Bloqueio de novos chips: Claro e TIM entregam documentos à Anatel

Companhias tentam reverter decisão e voltar a operações em alguns Estados

A Claro e a TIM protocolaram nesta terça-feira (24/07), na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ações que prometem melhorias na prestação de serviços, como forma de poderem retomar a venda de chips em alguns Estados

Em comunicado, a Claro explicou ter enviado uma nova versão do plano de ação com as alterações solicitadas pelo órgão um dia antes, na segunda-feira (22/07). A empresa foi proibida de habilitar linhas de celulares em três Estados: Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. A medida entrou em vigor na segunda, mas havia sido informada pelo órgão na quarta-feira (18/07).

Em nota divulgada na terça, a operadora explicou que entre as mudanças enviadas estão novas projeções de tráfego e ações para melhoria do desempenho da operadora, números que não foram detalhados.  Anteriormente a Anatel já havia solicitado um detalhamento da proposta inicial apresentada pela Claro, que consistia em mencionar os indicadores de qualidade especificadas por estado e por mês.

A companhia também se comprometeu a garantir a qualidade na rede de transmissão e a oferecer a capacidade necessária para atender à demanda durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil, incluindo a instalação de um cabo submarino que ligará o país até os Estados Unidos, passando pelo Rio de Janeiro e Fortaleza.

A empresa reforçou que o critério que impactou a determinação da Anatel está relacionado a problemas pontuais de atendimento na central de atendimento que atende esses estados, cujas ações de melhorias já apresentaram resultados nos indicadores da Anatel em junho.

TIM

A diretoria da empresa de telefonia TIM informou ter apresentado sua proposta em uma reunião que durou cerca de três horas, como forma de poder retomar as vendas de chips em 19 Estados. Em nota, a companhia informou que o documento, de 800 páginas, prevê investimentos de R$ 450 milhões até o final deste ano e de R$ 9,5 bilhões até 2014.

Sobre informações da imprensa de que a proibição de venda de chips teria criado uma crise diplomática entre o Brasil e a Itália, o diretor de Assuntos Regulatórios e Relações Institucionais da TIM Mario Girasole disse que a TIM notificou o governo italiano sobre a proibição, mas descartou qualquer problema diplomático entre os dois países.

“Tivemos um contato com o governo italiano para avisar o que estava acontecendo, mas eu acredito que esse é um assunto técnico e de telecomunicações, não tem nada a ver com diplomacia, ou seja, nada está acontecendo que seja diplomaticamente relevante”, destacou Mario Girasole. Governo operadora farão outra rodada de negociações na quinta-feira (26/07).

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