O FUTURO DOS DRONES: DE MÁQUINAS DE GUERRA A ENTREGADORES DE PIZZA

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O drone é uma das tecnologias que mais tem chamado a atenção nos últimos meses. Equipados para resistir a trabalhos pesados e ambientes hostis, esses equipamentos podem ter diversas utilidades. O conceito é simples: com um controle via rádio ou uma inteligência artificial, é possível manobrar um drone sem tocar nele. No geral, esses aparelhos são concebidos para realizar tarefas arriscadas ao ser humano ou ferramentas para trabalhos que ninguém quer realizar.

Essas características ajudam a entender como esses equipamentos se tornaram muito comuns entre aparatos militares e de vigilância. No entanto, há aplicações mais pacíficas, como no uso profissional de fotógrafos, resgates, pulverização de colheitas e limpeza de lixo tóxico, segundo o diretor e co-fundador da Framework System, Giovanni La Porta.

De acordo com ele, os drones têm sido muito adotados por fotógrafos e cinegrafistas como suporte para câmeras com o objetivo de fazer imagens aéreas de casamentos, atividades esportivas e outras festividades. “No Brasil, é possível comprar alguns modelos em lojas específicas por valores que partem dos R$ 2 mil. Muito leves, esses aparelhos costumam ter baterias bem pequenas, o que reduz sua autonomia de voo para poucos minutos”, comenta.

La Porta afirma que quando grandes volumes de material radioativo são liberados na natureza, é necessário coletá-los rapidamente. No entanto, como essas substâncias são altamente nocivas, os drones podem ser empregados nesse tipo de trabalho. “No Japão, por exemplo, o acidente de Fukushima desencadeou o desenvolvimento de diversas unidades para trabalhar em acidentes radioativos. Infelizmente, os primeiros protótipos só ficaram prontos quando o vazamento já estava fora de controle, mas isso não impediu o uso dos aparelhos”, lamenta.

Há ainda drones com uso mais ofensivo, armados para bombardear alvos militares. Assim como os modelos de vigilância, eles voam para áreas pré-determinadas, onde soltam bombas sobre os alvos. No geral, são aviões mais simples e a perda dessas máquinas, em virtude da defesa do inimigo, não representa grande prejuízo. Afinal, o custo de uma aeronave não tripulada é muito inferior ao de aviões convencionais e, fora isso, o maior benefício é diminuir o número de mortes em um ataque.

Para transformar um drone em um autônomo é necessário conhecimento razoável em inteligência artificial, visto que, o criador do dispositivo deverá embutir inteligência autônoma no equipamento, ressalta La Porta. Para realizar isso, o criador utiliza linguagens de programação de mercado e algoritmos de inteligência de navegação, voo, caminhamento em labirintos e geolocalização.

O potencial desses equipamentos começa a se mostrar real e o mercado já está definindo o rumo de algumas empresas de tecnologia de drones. Esses aparelhos já podem ser adquiridos a preços razoáveis e já estão povoando o espaço aéreo brasileiro e mundial com drones de filmagem de eventos, reportagens, auxílio à polícia, bombeiros e construtoras. “Com um investimento de poucos menos de U$1000,00 na aquisição de um PARROT, a pessoa obterá um quadrocóptero com recursos de câmera HD, acelerômetro, magnetômetro, altímetro, sensor de pressão e GPS, rodando Linux sobre processador ARM de 1GHz e memória de 2 GB, programável em linguagem C. Com esse dispositivo, já é possível fazer filmagens aéreas e transporte de cargas de até 1/2Kg”, ressalta.

As necessidades estão moldando o mercado para os próximos 50 anos. Segundo La Porta, não existe uma ideia exata do que esperar na aplicação desses dispositivos, mas o certo é que eles vieram para ficar. É preciso entender que ainda não existem regulamentações para uso do espaço aéreo por drones e a tecnologia ainda está sendo desenvolvida. “É fato que os primeiros a entrarem nesse mercado irão colher os frutos futuros. Algumas empresas brasileiras já dão seus primeiros passos nessa tecnologia nascente e começam a concorrer com empresas internacionais, visto que, esse mundo ainda é novo para todos”, acrescenta.

Fonte: Assespro-MG

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