Microsoft pede mais vistos para preencher 6 mil vagas em TI nos EUA

Companhia alega que não há engenheiros de software em número suficiente e que é preciso importar mão de obra. Críticos entendem que companhia busca “profissionais mais baratos”

 

A Microsoft informou na semana passada que não consegue preencher seis mil vagas de emprego para profissionais de TI nos Estados Unidos por falta de mão de obra qualificada. Como resultado, a companhia pediu ao Congresso que afrouxasse as regras para emissão de Vistos no caso de especialistas na área.

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“Estamos criando cargos que não são ocupados”, disse Brad Smith, chefe de conselho da Microsoft, num fórum de política de imigração no Brookings Institution, em Washington. “Temos uma escassez.”

Do total de vagas em aberto, 2,4 mil são de engenheiros de software, desenvolvedores, programadores e similares. Ele disse que a companhia não consegue preencher muitas outras posições porque, simplesmente, não encontra candidatos com os conhecimentos técnicos profundos necessários para suas áreas de foco, tais como cloud computing e mobilidade.

Veja oportunidades de emprego no blog Vagas em TI

Smith diz que o problema é duplo: as faculdades norte-americanas não estão formando profissionais o suficiente em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (cuja sigla em inglês é STEM), e as políticas de imigração do governo estão impedindo que as companhias importem trabalhadores suficientes para preencher o vazio.

A Microsoft cria, anualmente, 1,2 mil oportunidades na área de STEM, mas as universidades produzem apenas 40 mil profissionais. “Esta escassez está piorando”, disse. O executivo pontuou ainda que o governo deveria expedir 20 mil vistos em profissionais da área por ano (tipo H-1B), em adição aos 65 mil que hoje estão disponíveis. Ele também solicitou 20 mil green cards (permissão de residência) para profissionais de tecnologia.

Smith ainda sugeriu que fosse cobrado de US$ 10 mil a US$ 15 mil das empresas por emissão dos vistos, e que esse dinheiro fosse revertido para treinamento de STEM para estudantes norte-americanos, o que totalizaria cerca de US$ 500 milhões em verbas.

Segundo o executivo, a falta de mão de obra especializada impacta não somente as empresas de tecnologia. “Quando se fala sobre o futuro de qualquer indústria neste país, o tema é o futuro do software”, comentou, adicionando que empresas de serviços financeiros, saúde e manufatura estão mais dependentes de TI do que nunca. “Não estamos sozinhos”. Na visão de Smtih, se o congresso não liberar a reforma de imigração, “as vagas podem ir para outros países”.

Falta ou estratégia?

Contudo, nem todos compram o comentário da Microsoft a respeito dos trabalhadores de TI: críticos dizem que a companhia simplesmente quer contratar mais trabalhadores estrangeiros porque eles custam menos.

“Eles provavelmente têm seis mil empregos para preencher porque estão interessados em mais trabalhadores de fora”, disse Les French, presidente da WashTech, um grupo de trabalhadores de TI de Seattle que é filiada ao Communications Workers of America. “Eu duvido que eles não conseguiriam preencher vagas com os profissionais disponíveis nos Estados Unidos”, comentou.

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