Empresários aconselham: Para empreender, saia da zona de conforto!

Alan James, fundador da Biruta Ideias Mirabolantes, e Edson Mackeenzy, criador do Videolog.tv, contam suas histórias

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O empresário Edson Mackeenzy ao lado da mediadora Ana Clévia Guerreiro Lima, do Sebrae

Stephanie Kohn

Aos 20 anos Edson Mackeenzy ganhava R$ 10 mil como radialista, mas isto ainda era pouco. Ele não queria ser rico, queria criar seu próprio negócio. Durante anos viveu como se ganhasse apenas R$ 2 mil e guardava todo o dinheiro restante na poupança, que um dia usaria para fundar sua empresa. Ele leu muitos livros sobre liderança, empreendedorismo, e usou o background que tinha dos pais – donos de um bar no Rio de Janeiro – para começar a empreender.

“Tudo parte de uma atitude para sair da inércia. Eu estava muito bem, mas estava muito cômodo. Eu não tinha muita ideia técnica do meu negócio, mas soube delegar ao meu sócio, e ao compartilhar nossos conhecimentos, conseguimos fundar o Videolog.tv”, contou o empresário em palestra na Campus Party 2013.

Mackeenzy construiu a maior comunidade de vídeos do Brasil e colaborou em um livro sobre internet (“Internet – O Encontro de 2 mundos”) seguindo alguns conceitos, o principal deles foi tomar atitude. Para ele, tudo parte da ação de sair da inércia, além de outros pontos importantes, como aprender a mexer com dinheiro, saber lidar com estresse, obter orientação, conhecer o ambiente que você está entrando e estar com as pessoas certas.

“Mesmo tendo me preparando muito, eu pastei para chegar aqui. Minha equipe foi essencial. Hoje trabalho com pessoas muito qualificadas que sabem fazer tudo. O ideal é contratar pessoas que saibam mais que você, porque se você for a única pessoa que sabe das coisas ali, terá de fazer tudo sozinho e isso é impossível, ninguém dá conta”, disse.

Alan James, fundador da Biruta Ideias Mirabolantes, também saiu do zero e, inclusive, este era praticamente o saldo de sua conta bancária quando decidiu arriscar. Ele conta que trocou a escola por empreendedorismo e que os estudos tradicionais deram lugar aos livros de negócios.

“Tive uma infância muito pobre. Morava na favela, no Rio de Janeiro, e lá existiam duas possibilidades: ser jogador de futebol ou cantor de pagode. A terceira possibilidade seria estudar e eu não gostava. Pensei que não seria nada, mas descobri que as coisas que eu curtia, me faziam ser um empreendedor. Eu estudei de outras formas e aprendi a empreender sozinho. Estudar [da forma tradicional] é importante, mas não deixe que os estudos atrapalhe seus estudos da vida”, comentou.

Dessa forma, James começou a trabalhar em uma empresa de aviação e no momento certo, agarrou a oportunidade de gerenciá-la. Em quatro meses, ele fechou contratos de propraganda aérea, criou um plano de negócios e conseguiu uma incubadora para sua nova ideia. Dentro da incubadora faturou o primeiro R$ 1 milhão da startup e seguiu sozinho. Mas a história não acabou por aí. Ele e seus sócios montaram a Biruta, uma aceleradora de startups.

“Encontre o novo, uma nova perspectiva. Não dá para nascer de novo, mas dá para ser reinventado. Lembre de algo que você fazia melhor que os outros ou algo que te fazia feliz, e siga em frente”, brincou. “Acredito que o empreendedorismo é como um game que você curte jogar. Mesmo trabalhando você encontra tempo livre para escrever seu plano de negócios… se você gostar muito da sua ideia, ela vai nascer naturalmente”, completou.

Se você tem uma ideia mirabolante, acesse o site da Biruta aqui.

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