Adoção da tecnologia no ensino alcança resultados cada vez melhores

Dados do Ideb mostram que, após adoção de computadores em sala de aula, houve melhora no desempenho dos alunos

A tecnologia ganha cada vez mais espaço no mundo da educação. Mas embora os benefícios sejam nítidos, para que a adoção seja plena, o Brasil precisa investir em muitas ações. Aportes em políticas públicas, tecnologia da informação e comunicação (TIC) e desenvolvimento profissional são alguns dos exemplos onde é preciso atenção para transformar a educação e melhorar a qualidade de ensino no País. “O sistema educacional precisa ser modernizado, mas, para que isso aconteça, é preciso criar uma visão com base na transformação, que vai desde a criação de políticas públicas até formação de professores e incentivo às habilidades dos alunos”, avalia Fábio Tagnin, diretor de expansão de mercado, da Intel Brasil.

Como exemplo do sucesso da tecnologia associada ao aprendizado, a Intel, em parceria com o Programa um Computador por Aluno (PROUCA), criado pelo Ministério da Educação para difundir o uso da tecnologia no ensino, disponibilizou 5,5 mil computadores do modelo ‘classmate’, criado exclusivamente para uso em escolas, para alunos da cidade de Piraí, no Rio de Janeiro. O projeto piloto, realizado entre os anos de 2007 e 2010, conseguiu melhora significativa nos testes realizados com alunos da 5ª série do ensino fundamental, ampliando a taxa de conclusão de 2,4, em 2005, para 4,2, em 2007, e chegando a 4,4, em 2009, como aponta o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). “O impacto do uso da tecnologia é comprovado e poderá contribuir cada vez mais com o sistema de aprendizagem no País”, relembrou.

Mas Tagnin ressaltou que a tecnologia por si só não é suficiente, é preciso investir cada vez mais na formação de profissionais que saibam lidar com os novos rumos que a educação tem tomado, em função das mudanças de comportamento da nova geração, que tem mais acesso à informação e interação com mídias sociais. “Não adianta disponibilizar computadores, é preciso ter pessoas treinadas para lidar com novas tecnologias e os professores são os responsáveis por esta locomotiva que é a escola”, enfatizou. “A Intel investiu, nos últimos dez anos, mais de US$ 1 milhão na melhoria da educação mundial e, assim, contribuiu com a formação de dez milhões de pessoas em 70 países, sendo cerca 300 mil professores apenas no Brasil.”

De olho nas oportunidades que esse mercado oferece, a Intel lançou a terceira geração do computador classmate PC conversível, da Intel Learn Series, durante o Editor’s Day, evento anual organizado para apresentar novidades à imprensa que, neste ano, aconteceu na Praia do Forte (BA). A ideia é trazer um dispositivo moderno que colabore com professores e melhore as experiências dos alunos em sala de aula. “Estamos trabalhando em um modelo resistente que irá incluir câmera, softwares específicos para educação, sistema antifurto em um modelo híbrido que funciona como computador e como tablet”, revelou Tagnin.

A companhia ainda não precisou uma data de lançamento, mas deve ocorrer ainda neste ano. O preço também não está definido.

*A jornalista viajou à Praia do Forte a convite da Intel.

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