Legado de apps móveis com Flash deve acabar em um ano, prevê especialista

Adriele Marchesini Adriele Marchesini

Por causa do HTML5, Adobe mata Flash para dispositivos móveis

O legado dos aplicativos móveis em Flash deve acabar em um ano. A previsão foi feita por Denis Furtado, diretor executivo da That On Consulting Group, ao comentar a decisão da Adobe em interromper o desenvolvimento da ferramenta no caso de smartphones e tablets por conta do HTML5, conforme anunciado na quarta-feira (09/11).

 

De acordo com dados da Adobe, mais de três milhões de desenvolvedores usam a plataforma em suas programações. O Android Market, conforme a companhia, conta com mais de seis mil aplicativos móveis baseados no sistema. Por outro lado, cerca de 2,1 bilhões de dispositivos móveis terão browsers HTML 5 até 2016, apontou uma pesquisa realizada pela ABI Research. Em 2010, eram apenas 109 milhões.

 

“O legado é muito grande, mas em dispositivo móvel não é tão grande quanto em sites convencionais. Acho que [o Flash] deve morrer em um espaço de tempo mais curto do que se imaginaria. Deve manter suporte por cinco anos, mas o legado móvel se tornará insignificante em um ano. E o futuro fora dos dispositivos móveis é o mesmo: muitos desenvolvedores já mudam suas interfaces em Flash porque não conseguem executar em todos os dispositivos”, concluiu Furtado.

 

“A decisão não surpreende. Não tinha como o flash ter vida longa com o HTML5”, ponderou o especialista. Uma característica importante do que chamam de nova etapa da web semântica com a chegada do HTML 5, o vídeo, faz um papel importante em desafiar o popular software plug-in Adobe Flash Player. O recurso permitiria a transmissão de vídeo sem a necessidade de ativar um plug-in.

 

De fato, a situação não era de todo inesperada. Tudo começou com a própria Apple, sequer promoveu o apoio ao plug-in em seu iPhone e iPad. O Windows 8, mais recente versão do sistema operacional da Microsoft voltado para desktops e tablets, também veio sem a função. O Xoom, tablet da Motorola, não ficou atrás e fez o mesmo anúncio.

 

“Já temos muitas ferramentas de desenvolvimento, como o Genexus, que dispensam o Flash. O Google tirou a ferramenta do maior repositor de vídeos do mundo, o YouTube. O desenvolvedor já foi recebendo sinais ao longo do tempo”, ponderou.

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