Com 20 mil produtos, CES 2012 é taxada de “menos relevante”

Quatro dias oficialmente, mas pelo menos duas semanas com antecipações de produtos e lançamentos do que será a tendência na tecnologia de consumo para o próximo ano. Essa é uma das maneiras que se pode definir a Consumer Elctronics Show (CES), que em sua edição de 2012, realizada entre 10 e 13 de janeiro, contou com números recordes: 3,1 mil expositores e 20 mil novidades. Mas outra é forma de explicar o encontro (essa apontada pelos corredores) é de vitrine de produtos que não chegarão ao mercado.

Tudo sobre a CES 2012

Depois de quatro décadas – sim, quatro décadas – de glória, é comentado que a tradicional feira de Las Vegas (Nevada, EUA), uma das mais importantes quando o assunto é consumo de tecnologia, perdeu o viço. Não estava lá e não posso confirmar a informação ou, talvez, dar minha opinião pessoal, mas apesar de seu tamanho, o fato é que, a evolução da tecnologia apresentada pela própria CES mudou, ferozmente, a forma de se fazer comunicação. E isso comprometeria a longevidade do conglomerado de exibição.

“CES se mostra cada vez menos relevante. A maior parte dos anúncios de ‘mudanças do jogo’ são, tipicamente, feitos em qualquer lugar agora. E as companhias mais influentes no consumo de tecnologia – Gogle, Apple, Facebook, Amazon, e, mais ou menos, Microsoft – não têm presença real no show”, disse Walt Mossberg, famoso colunista do The Wall Street Journal e All Things Digital, em seu Facebook.

A participação de expositores realmente chama a atenção. A Microsoft, por sua vez, anunciou que este seria seu último ano como exibidora, por falta de alinhamento da feira com seus produtos.

A Apple, tradicionalmente, não se apresenta oficialmente no encontro, mas, mesmo assim, uma sonhada versão de seu tablet, o que seria o iPad 3, foi o que mais chamou a atenção entre os participantes, que fizeram da notícia extraoficial – a chegada do produto em março próximo – mais comentada do que as informações chanceladas pela CES 2012.  Análises apontaram, ainda, que os tablets apresentados tinham pouca capacidade de concorrer com as versões do iPad, por conta de seu sistema operacional desatualizado – o Android Honeycomb, em vez da mais nova versão, o Ice Cream Sandwich – e da própria vantagem que um produto precursor tem diante de seus concorrentes lançados com meses de atraso.

Outros relatos, estes mais extraoficiais ainda, dão conta que apesar do afã dos primeiros dias e do portfólio de 20 mil lançamentos, a feira tornara-se morna já a partir de quarta-feira. Mais uma vez, relembro que não estava lá, mas pelo lado de quem ficou os quatro dias noticiando a CES 2012, com ajuda de parceiros internacionais e com o próprio contato de empresas expositoras, notei a mesma coisa: explosão de notícias entre segunda e terça, e ritmo mais calmo nos demais dias.

No ano passado a vedete foram os tablets, na corrida louca para bater o iPad, da Apple. Segundo a InfomationWeek EUA, foram apresentados mais de 50 modelos do tipo, mas uma pequena parcela – a qual não foi precisada – chegou efetivamente ao mercado. Este ano, o tema central foram os ultrabooks. Veremos quantos chegarão ao mercado.

Em blogs, como o britânico ZDNet, uma das principais reclamações é o timming da data do evento: janeiro, sendo que os produtos – quando chegam – estão no mercado a  partir de maio. Nem temos o que falar do Brasil: dá até um pouco de medo noticiar o que acontece na feira, quando não há qualquer previsão de novidades tão legais aportarem em terras tupiniquins. Mas, de qualquer forma, o leitor precisa saber. Então precisamos correr atrás da informação.

Aliás, este era o tema com o qual gostaria de iniciar este texto para apresentar um levantamento que fiz sobre alguns dos produtos lançados em 2011 e a chegada  deles ao Brasil. Vou lançar em um outro post porque sei que conteúdo muito extenso em internet tem chance quase que negativa de ser lido. Então acompanhe aqui.

Mas a reflexão que fica é: em um mundo de urgências, no qual a internet rouba a cena e não há mais exclusividade na concessão de informações, a CES, no modelo que ganha há 40 anos, ainda terá espaço nos próximos anos? Ou, então, seus parceiros terão de ser mais criteriosos no que apresentam, para, enfim, não canibalizarem um ambiente no qual, mesmo sem terem a projeção de uma Apple, conseguem atenção mundial na apresentação de seus produtos? Aparentemente, não é somente a tecnologia divulgada pela CES que precisa evoluir. Isso também pode valer para a própria formatação da feira.

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