Oito fatos sobre o Office 15, totalmente em cloud computing

Mais integração com outros produtos, como Bing, abertura para desenvolvedores criarem apps e facilidade da nuvem e do touchscreen são algumas das principais mudanças

Tecnologia da Perceptive Pixel permite integração total em teleconferências

Tecnologia da Perceptive Pixel permite integração total em teleconferências

Ballmer e, ao fundo, o apelo ao usuário final: Office 15 ajudando a "supermãe"Ballmer e, ao fundo, o apelo ao usuário final: Office 15 ajudando a “supermãe”

Escrita humana facilita interação com aplicativos como OneNoteEscrita humana facilita interação com aplicativos como OneNote

O novo serviço de e-mailO novo serviço de e-mail

Nova interface do Sharepoint: mais amigávelNova interface do Sharepoint: mais amigável

Office 15: tudo é integrado na nuvem, então basta usar a Windows Live ID para acessar todos os serviços. Semelhança com o Google?Office 15: tudo é integrado na nuvem, então basta usar a Windows Live ID para acessar todos os serviços. Semelhança com o Google?

O novo Office  é o lançamento mais ambicioso feito pela Microsoft em sua história. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (16/07) pelo CEO da gigante de software, Steve Ballmer,  durante a apresentação do novo produto, que tem uma versão preview já disponível para download.

“É um ótimo momento para estar na Microsoft. Desde o lançamento do Windows 95, esta é a melhor nova versão do Office em anos, porque foi desenhada para o novo momento de serviços de nuvem. É quase mágico”, disse o executivo, detalhando que todo o desenvolvimento do produto foi feito de forma integrada com o Windows 8, nova geração do sistema operacional da empresa que chega ao varejo em outubro deste ano.

Já é sabido que com o processo de consumerização o apelo migrou do cliente corporativo para o cliente pessoa física. E a companhia não economizou depoimentos de pessoas físicas ao apresentar o produto, que ainda não tem data oficial para lançamento. Entre os exemplos de clientes felizes, pasmem, estavam um estudante – alegre por ter sua vida facilitada com os arquivos em nuvem sem perda de potência –, uma dona de casa que conseguiu otimizar o cuidado com os filhos e um pequeno empresário, especificamente gestor de bandas, que por viver na estrada acompanhando turnês, não pode se preocupar em carregar documentos e arquivos na mesma van que os músicos baderneiros. Nada de homens de terno, pessoas com pastas e cara de preocupadas. Tudo muito mais, digamos, “relax”. “A indústria continua a se mover, a mudar dramaticamente”, justificou Ballmer.

O executivo prometeu que a venda de licenças convencional do Office permanecerá e que as ofertas ocorrerão de forma paralela. “Continuaremos a suportar nossos clientes corporativos, mas vamos mostrar o Office para consumidores e usuários finais, em suas casas”, introduziu, citando como exemplos para o “bom ano da Microsoft” a chegada, além do pacote de produtividade, do Windows 8, da linha de tablets Surface, Windows Phone 8, Windows Server 2012, Xbox com Internet Explorer e SmartGlass, além do novo Bing, que faz, segundo Ballmer, correlação entre dados de usuários para obtenção de melhores resultados de busca. O pacote também já vem com os serviços Lync e OneNote integrados.

Veja, abaixo, os principais pontos:

1. Foco no moderno. Quando Ballmer proferiu estas palavras – foco em dispositivos modernos – a ideia era abraçar o conceito de mobilidade de uma vez por todas. Por esse motivo, o novo Office é completamente adaptado ao toque. “Ele funciona bem não somente no desktop, mas também no Windows 8 RT [sistema operacional voltado para tablets com ARM] e Windows Phone 8

2. Nas nuvens. O Office 15 está nas nuvens, integrado com o SkyDrive, serviço de armazenamento web da empresa. A ideia é que os documentos estejam completamente acessíveis, sem depender do hardware. Alguma semelhança com o Google Docs e o Google Drive? Com certeza. Mas, neste caso, são mantidas todas as funcionalidades dos produtos da Microsoft. Quem é usuário de Google Docs sabe como não é possível fazer algumas coisas mais complexas com o ferramental open source.  Segundo Ballmer, o Office 365 – lançado há cerca de dois anos – foi um primeiro passo para esse projeto. É a migração do produto vendido via licença para o serviço cobrado por uso.

3. Conceitos sociais. É possível compartilhar itens do Office em sua conta do Facebook, LinkedIn e “outra redes sociais” (aqui não foram feitas menções ao Google+, pelo menos não consegui captar no discurso em inglês). A Microsoft percebeu que seu usuário não quer mais ficar fechado. “A forma como as pessoas trabalham hoje é completamente diferente de quando entrei na Microsoft. Dar a todos um Office privado não é mais o que elas querem, porque elas estão mais colaborativas do que nunca”, comentou.

4. Intgração com Skype. Integrar o serviço de chamadas de voz e vídeo com arquivos de trabalhos é a aposta da empresa para facilitar todo e qualquer trabalho a ser executado no pacote de produtividade da companhia.

5. Tecnologia Inking: reconhecimento da escrita humana é algo inerente ao desenvolvimento das telas sensíveis ao toque. E um pacote de produtividade adaptado a esse novo cenário não poderia ignorar isso. É possível fazer anotações no tabalet, ultrabook touchscreen ou até mesmo uma tela da recém-adquirida Percetive Pixel. Falando em Perceptive Pixel…

6. …com a tecnologia da empresa comprada recentemente, a ideia é apresentar uma oferta completamente integrada com o Office de telepresença. A tela sensível ao toque, com reconhecimento da escrita humana, funciona como uma grande lousa em uma reunião de negócios, com apresentação simultânea de arquivos Power Point (ou qualquer outro) e chamadas de vídeo.

7. Outlook mais amigável e integrado. Na nuvem, a promessa do serviço de e-mail da Microsoft é ser muito mais leve e amigável, com total integração aos produtos da empresa e melhor conectividade com o serviço de buscas Bing. Se você tem uma reunião com a pessoa X, por exemplo, basta clicar no endereço que o serviço de buscas da Microsoft lhe apresenta o mapa e o caminho a ser seguido para chegar até lá.

8. Criação de uma plataforma para desenvolvedores. Esta talvez seja a principal demonstração que a Microsoft deu de sua flexibilização. A ideia é permitir que desenvolvedores criem aplicações para rodar dentro do ambiente de nuvem do pacote de produtividade da empresa. Com esse modelo de inovação aberta, não é possível imaginar, ainda, o que pode surgir em termos de funcionalidade no futuro.

Importante ressaltar que, de forma geral, as interfaces de usuário, como a nova do Sharepoint, apresentada na coletiva de imprensa, estão muito mais leves e amigáveis, pelo menos vendo de fora. Este texto, especificamente, escrevi no preview do Word do Office 15, porque baixei o pacote de teste assim que Ballmer falou que ele estava disponível. Eu achei extremamente – juro – gostoso de usar. Claro que o fiz em um PC convencional, sem tela sensível ao toque, mas já deu para ter uma ideia da novidade. Não tenho elementos suficientes ainda para falar se o pacote é bom ou ruim, mas com certeza ele é diferente e menos sisudo.

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