Empresas precisam se proteger dos riscos nas redes sociais

Um recente levantamento realizado pela ESET com usuários da América Latina mostrou que cerca de 90% dos internautas da região acreditam que informações armazenadas em cloud computing (computação em nuvem) podem ser acessadas por terceiros. Ou seja, isso demonstra que as pessoas ainda são céticas em relação à segurança e privacidade da nuvem. Contudo, quando questionados sobre o uso das redes sociais, 83,6% admitem compartilhar informações em ambientes como Facebook, Twitter, Google Plus, entre outros.

O dado mais alarmante do estudo da ESET, no entanto, é que quando questionados sobre que tipo de conteúdo compartilham nas redes sociais, quase metade dos entrevistados (49,1%) afirma que divulga informações relacionadas ao trabalho. E, provavelmente, ignoram que essa postura coloca em risco a segurança das informações e a reputação das organizações.

Esses dados servem de alerta para as empresas, as quais precisam ter consciência dos riscos a que estão expostas nas redes sociais e sobre a importância de adotar medidas para minimizá-los. Na prática, isso exige o uso de tecnologias que protejam a rede e as informações, bem como demanda a implementação de políticas que contemplem as melhores práticas para os funcionários em ambientes virtuais.

Aliás, boa parte dessa postura dos usuários de divulgar informações de trabalho nas redes sociais deve-se à falta de educação e de informação adequada sobre  como agir nesses ambientes. Somado a isso, há uma falsa percepção de que o uso de Facebook, Twitter, entre outras redes sociais, está completamente dissociado da vida profissional.

O primeiro passo para que as empresas comecem a reverter esse cenário é admitir que o risco existe e precisa ser tratado de forma séria. Ou seja, não adianta restringir o acesso às redes sociais no trabalho, já que os funcionários acessam esses ambientes, a qualquer hora e em qualquer local, por meio de smartphones, tablets e computadores pessoais. E, o pior, vão continuar a divulgar informações de trabalho de forma aleatória, se não forem alertados para os riscos que isso representa.

O indicado seria que os departamentos de TI e de Recursos Humanos trabalhassem de forma conjunta. Ou seja, enquanto o RH cria políticas específicas sobre as melhores práticas de como os funcionários devem lidar com informações corporativas nas redes sociais – e necessitam disseminar isso de forma constante para toda a organização -, cabe à área de tecnologia implementar ferramentas voltadas a analisar os conteúdos divulgados em redes sociais, que reduzam o risco de vazamento de informações, bem como necessita adotar soluções que evitem a disseminação de malwares nesses ambientes.

E a sua empresa, como trata a segurança nas redes sociais?

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