1, por exemplo, suporta até 10 Gbps em ambas as direções (na verdade, são dois canais de 5,4 Gbps em cada direção). Em termos práticos, isso significa um máximo teórico de transferência de 1,25 GB/s em ambas as direções simultaneamente, banda mais do que o necessário para grande parte dos dispositivos atuais. Isso na primeira versão do Thunderbolt, anunciada no início de 2011, já que o padrão passou por atualizações com o passar do tempo.

Gerações do Thunderbolt

Essencialmente, a diferença entre o Thunderbolt de primeira geração (fevereiro de 2011) e o Thunderbolt de segunda geração (abril de 2013) é a velocidade máxima de transferência. Enquanto o primeiro é limitado a 10 Gbps, o segundo dobra essa capacidade, chegando a impressionantes 20 Gbps. Isso mantendo a sua característica full-duplex, alcançando essa velocidade em ambas direções de forma simultânea.

Ambos usam o mesmo conector híbrido, compatível tanto com o cabo Thunderboltquanto com o miniDisplayPort. Vale ressaltar, porém, que o cabo é diferente, já que o Thunderbolt tem um microcontrolador para gerenciar a transferência de dados. Mesmo que uma máquina tenha suporte a a ele, usar um cabo miniDisplayPort fará com que esse conector trabalhe apenas com vídeo, algo que não necessita de configuração: o modo de trabalho do conector é determinado pelo cabo utilizado.

Evolução do Thunderbolt 1 para o Thunderbolt 2

Essa atualização ocorreu para fazer o Thunderbolt mais adaptado a telas com resolução 4K, já que monitores com essa resolução começaram a ser tornar mais comuns desde então. Além de velocidade, a segunda versão passou a ser compatível com o padrão DisplayPort 1.2, que possibilita resoluções maiores e é compatível com o AMD FreeSync, que, por sua vez, é baseado no recurso Adaptative-Sync já embutido no padrão DisplayPort.

Comparação de velocidade das gerações do Thunderbolt

Já o Thunderbolt de terceira geração tem algumas boas novidades. A principal delas é a mudança do conector, abandonando o miniDisplayPort híbrido em favor do USB tipo C. Além de ser um conector menor, permitindo designs mais finos, é um conector reversível, como acontece com o Lightning dos iPhones. A velocidade também foi atualizada, chegando a 40 Gbps (em outras palavras, suportando um máximo teórico de 5 GB/s).

Thunderbolt 3

Com essa atualização, o Thunderbolt passa a suportar até dois monitores 4K de 60 Hz simultaneamente, ou um monitor 5K, isso sem necessitar de uma fonte externa de energia, já que é capaz de oferecer até 100 watts (contra 10 watts das primeiras versões). Além disso, suporta dois tipos de cabos: o ativo, que suporta os 40 Gbps projetados inicialmente, e o passivo, que sustenta até 20 Gbps, mas é consideravelmente mais acessível que o ativo.

O Thunderbolt 3 é retrocompatível com as primeiras versões, mas é necessário usar um adaptador, além de estar habilitado para o HDMI 2.0 e internet de 10 Gbps (Ethernet 10G). Ou seja, foi criado para o que há de mais rápido no mercado atualmente.

Mas por que essa velocidade toda?

Para alguns, o Thunderbolt pode parecer um exagero, já que é capaz de oferecer velocidades mais do que necessárias para os equipamentos atuais. De fato, é difícil achar um dispositivo que fique limitado pela banda projetada, em especial a oferecida peloThunderbolt 3. Então fica a pergunta: por que tanta velocidade? Para que investir em um notebook com essa conexão? Por vários motivos.

Thunderbolt unifica diversos dispositivos através de um único cabo

O primeiro deles é que o Thunderbolt é capaz de unificar diversos dispositivos simultaneamente através de um único cabo através de um hub, fazendo com que aquela situação comum de termos vários cabos espalhados uma coisa do passado. O segundo é que ele foi projetado para os equipamentos mais modernos do mercado, em especial monitores de alta resolução. Com um notebook e apenas um cabo, é possível usar dois monitores 4K simultaneamente, um benefício e tanto para games mais avançados.

E, mesmo assim, ainda sobra banda para os equipamentos atuais. Isso hoje, já que novos equipamentos surgem a todo momento com recursos mais avançados, então investir em uma máquina com Thunderbolt garante um bom período de compatibilidade com aparelhos que ainda nem foram lançados. Uma espécie de investimento “à prova de futuro”, não necessitando de novos investimentos para continuar tirando o máximo da altíssima capacidade de banda do Thunderbolt.

TITANIUM G1565 IRON V3, um dos modelos da Avell com suporte a Thunderbolt 3

Por último, vale dizer que o Thunderbolt está se tornando o padrão de conexão de GPUs de desktop usadas em notebooks, através de um case separado com alimentação própria de energia. Ou seja, faz com que o notebook compatível continue entregando o máximo de desempenho através de placas de vídeo separadas sem precisar mudar de modelo. Imagine poder usar uma placa de vídeo de última geração daqui há alguns anos no seu modelo atual? Isso é para ficar ainda mais claro como o Thunderbolt é um padrão “à prova de futuro”.

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Fonte: http://blog.avell.com.br/

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